FAAP e IGENSIA assinam acordo de cooperação para participar do Programa Erasmus+ 

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Da esquerda para direita: Meo Kositpaiboon, Gerente de RI da IGENSIA; Valida Mechri, Diretora do Departamento Internacional da IGENSIA; Dr. Antonio Bias Bueno Guillon, Diretor-Presidente da FAAP e Lourdes Zilberberg, Diretora de Internacionalização da FAAP.


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A Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP) e o grupo educacional francês IGENSIA selaram um novo acordo de cooperação que amplia as oportunidades de intercâmbio para seus alunos, corpo docente e administrativo, agora com a possibilidade de participação no programa Erasmus+. A assinatura do acordo ocorreu com a presença de Dr. Antonio Bias Bueno Guillon, Diretor-Presidente da FAAP, Lourdes Zilberberg, Diretora de Internacionalização da FAAP, Meo Kositpaiboon, Gerente de relações internacionais da IGENSIA e Valida Mechri, Diretora do departamento Internacional para intercâmbios, projetos e parcerias da IGENSIA, que na mesma ocasião renovou outra assinatura de um acordo de colaboração já existente entre as duas instituições. 

O Erasmus+ é uma iniciativa da União Europeia voltada para a educação, que oferece bolsas de estudo e intercâmbio, divididas em diferentes categorias, para estudantes, professores e profissionais de universidades localizadas fora da UE. O programa visa proporcionar experiências acadêmicas e profissionais internacionais, permitindo que os participantes ampliem seus horizontes educacionais e culturais, em uma relação bilateral de troca de conhecimentos que possam enriquecer de forma prática as aulas e projetos do centro universitário. 

“A ideia é que possamos promover a Europa, principalmente a França, entre os seus colegas, mas também entre os alunos, além de dar a vocês a oportunidade de desenvolver projetos conosco e nos enviar seus colegas, seus alunos e seus professores, para que nos mostrem aquilo que vocês possuem aqui no Brasil que talvez não tenhamos na França. Essa é a ideia da cooperação que queremos criar entre as instituições”, afirma Meo Kositpaiboon, Gerente de RI da IGENSIA. 

Além disso, a parceria prevê dar oportunidade – principalmente – para os alunos com vulnerabilidade social. O programa oferece uma ajuda de custo para que os alunos passem até 6 meses na França, podendo optar entre os campus de Paris, Lyon ou Toulouse, enquanto os professores e staff podem permanecer de 1 semana a 2 meses, ampliando as perspectivas e o desenvolvimento profissional dos participantes. A aplicação para o programa ocorre no dia 19 de fevereiro e o resultado sobre a aprovação será anunciada em julho.  


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Poucos setores brasileiros passaram por uma evolução tão grande quanto a carne bovina. No último ano, o Brasil não apenas manteve sua força nas exportações, mas assumiu também a liderança mundial na produção, com 12,35 milhões de toneladas produzidas, 3,5 milhões exportadas e quase US$ 18 bilhões em vendas externas.   Os números impressionam, mas, por si só, não explicam essa trajetória. Eles revelam a dimensão da responsabilidade que o Brasil passou a assumir no abastecimento mundial de proteína animal.  A carne bovina brasileira está presente em mais de 170 mercados, mas cerca de 70% de tudo o que produzimos continua no Brasil. É uma cadeia que atende o mundo sem deixar de abastecer a mesa dos brasileiros.   Essa posição não foi conquistada por acaso. É resultado de décadas de trabalho de pecuaristas, frigoríficos, técnicos, pesquisadores, autoridades sanitárias e profissionais que entenderam que produzir bem não bastava. Era preciso garantir regularidade, qualidade, sanidade e capacidade de atender o que cada mercado exige. Trata-se de uma construção coletiva, baseada na cooperação entre os setores público e privado, que consolidou a credibilidade internacional da carne bovina brasileira.  O mundo está mudando e o mercado da carne também. Países que historicamente tiveram grande produção enfrentam redução de rebanho, custos mais altos e limitações para ampliar a oferta. Ao mesmo tempo, cresce a demanda por proteína em regiões como a Ásia, o Oriente Médio e parte da África.  O Brasil tem espaço para ocupar parte dessa demanda. No ano passado, o país tinha 195,5 milhões de cabeças de gado, o maior rebanho comercial do mundo. Entre 2005 e 2025, a produção brasileira de carne bovina aumentou 41%, enquanto a área de pastagens diminuiu.   A pecuária brasileira de hoje é diferente da de duas décadas atrás. Temos mais genética, melhor manejo, nutrição mais precisa, confinamento, terminação intensiva a pasto, integração com outras atividades e mais tecnologia dentro da fazenda e da indústria.   Mas não há espaço para achar que o trabalho está pronto.   A abertura de mercados, a rastreabilidade, a agenda ambiental, os controles sanitários, as exigências de consumidores e as regras comerciais vão continuar influenciando diretamente o futuro da carne brasileira. O Brasil precisa estar preparado para responder a isso com informação, transparência e capacidade técnica.  A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC) atua justamente nessa frente. Representamos uma indústria responsável por praticamente todas as exportações brasileiras de carne bovina. Trabalhamos para abrir mercados, defender o setor, dialogar com governos, acompanhar regulações internacionais e mostrar ao mundo o que a cadeia brasileira tem construído.   Só que esse ambiente exige gente preparada. A cadeia da carne deixou de ser um assunto restrito à fazenda ou ao frigorífico. Hoje, quem trabalha no setor precisa entender de produção, mercado, comércio exterior, sustentabilidade, sanidade, logística, legislação e comunicação.   Foi pensando nisso que criamos a Beef School, curso de extensão da ABIEC com a FAAP. A proposta é aproximar quem quer conhecer melhor a cadeia da realidade de um setor que movimenta mais de R$ 1,15 trilhão por ano e responde por cerca de 9% do PIB brasileiro.   A liderança conquistada pelo Brasil não é um ponto de chegada. É um compromisso permanente com a excelência, a inovação e a capacidade de evoluir. O futuro da carne bovina brasileira será construído por profissionais capazes de compreender as transformações do mercado, antecipar desafios e transformar conhecimento em vantagem


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