FAAP recebeu o diplomata Filipe Nasser


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A FAAP recebeu em 07/08, o diplomata e assessor especial do ministro de Relações Exteriores, Filipe Nasser, que conversou com os alunos sobre “A carreira diplomática e os desafios para a reconstrução da política externa brasileira”. 


Em conversa com os alunos, mediada pela coordenadora do curso de Relações Internacionais, Fernanda Magnotta, Nasser falou sobre a renúncia e o abandono dos princípios históricos da diplomacia brasileira nos últimos anos. De acordo com ele, houve um isolamento e um recolhimento autoimposto do Brasil no sistema internacional, principalmente com relação aos organismos multilaterais. “O Brasil se retraiu e perdeu voz com relação a essas entidades principalmente nas relações políticas. O presidente Lula volta com a missão de reconstruir essas relações e retornar a manutenção dos canais diplomáticos que foram abandonados, com o compromisso de reconquistar nosso lugar”. 

Quando perguntado sobre preservação do meio ambiente e combate às mudanças climáticas, frisou que o Brasil é peça importante nesse tabuleiro. Também respondeu perguntas sobre os desafios do novo governo em relação à política externa, sobre o estigma do novo governo ser antiamericanista, sobre o futuro do acordo Mercosul-União Europeia e sobre os BRICS. 

Filipe Nasser é conselheiro da carreira diplomática, já foi Chefe da Divisão do Mar, da Antártida e do Espaço (DMAE) do Itamaraty e assessor na Secretaria de Planejamento Diplomático (SPD). Serviu nas Embaixadas do Brasil em Washington, nos Estados Unidos, e em São Domingos, na República Dominicana, além de ter participado na Missão Permanente do Brasil junto às Nações Unidas, em Nova York. É um dos fundadores e foi o primeiro Editor-Chefe da revista Juca, do Instituto Rio Branco.   


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Em 2026 você terá quatro chances de participar dos eventos do Fórum FAAP

Chegando a 22 de anos de história como uma das maiores simulações do Brasil e promovendo cidadania global, o Fórum FAAP traz consigo um projeto ambicioso para o ano de 2026 com quatro eventos diferentes em seu calendário: 6º Pré-Fórum, 22º Fórum FAAP, 3º Fórum FAAP – União Europeia e 3º Fórum FAAP – ODS. O calendário terá, em breve, o 6º Pré-Fórum, em 25 de março, seguido pela edição histórica do 22º Fórum FAAP, entre os dias 17 e 21 de abril. O calendário acadêmico será completado, no segundo semestre, com o 3º Fórum da União Europeia, nos dias 18 e 19 de setembro, e o 3º Fórum focado nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), nos dias 20 e 21 de novembro. O ponto de partida dessa jornada pedagógica é o Pré-Fórum, uma iniciativa redesenhada para aproximar alunos de primeira viagem da prática diplomática através de comitês fantasiosos que fomentam as habilidades iniciais de debate. Já a edição principal do evento traz inovações acadêmicas ambiciosas para acomodar um público recorde de 750 delegados. Entre as novidades, destaca-se a oferta de 18 comitês com formatos plurais, incluindo comitê especial de crise, gabinete presidencial, comitês em inglês, comitê on-line, comitê histórico e o inédito Press Room, que moderniza a cobertura jornalística do evento. Para garantir que estudantes de diferentes níveis de experiência sejam desafiados de forma adequada, o Fórum mantém seu sistema de dificuldades escalonado de 1 a 5, permitindo que cada participante escolha o ambiente que melhor se adapta ao seu perfil. Além do rigor acadêmico fundamentado em pilares como oratória, negociação e inteligência emocional, o evento de 2026 retoma com força seu compromisso com a sociedade civil. O Prêmio de Responsabilidade Social volta à agenda através de uma campanha de arrecadação de lacres de alumínio em parceria com a ONG Lacre do Bem. A meta é mobilizar delegados e escolas para coletar cerca de 352.800 lacres, volume que será convertido em cadeiras de rodas, reforçando o impacto real do evento além das salas de aula. O protagonismo estudantil também será reconhecido por meio de novas premiações, como o troféu de Melhor Política Externa e a criação da Olimpíada do Fórum. No campo administrativo e de segurança, o Fórum FAAP introduz mudanças significativas para facilitar o acesso de estudantes de todo o país, agora permitindo inscrições individuais sem a obrigatoriedade de um professor conselheiro. As inscrições começaram em 08 de dezembro e se mantêm abertas até 31/03 para os eventos do 1º semestre. Já é possível selecionar seu país/delegação e começar sua preparação. Para saber mais, acesse o site do


