O podcaster e professor da FAAP, Ivan Mizanzuk, desempenhou papel crucial na anulação de acusações do Caso Evandro

TEXTO

Comunicação FAAP



DATA


COMPARTILHE


Podcaster e professor da FAAP Ivan Mizanzuk

Podcaster e professor da FAAP Ivan Mizanzuk


COMPARTILHE

COMPARTILHE

O diretor de podcast e professor da FAAP, Ivan Mizanzuk, desempenhou um papel crucial na anulação da condenação dos quatro acusados de matar o garoto Evandro no litoral do Paraná, há mais de 30 anos, em abril de 1992.  

Mizanzuk descobriu uma série de fitas com o conteúdo dos interrogatórios e, numa apuração meticulosa, revelou que os acusados foram obrigados, sob tortura, a confessarem um crime que não cometeram.  

Com este trabalho, quarta temporada do podcast Projeto Humanos, Mizanzuk alcançou reconhecimento nacional. O podcast é atualmente o maior em formato storytelling no Brasil, contando com mais de 5 milhões de plays na sua última temporada até maio de 2020. Em 2021, foram lançados sobre o caso uma série pela Globoplay e um livro pela editora Harper Collins. Em 2022, a série foi indicada ao Emmy International.  

O trabalho de Ivan Mizanzuk, como escritor, produtor de podcasts, jornalista independente e professor da FAAP destaca-se por sua dedicação à verdade e à ética jornalística. Seu foco no rigor e na apuração minuciosa dos fatos influencia a formação de novos profissionais que buscam excelência no jornalismo, assim como ele.  

Gabriel Moreno, aluno do 4º semestre de Jornalismo, diz que “é sempre inspirador presenciar em primeira mão as conquistas daqueles que acompanham nosso desenvolvimento diariamente, com atenção, proximidade e afinco; os professores”. O aluno continua: “A conquista do professor Ivan Mizanzuk, através do podcast do caso Evandro, reacendeu um senso de justiça e mostrou a potencialidade e a importância da atividade jornalística. Não acho que exista exemplo melhor e mais motivante para um aluno do que o triunfo de um [futuro] colega de profissão.”  

Para Edilamar Galvão, coordenadora do curso de Jornalismo, “Ivan Mizanzuk tem as qualidades imprescindíveis para a grande missão do Jornalismo, que é ter o compromisso com a verdade dos fatos e fazê-la chegar à sociedade. Com seu rigor incansável e sua intuição criativa ele, ao mesmo tempo, pratica o bom e velho jornalismo de investigação e apuração e, ainda, é capaz de criar uma nova linguagem que atrai e estimula o público a imergir com atenção no conteúdo jornalístico. Por tudo isso, o reconhecimento de seu trabalho é mais que merecido e, especialmente, nós aqui na FAAP temos muito orgulho de tê-lo em nosso time”.  

Leia o depoimento do professor Ivan Mizanzuk 

“Eu comecei fazendo as pesquisas para o Caso Evandro em 2015. Trabalhava apenas como professor universitário e só conseguia trabalhar nessa história nas minhas férias de meio e final de ano. Comecei a publicar os episódios do podcast em 2018. Eu publicava o que conseguia produzir durante as férias, e depois ficava meses sem postar nada.  

Em 2020, o podcast se encerrou com 36 episódios. Alguns tinham 2h30min de duração. No total, são mais de 48 horas de conteúdo. Não há nenhum veículo de mídia que permitiria esse tipo de loucura – ou seja, começar um projeto sem saber quanto tempo ia durar, qual a quantidade de episódios e quais seriam suas durações. Foi tudo feito na medida do que a história exigia.  

O resultado está aí. Conseguimos adaptar esse material gigantesco para uma série de TV que concorreu ao prêmio Emmy Internacional em 2022, e cujas revelações da minha investigação permitiram uma revisão criminal que era vista como impossível até pouco tempo atrás.  

