FAAP recebe renomado professor da Itália para falar sobre a Inteligência Artificial e suas implicâncias na lei 

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Prof. Paolo Carbone (à esq.) e prof. Fernando José da Costa (à dir.) | Foto: Rafayane Carvalho


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A Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP) teve o privilégio de receber o professor Paolo Carbone, renomado acadêmico da Università Roma Tre, para um debate significativo sobre o avanço da Inteligência Artificial (IA). Reconhecido como uma autoridade no campo do Direito, o professor Carbone é notório por suas contribuições para o desenvolvimento da IA, cujo impacto é muito grande em diversas esferas e implicações jurídicas. 

A presença do professor Carbone na FAAP reforça ainda mais a iniciativa instituição em estreitar relações de intercâmbio e parceria com diferentes instituições de ensino ao redor do mundo com benefício para ambas as partes. “Estamos trabalhando para um importante convênio da FAAP com a Università Roma Tre, que dará oportunidade para os alunos fazerem a dupla titulação, estudando aqui e na Itália; assim como os alunos da Itália estudarem aqui no Brasil. E dos professores da FAAP poderem lecionar na universidade italiana, e aos professores da Itália a oportunidade de lecionar aqui no Brasil.” disse o Prof. Fernando José da Costa, coordenador de Direito. 

A palestra ministrada pelo professor Carbone serviu como um estímulo para reflexões profundas sobre as fronteiras ainda não alcançadas pela Inteligência Artificial, bem como a necessidade de identificar denominadores comuns em situações aparentemente sem conexão. Ele destacou a transição digital em curso, evidenciando a importância das organizações se adaptarem a novos modelos de negócios para aproveitar ao máximo as tecnologias emergentes, ressaltando a necessidade de uma abordagem cautelosa e estratégica nesse processo. 

“Hoje, nós estamos delegando muito da nossa vida às máquinas externas. (…) Um ataque no meio digital pode causar um dano bem maior do que uma bomba. Usada de forma adequada, a inteligência artificial nos oferece oportunidades”, disse o professor Paolo Carbone. 

Além disso, o professor Carbone apresentou uma análise comparativa dos modelos adotados pelos Estados Unidos, China e Europa no que diz respeito à regulação da IA, compartilhando insights valiosos sobre a nova legislação europeia que entrará em vigor em maio deste ano. Ele sublinhou os objetivos de longo prazo dessa legislação, destacando a importância dos direitos fundamentais, democracia, Estado de direito e sustentabilidade ambiental na formulação de políticas para o avanço responsável da IA. Sua conclusão ressalta a expectativa de que, mesmo daqui a um ano, estaremos ainda discutindo as primeiras aplicações legais desse fenômeno em constante evolução. 

“O AI ACT incentiva a inovação por meio da regulamentação que facilita experimentação e adaptação”, o professor conclui que espera que daqui um ano, ainda estaremos discutindo sobre as primeiras aplicações da lei. 

O CURSO DE DIREITO FAAP

O curso de Direito da FAAP é um bacharelado com duração de 5 anos, dividido em dez semestres no turno da manhã.

O curso é organizado em três etapas. Na primeira etapa são identificadas e desenvolvidas as habilidades individuais de cada estudante, ampliando sua formação cultural e humanística, para estimular a compreensão dos fatos e dos valores sociais de maior relevância para o mundo jurídico contemporâneo. A segunda etapa oferece a cada estudante o arcabouço técnico-profissional para o raciocínio jurídico e a operação de leis e julgamentos. Por fim, a terceira etapa possibilita a aplicação do conteúdo em práticas jurídicas tanto simuladas quanto reais.


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O futuro da carne bovina brasileira passa pelo conhecimento

Poucos setores brasileiros passaram por uma evolução tão grande quanto a carne bovina. No último ano, o Brasil não apenas manteve sua força nas exportações, mas assumiu também a liderança mundial na produção, com 12,35 milhões de toneladas produzidas, 3,5 milhões exportadas e quase US$ 18 bilhões em vendas externas.   Os números impressionam, mas, por si só, não explicam essa trajetória. Eles revelam a dimensão da responsabilidade que o Brasil passou a assumir no abastecimento mundial de proteína animal.  A carne bovina brasileira está presente em mais de 170 mercados, mas cerca de 70% de tudo o que produzimos continua no Brasil. É uma cadeia que atende o mundo sem deixar de abastecer a mesa dos brasileiros.   Essa posição não foi conquistada por acaso. É resultado de décadas de trabalho de pecuaristas, frigoríficos, técnicos, pesquisadores, autoridades sanitárias e profissionais que entenderam que produzir bem não bastava. Era preciso garantir regularidade, qualidade, sanidade e capacidade de atender o que cada mercado exige. Trata-se de uma construção coletiva, baseada na cooperação entre os setores público e privado, que consolidou a credibilidade internacional da carne bovina brasileira.  O mundo está mudando e o mercado da carne também. Países que historicamente tiveram grande produção enfrentam redução de rebanho, custos mais altos e limitações para ampliar a oferta. Ao mesmo tempo, cresce a demanda por proteína em regiões como a Ásia, o Oriente Médio e parte da África.  O Brasil tem espaço para ocupar parte dessa demanda. No ano passado, o país tinha 195,5 milhões de cabeças de gado, o maior rebanho comercial do mundo. Entre 2005 e 2025, a produção brasileira de carne bovina aumentou 41%, enquanto a área de pastagens diminuiu.   A pecuária brasileira de hoje é diferente da de duas décadas atrás. Temos mais genética, melhor manejo, nutrição mais precisa, confinamento, terminação intensiva a pasto, integração com outras atividades e mais tecnologia dentro da fazenda e da indústria.   Mas não há espaço para achar que o trabalho está pronto.   A abertura de mercados, a rastreabilidade, a agenda ambiental, os controles sanitários, as exigências de consumidores e as regras comerciais vão continuar influenciando diretamente o futuro da carne brasileira. O Brasil precisa estar preparado para responder a isso com informação, transparência e capacidade técnica.  A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC) atua justamente nessa frente. Representamos uma indústria responsável por praticamente todas as exportações brasileiras de carne bovina. Trabalhamos para abrir mercados, defender o setor, dialogar com governos, acompanhar regulações internacionais e mostrar ao mundo o que a cadeia brasileira tem construído.   Só que esse ambiente exige gente preparada. A cadeia da carne deixou de ser um assunto restrito à fazenda ou ao frigorífico. Hoje, quem trabalha no setor precisa entender de produção, mercado, comércio exterior, sustentabilidade, sanidade, logística, legislação e comunicação.   Foi pensando nisso que criamos a Beef School, curso de extensão da ABIEC com a FAAP. A proposta é aproximar quem quer conhecer melhor a cadeia da realidade de um setor que movimenta mais de R$ 1,15 trilhão por ano e responde por cerca de 9% do PIB brasileiro.   A liderança conquistada pelo Brasil não é um ponto de chegada. É um compromisso permanente com a excelência, a inovação e a capacidade de evoluir. O futuro da carne bovina brasileira será construído por profissionais capazes de compreender as transformações do mercado, antecipar desafios e transformar conhecimento em vantagem


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