Relações Internacionais

Estudantes da FAAP participam de simulação da ONU em Nova York 

Há mais de 20 anos, a Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP) é referência nacional e internacional em práticas de simulação das Nações Unidas. Este ano, um grupo de cinco estudantes do curso de Relações Internacionais, acompanhadas pelo professor Victor Grinberg, participaram do WFUNA International Model United Nations (WIMUN NY 2026), realizado em Nova York.  Organizado pela WFUNA – uma organização da sociedade civil vinculada à ONU –, o WIMUN é reconhecido como uma das simulações mais fiéis às práticas multilaterais das Nações Unidas, proporcionando aos participantes uma experiência acadêmica e diplomática singular.  As alunas da FAAP integram três comitês diferentes: dois da Assembleia Geral e um da Convenção sobre a Proibição de Armas Químicas. Nesses espaços de debate, elas aplicam não apenas o conteúdo aprendido em sala de aula, mas também resultados de pesquisas e trabalhos desenvolvidos em PDCIs/Práticas Extensionistas, como o Fórum FAAP, contribuindo para uma participação qualificada e ativa nas discussões.  A programação em Nova York inclui ainda visitas institucionais. Na sede das Nações Unidas, o grupo conversou com o Sr. Maher Nasser, Diretor da Divisão de Divulgação do Departamento de Comunicação Global da ONU. As estudantes também estiveram no escritório do Banco do Brasil em Nova York, onde foram recebidas por Carolina Beghelli e por Maurício Itaghyba, ex-aluno de Economia da FAAP e gerente da unidade, além de visitarem a Missão Permanente do Brasil junto à ONU e o Consulado-Geral do Brasil na


ESG

Professora da FAAP integra a delegação brasileira na COP30 

A professora Mayara Longuini, do curso de Direito da FAAP, participou da COP30, durante os dias 12, 13 e 14 de novembro de 2025, como integrante da delegação brasileira. Credenciada pelo Governo Federal, ela representou os governos subnacionais e também a Regions 4, rede internacional que atua nas negociações climáticas por meio da Local Governments and Municipal Authorities (LGMA) Constituency, dedicada ao fortalecimento de cidades e regiões como protagonistas da ação climática global.  Na condição de observer delegate, a professora teve acesso à Zona Azul, espaço oficial da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC), onde ocorrem as negociações diplomáticas, reuniões técnicas e eventos paralelos de alto nível.  Para Mayara, a edição deste ano marca uma virada importante no processo multilateral. Segundo ela, a conferência evidencia uma pressão crescente para que os compromissos climáticos avancem da formulação para a implementação. “Um dos momentos mais marcantes é ver a ciência ocupar, pela primeira vez, um lugar formal dentro do processo diplomático. A elaboração de um documento científico encomendado especificamente para orientar as negociações e a inauguração do Pavilhão da Ciência Planetária – liderado por Johan Rockström e Carlos Nobre – sinalizam uma mudança de paradigma: decisões climáticas precisam ser guiadas por evidências e não apenas por discursos”, afirma.  Durante sua participação, a professora acompanhou sessões oficiais na Zona Azul, participou de side events acadêmicos, dialogou com organizações internacionais e observou de perto tanto as dinâmicas políticas quanto as mobilizações da sociedade civil.  Mayara destaca ainda o significado simbólico e pessoal da realização da COP30 na Amazônia. “Como acreana e pesquisadora da atuação de governos subnacionais, ver a conferência acontecer em Belém tem um significado especial. A presença da Amazônia como sede trouxe visibilidade, legitimidade e profundidade para debates que, muitas vezes, ficam periféricos nas grandes conferências, especialmente aqueles sobre povos tradicionais, territórios, desigualdades regionais e a importância estratégica dos estados amazônicos na agenda climática global.”  Para a professora, a COP30 se consolidou como um espaço de intensa aprendizagem e observação institucional. A centralidade da ciência, a urgência da implementação e a força crescente da voz amazônica colocam esta edição como um marco decisivo para o futuro da governança

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