Acho que há duas lições que eu consigo tirar dessa experiência toda. Primeiro, é que há certas histórias que não se encaixam no formato mais padronizado do jornalismo – ou até mesmo do mundo documental. O podcast que eu fazia nas minhas férias foi a espinha dorsal de tudo.  

E a segunda lição é que, se você sente que sua história não se encaixa em nenhum lugar ou formato, você pode tentar construir esse espaço. Não é fácil, exige muito tempo e persistência. Mas uma hora a coisa vira. Ainda bem.”


TEXTO

Comunicação FAAP


DATA


banners-site-faap_jor2

Jornalismo na FAAP

Inscreva-se
banners-site-faap_jor1

Outras notícias que você também pode gostar

Você está vendo:

Fique por dentro de tudo o que acontece na FAAP

MAB FAAP

Exposição na Biblioteca Mário de Andrade celebra a recuperação de obras de Henri Matisse

Com produção e concepção do MAB FAAP e da Biblioteca Mário de Andrade, mostra apresenta as 20 composições de Jazz, incluindo oito trabalhos recentemente recuperados O Museu de Arte Brasileira da FAAP (MAB FAAP) participa da realização da exposição Jazz – o livro de artista de Henri Matisse, que será apresentada na Biblioteca Mário de Andrade, de 12 de setembro a 12 de outubro. A mostra tem produção e concepção do MAB FAAP e da Biblioteca Mário de Andrade, com correalização da FAAP e da Prefeitura de São Paulo. A abertura acontece no dia 12 de setembro, às 15h, e marca o reencontro do público com oito obras de Henri Matisse que haviam sido subtraídas e foram recentemente recuperadas. Ao todo, a exposição reúne as 20 composições que integram a coleção, em uma iniciativa que destaca o compromisso da FAAP e de suas instituições culturais com a preservação, a pesquisa e a democratização do acesso à arte. Mais do que apresentar uma das obras mais importantes da trajetória de Matisse, a exposição celebra a recuperação de um patrimônio cultural e sua devolução à sociedade. O projeto também reforça a atuação do MAB FAAP na valorização, conservação e difusão de acervos artísticos, além de ampliar o acesso do público a um conjunto fundamental da produção moderna. “Mais do que recuperar objetos de valor artístico, a abertura da mostra é um momento de celebração da memória, da arte e da importância das instituições públicas na proteção e difusão de seus acervos”, destaca o secretário de Cultura e Economia Criativa, Totó Parente. A participação do MAB FAAP A exposição é concebida e produzida pelo MAB FAAP em parceria com a Biblioteca Mário de Andrade. A participação do museu reafirma sua atuação na pesquisa e na divulgação da história da arte, bem como seu compromisso com projetos que aproximam o público de obras e documentos de relevância internacional. “A participação da FAAP na correalização desta exposição reafirma o compromisso da Fundação com a promoção da arte, da educação e da cultura. Por meio do MAB FAAP, contribuímos para ampliar o acesso do público à obra de Henri Matisse e para fortalecer o diálogo entre instituições culturais”, afirma Pilar Guillon Liotti, membro do Conselho da FAAP. O curador da exposição e diretor-geral do MAB FAAP, Marcos Moraes, ressalta a importância de Matisse para além da pintura e destaca a relevância de Jazz na história da arte. “Artista comumente identificado como fundamental na arte moderna, Matisse dispensa qualquer tentativa de apresentá-lo apenas como um pintor de sua época. De início, é preciso ressaltar sua atuação com o desenho, as artes gráficas, a colagem, a escultura, a cenografia e mesmo nas relações com a arquitetura, mas é sobretudo na gravura que essa capacidade magistral de lidar com a cor e a linha se afirma, de maneira incontestável”, afirma. Para o curador, Jazz é um dos mais relevantes livros de artista e álbuns de gravuras do século XX. “Nada mais coerente que o MAB FAAP se associe a essa iniciativa de retomar a possibilidade de o público ter contato direto com as imagens, mas também com os textos que o artista escreveu diretamente a partir de seus cadernos de anotações, produzidos entre 1941 e 1946, celebrando, neste momento, seus 80 anos de existência”, completa. Jazz: cor, movimento e criação Publicado em 1947 pelas edições Verve, Jazz teve tiragem de 250 exemplares numerados e reúne 20 composições desenvolvidas por Matisse a partir de recortes de papéis previamente pintados com guache. O artista criou o conjunto durante um período de grandes limitações físicas. Após passar por uma grave intervenção cirúrgica, Matisse encontrou nos recortes de papel uma nova possibilidade de expressão. Durante aproximadamente dois anos, experimentou formas e cores até chegar às composições que integrariam o livro. Matisse definiu esse processo como “desenhar com a tesoura”. A técnica permitiu ao artista investigar de maneira inovadora as relações entre cor, forma, movimento e composição, levando a colagem a um novo patamar em sua produção. O título Jazz traduz a concepção de Matisse sobre o conjunto de imagens. Para o artista, as cores deveriam estabelecer uma relação dinâmica, semelhante à música. Não bastava simplesmente colocá-las lado a lado: era necessário que atuassem umas sobre as outras. Um livro de artista que marcou a história da arte A publicação de Jazz contou com a parceria do editor Tériade, um dos mais importantes editores de arte do século XX. O projeto buscou preservar, na impressão, a intensidade das cores e a força visual das composições originais. O resultado articula imagem e texto e se tornou uma das produções mais conhecidas de Matisse. As 20 composições revelam a maturidade de sua pesquisa com recortes e demonstram como o artista transformou uma condição de adversidade em uma nova possibilidade de criação. Serviço Jazz – o livro de artista de Henri Matisse Período: 12 de setembro a 12 de outubro Abertura: 12 de setembro, às 15h Local: Biblioteca Mário de Andrade Produção e concepção: MAB FAAP e Biblioteca Mário de Andrade Correalização: FAAP e Prefeitura de São Paulo Entrada:


