Prefeito Ricardo Nunes falou sobre os desafios da administração da cidade de São Paulo em palestra na FAAP


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Celita Procopio de Carvalho (Presidente do Conselho de Curadores da FAAP) e Ricardo Nunes (Prefeito de São Paulo).


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Alunos, professores e colaboradores da FAAP tiveram a oportunidade de ouvir o Prefeito Ricardo Nunes, em palestra que abordou os desafios da administração na cidade de São Paulo. O evento lotou o Teatro para discutir a gestão da maior cidade do Brasil. 

O Prefeito, acompanhado dos secretários municipais de Comunicação, Marcello D’Angelo, e da Fazenda, Luís Felipe Vidal Arellano, iniciou a conversa destacando os desafios enfrentados no início da sua administração em 2021, com a perda do então prefeito Bruno Covas, e em meio à pandemia de Covid-19. “Bruno era mais que um amigo, era um irmão para mim. Além dessa grande perda, ficamos praticamente dois anos focados na pandemia, e só agora em 2023 estamos conseguindo voltar a discutir a saúde financeira da cidade”, disse o prefeito. 

Durante a apresentação Nunes abordou tópicos importantes como o crescimento da verba para investimentos e melhorias na cidade, que saltou de 8,5 bilhões em 2022, para 11,5 bilhões neste ano, de acordo com ele, fruto de algumas ações conjuntas como a reforma da Previdência na cidade, que tinha um déficit atuarial de 171 bilhões, renegociação da dívida com o Governo Federal e proporcionando segurança jurídica para atrair mais empresas para São Paulo. “Focamos em trabalhar a desburocratização e o tempo necessário para abrir uma empresa e reduzimos o ISS (Imposto Sobre Serviços) para atividades como audiovisual, franquias e serviços por aplicativo. De 2021 até o mês passado, 43 mil empresas que estavam sediadas em outros estados e municípios se transferiram para São Paulo e outras 341 mil novas empresas foram abertas, aumentando a arrecadação e a geração de empregos”, explicou o prefeito. 

Falou sobre as UPAS (Unidades de Pronto Atendimento) abertas em sua gestão, ações de zeladoria e infraestrutura com recuperação de pontes e viadutos, a fila para vagas em creches que foi zerada e respondeu perguntas sobre a metodologia para execução do plano de metas e segurança pública. 

“A segurança, constitucionalmente, é responsabilidade do Estado, mas a prefeitura não vai deixar de fazer a sua parte. Aumentamos o contingente da Guarda Civil Metropolitana, em 1.500 postos, trocamos a frota de veículos, melhoramos os equipamentos e investimos em treinamento. Assim como em tecnologia, com a implantação de 20 mil câmeras na cidade, 14 mil com sistema de inteligência artificial e estamos trabalhando em uma nova Central de Monitoramento”. 

Ao final do evento, o Prefeito expressou sua gratidão pela oportunidade de dialogar com a comunidade acadêmica e enfatizou como a educação e o engajamento cívico desempenham um papel crucial na construção de um futuro melhor para São Paulo. 

“Tenho muito orgulho da gestão que estamos fazendo, São Paulo tem hoje a capacidade de gerenciar seus recursos de forma saudável e manter o equilíbrio das contas. Todos os recursos no caixa da Prefeitura tem direcionamento para habitação, saúde e infraestrutura, o dinheiro não está parado. O que temos hoje é uma gestão que acertou a questão das finanças fazendo com que a economia da cidade gire”, finalizou Nunes.


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Poucos setores brasileiros passaram por uma evolução tão grande quanto a carne bovina. No último ano, o Brasil não apenas manteve sua força nas exportações, mas assumiu também a liderança mundial na produção, com 12,35 milhões de toneladas produzidas, 3,5 milhões exportadas e quase US$ 18 bilhões em vendas externas.   Os números impressionam, mas, por si só, não explicam essa trajetória. Eles revelam a dimensão da responsabilidade que o Brasil passou a assumir no abastecimento mundial de proteína animal.  A carne bovina brasileira está presente em mais de 170 mercados, mas cerca de 70% de tudo o que produzimos continua no Brasil. É uma cadeia que atende o mundo sem deixar de abastecer a mesa dos brasileiros.   Essa posição não foi conquistada por acaso. É resultado de décadas de trabalho de pecuaristas, frigoríficos, técnicos, pesquisadores, autoridades sanitárias e profissionais que entenderam que produzir bem não bastava. Era preciso garantir regularidade, qualidade, sanidade e capacidade de atender o que cada mercado exige. Trata-se de uma construção coletiva, baseada na cooperação entre os setores público e privado, que consolidou a credibilidade internacional da carne bovina brasileira.  O mundo está mudando e o mercado da carne também. Países que historicamente tiveram grande produção enfrentam redução de rebanho, custos mais altos e limitações para ampliar a oferta. Ao mesmo tempo, cresce a demanda por proteína em regiões como a Ásia, o Oriente Médio e parte da África.  O Brasil tem espaço para ocupar parte dessa demanda. No ano passado, o país tinha 195,5 milhões de cabeças de gado, o maior rebanho comercial do mundo. Entre 2005 e 2025, a produção brasileira de carne bovina aumentou 41%, enquanto a área de pastagens diminuiu.   A pecuária brasileira de hoje é diferente da de duas décadas atrás. Temos mais genética, melhor manejo, nutrição mais precisa, confinamento, terminação intensiva a pasto, integração com outras atividades e mais tecnologia dentro da fazenda e da indústria.   Mas não há espaço para achar que o trabalho está pronto.   A abertura de mercados, a rastreabilidade, a agenda ambiental, os controles sanitários, as exigências de consumidores e as regras comerciais vão continuar influenciando diretamente o futuro da carne brasileira. O Brasil precisa estar preparado para responder a isso com informação, transparência e capacidade técnica.  A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC) atua justamente nessa frente. Representamos uma indústria responsável por praticamente todas as exportações brasileiras de carne bovina. Trabalhamos para abrir mercados, defender o setor, dialogar com governos, acompanhar regulações internacionais e mostrar ao mundo o que a cadeia brasileira tem construído.   Só que esse ambiente exige gente preparada. A cadeia da carne deixou de ser um assunto restrito à fazenda ou ao frigorífico. Hoje, quem trabalha no setor precisa entender de produção, mercado, comércio exterior, sustentabilidade, sanidade, logística, legislação e comunicação.   Foi pensando nisso que criamos a Beef School, curso de extensão da ABIEC com a FAAP. A proposta é aproximar quem quer conhecer melhor a cadeia da realidade de um setor que movimenta mais de R$ 1,15 trilhão por ano e responde por cerca de 9% do PIB brasileiro.   A liderança conquistada pelo Brasil não é um ponto de chegada. É um compromisso permanente com a excelência, a inovação e a capacidade de evoluir. O futuro da carne bovina brasileira será construído por profissionais capazes de compreender as transformações do mercado, antecipar desafios e transformar conhecimento em vantagem


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