Ricardo Waddington dirige espetáculo inspirado em relatos reais sobre a saúde mental de adolescentes
“O silêncio pode ser tão perigoso quanto a dor que ele tenta esconder.”
É com essa reflexão que o diretor Ricardo Waddington apresenta #malditos16, espetáculo do dramaturgo espanhol Nando López que estreia dia 16 de abril, quinta-feira, às 20h, no Teatro FAAP, em São Paulo, trazendo para o palco uma discussão urgente sobre saúde mental na adolescência.
Após mais de quatro décadas como um dos principais nomes da teledramaturgia brasileira, Waddington retorna ao teatro — onde iniciou sua trajetória artística — para dirigir a primeira montagem brasileira da peça, com tradução de Flávio Marinho.
A história acompanha quatro jovens que se conheceram aos 15/16 anos em uma instituição psiquiátrica após tentativas de suicídio. Anos depois, já na casa dos vinte, eles são convocados pela psiquiatra Violeta (Helena Ranaldi) para participar de um projeto de apoio a adolescentes que atravessam situações semelhantes. O reencontro faz emergir memórias, conflitos e reflexões sobre família, escola, relações afetivas e pertencimento.
No elenco estão Helena Ranaldi, Pedro Waddington, Sara Vidal, Benjamín, Julia Maez e Matheus Sousa. A equipe criativa reúne André Cortez (cenografia), Anne Cerruti (figurino), Cesar Pivetti (iluminação) e Rafael Thomazini (trilha).
O texto de Nando López nasceu de oficinas conduzidas pelo autor em hospitais psiquiátricos com jovens em sofrimento emocional. A partir dessas experiências, o dramaturgo construiu uma obra que busca romper o silêncio em torno da saúde mental e estimular o diálogo.
Para Waddington, o espetáculo aborda um tema que historicamente foi cercado de silêncio. Segundo a OMS, o suicídio é hoje uma das principais causas de morte entre jovens de 15 a 29 anos.
“O desafio não é silenciar o tema, mas encontrar uma forma responsável de falar sobre ele. Precisamos de empatia, de escuta e de consciência de quem está do outro lado”, afirma o diretor. Segundo ele, a arte pode ajudar a criar espaços de diálogo sobre experiências muitas vezes invisíveis na vida dos jovens.
“Desde o início, tivemos um cuidado muito grande para que o espetáculo não romantize nem glamourize o suicídio. Para nós, ele aparece como aquilo que realmente é: o ápice de um sofrimento profundo. O que a peça propõe é olhar para essa dor com responsabilidade e humanidade, lembrando que, muitas vezes, antes desse limite existe uma dor que ficou tempo demais sem ser ouvida. Por isso, o espetáculo fala, sobretudo, sobre escuta, acolhimento e diálogo. A peça não é sobre suicídio, é sobre identidade e pertencimento”, afirma Ricardo.
A montagem também marca um encontro familiar em cena. “Trabalhar com a Helena e com o Pedro é um luxo. Tem sido uma troca cheia de afeto e uma experiência que guardarei para a vida”, diz Waddington.
FICHA TÉCNICA:
Texto: Nando Lopez
Tradução: Flavio Marinho
Direção e Concepção: Ricardo Waddington
Elenco: Helena Ranaldi, Pedro Waddington, Sara Vidal, Benjamín, Julia Maez e Matheus Sousa
Cenário: André Cortez
Figurinos: Anne Cerruti
Iluminação: Cesar Pivetti
Trilha Sonora: Rafael Thomazini
Produção Executiva: Isabel Gomez
Fotos: Ronaldo Gutierrez
Comunicação: André Massa
Assessoria de Imprensa: ArtePlural/ M. Fernanda Teixeira e Maurício Barreira
Estreia dia 16 de abril de 2026
Sessões: quartas e quintas às 20h
Sessões extras em: 12 e 26/05
Não haverá espetáculo nos Dias: 13, 14, 20, 21 e 28/05
Ingressos: R$ 100,00 inteira e R$ 50,00 meia
Duração: 75 minutos
Classificação: 16 anos
Gênero – Drama
Pessoas com Deficiência (PcD) e Pessoas com Mobilidade Reduzida: O Teatro FAAP dispõe de assentos reservados e adaptados em conformidade com a Lei nº 10.098/2000, o Decreto nº 5.296/2004 e a ABNT NBR 9050.