Ensino Médio

XV Semana do Colégio FAAP encerra com sucesso e celebra integração e espírito esportivo

A XV Semana do Colégio FAAP foi marcada por dias de intensa participação, integração e espírito esportivo entre os alunos. Ao longo da programação, os estudantes tiveram a oportunidade de desenvolver diferentes habilidades, fortalecer vínculos e vivenciar, na prática, valores como cooperação, respeito e trabalho em equipe.  Divididos em quatro bandeiras, os alunos participaram de 40 atividades que foram além da competição esportiva. A programação contemplou diferentes áreas do conhecimento e da expressão, incluindo exatas, humanas, educação física, esportes, música, dança, arte e moda.  Em cada atividade, os estudantes foram desafiados a demonstrar talento, criatividade, dedicação e capacidade de trabalhar coletivamente, em uma experiência que integrou conhecimento, convivência e diversão.  Ao final da competição, a classificação ficou definida da seguinte forma:  1º lugar: Bandeira Azul 2º lugar: Bandeira Amarela e Bandeira Laranja 3º lugar: Bandeira Verde  Nesta edição, a Semana do Colégio FAAP também contou com novas formas de reconhecimento, valorizando não apenas os resultados alcançados pelas equipes, mas também atitudes que contribuíram para uma experiência coletiva positiva.  Os líderes de cada equipe receberam um certificado de competência em liderança, em reconhecimento ao papel desempenhado durante as atividades. Também foi realizada uma premiação de fair play, destinada a reconhecer um estudante que se destacou pelo cuidado, pela colaboração e pela dedicação ao bom funcionamento dos espaços utilizados durante a Semana.  A Semana do Colégio FAAP promove aprendizado, convivência e desenvolvimento de competências e valores, reforçando a importância da integração, da cooperação, do respeito e do trabalho em equipe na formação dos

Fique por dentro de tudo o que acontece na FAAP

Newsletter