FAAP leva alunos para a celebração dos 200 Anos das Relações BRA-EUA


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Alunos de RI da FAAP assistem ao Seminário


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Sob o apoio e colaboração da Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP), um conjunto de eventos marcantes teve lugar no Palácio do Itamaraty, em Brasília, para celebrar os 200 anos de vínculos diplomáticos entre o Brasil e os Estados Unidos.

Uma parceria colaborativa entre o Ministério das Relações Exteriores, a FAAP e a Câmara Americana de Comércio (AMCHAM), mostrou ao público presente sobre as relações de longa data e de relevância estratégica em diversas esferas temáticas.

Foram 30 alunos do curso de Relações Internacionais da FAAP que tiveram a oportunidade de explorar pontos de interesse significativos na capital brasileira, incluindo o Memorial JK, o Memorial dos Povos Indígenas, o Palácio do Planalto, entre outros. Além das visitas culturais, os alunos também participaram dos eventos comemorativos do bicentenário, enriquecendo ainda mais sua experiência acadêmica e cultural.

Iniciando as comemorações, houve um seminário no qual foram discutidas várias perspectivas das relações bilaterais entre os dois países. Com painéis que incluíram figuras ilustres como o ministro das Relações Exteriores Mauro Vieira, o embaixador Rubens Ricupero, a embaixadora dos Estados Unidos, Elizabeth Bagley, a ministra da cultura, Margareth Menezes, entre outros.

Seguindo pelo lançamento do livro “Reflexões sobre os 200 Anos de Relações Brasil-Estados Unidos”, que foi organizado pela coordenadora do curso de Business and International Affairs da FAAP, Professora Fernanda Magnotta, e que conta com a contribuição de renomados acadêmicos, diplomatas e personalidades brasileiras. Este trabalho de significância ímpar foi lançado em dois idiomas, português e inglês, ampliando seu alcance e impacto.

Encerrando este dia memorável, a FAAP promoveu uma exposição especial, intitulada “Encontros: 200 Anos de Amizade Brasil-Estados Unidos”, que resgatou a rica história desta relação duradoura e abrangente. Com mais de 100 fotografias, artefatos históricos, recortes de jornais e outros elementos dispostos cronologicamente, a exposição proporcionou uma jornada visual e informativa sobre os laços entre as duas nações.

“Celebramos uma parceria duradoura que promove o desenvolvimento mútuo e o entendimento intercultural” disse Celita Procopio de Carvalho, Presidente do Conselho de Curadores da FAAP, na abertura da exposição que celebra este marco tão significativo para os dois países.

Estas iniciativas refletem o compromisso contínuo da FAAP com a excelência acadêmica e o intercâmbio de conhecimento, reafirmando seu papel como pioneira nos círculos que promovem a compreensão mútua e o fortalecimento dos laços culturais e diplomáticos.


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Poucos setores brasileiros passaram por uma evolução tão grande quanto a carne bovina. No último ano, o Brasil não apenas manteve sua força nas exportações, mas assumiu também a liderança mundial na produção, com 12,35 milhões de toneladas produzidas, 3,5 milhões exportadas e quase US$ 18 bilhões em vendas externas.   Os números impressionam, mas, por si só, não explicam essa trajetória. Eles revelam a dimensão da responsabilidade que o Brasil passou a assumir no abastecimento mundial de proteína animal.  A carne bovina brasileira está presente em mais de 170 mercados, mas cerca de 70% de tudo o que produzimos continua no Brasil. É uma cadeia que atende o mundo sem deixar de abastecer a mesa dos brasileiros.   Essa posição não foi conquistada por acaso. É resultado de décadas de trabalho de pecuaristas, frigoríficos, técnicos, pesquisadores, autoridades sanitárias e profissionais que entenderam que produzir bem não bastava. Era preciso garantir regularidade, qualidade, sanidade e capacidade de atender o que cada mercado exige. Trata-se de uma construção coletiva, baseada na cooperação entre os setores público e privado, que consolidou a credibilidade internacional da carne bovina brasileira.  O mundo está mudando e o mercado da carne também. Países que historicamente tiveram grande produção enfrentam redução de rebanho, custos mais altos e limitações para ampliar a oferta. Ao mesmo tempo, cresce a demanda por proteína em regiões como a Ásia, o Oriente Médio e parte da África.  O Brasil tem espaço para ocupar parte dessa demanda. No ano passado, o país tinha 195,5 milhões de cabeças de gado, o maior rebanho comercial do mundo. Entre 2005 e 2025, a produção brasileira de carne bovina aumentou 41%, enquanto a área de pastagens diminuiu.   A pecuária brasileira de hoje é diferente da de duas décadas atrás. Temos mais genética, melhor manejo, nutrição mais precisa, confinamento, terminação intensiva a pasto, integração com outras atividades e mais tecnologia dentro da fazenda e da indústria.   Mas não há espaço para achar que o trabalho está pronto.   A abertura de mercados, a rastreabilidade, a agenda ambiental, os controles sanitários, as exigências de consumidores e as regras comerciais vão continuar influenciando diretamente o futuro da carne brasileira. O Brasil precisa estar preparado para responder a isso com informação, transparência e capacidade técnica.  A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC) atua justamente nessa frente. Representamos uma indústria responsável por praticamente todas as exportações brasileiras de carne bovina. Trabalhamos para abrir mercados, defender o setor, dialogar com governos, acompanhar regulações internacionais e mostrar ao mundo o que a cadeia brasileira tem construído.   Só que esse ambiente exige gente preparada. A cadeia da carne deixou de ser um assunto restrito à fazenda ou ao frigorífico. Hoje, quem trabalha no setor precisa entender de produção, mercado, comércio exterior, sustentabilidade, sanidade, logística, legislação e comunicação.   Foi pensando nisso que criamos a Beef School, curso de extensão da ABIEC com a FAAP. A proposta é aproximar quem quer conhecer melhor a cadeia da realidade de um setor que movimenta mais de R$ 1,15 trilhão por ano e responde por cerca de 9% do PIB brasileiro.   A liderança conquistada pelo Brasil não é um ponto de chegada. É um compromisso permanente com a excelência, a inovação e a capacidade de evoluir. O futuro da carne bovina brasileira será construído por profissionais capazes de compreender as transformações do mercado, antecipar desafios e transformar conhecimento em vantagem


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