MAB FAAP ABRE EXPOSIÇÃO COM OBRAS DO ARTISTA GREGO TOLIS TATOLAS

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O MAB FAAP abre no dia 27 de abril a exposição SP Urbanogram, com obras do artista grego Tolis Tatolas. A mostra, gratuita, é a primeira individual do artista no Brasil e reúne desenhos, fotografias, um vídeo e uma instalação desenvolvidos durante o período em que esteve na Residência Artística FAAP – São Paulo, em 2019. 

A exposição tem o objetivo de mostrar como a arte pode ser vista enquanto pesquisa científica, questão explorada pelo artista durante sua residência. Isso decorre tanto de sua formação acadêmica como biólogo quanto de seu desejo de testar uma metodologia científica na criação de sua arte, por meio da sequência observar/documentar/analisar/compor.

Estão sendo expostos trabalhos apresentados em diversos suportes. Os desenhos compõem a maior parte, sendo divididos em duas categorias: obras feitas durante a estada do artista em São Paulo e obras desenvolvidas depois de sua partida e do início da pandemia de Covid-19, em 2020. 

A primeira compreende uma série de vistas aéreas imaginárias desenhadas como fotografias da cidade tiradas a voo de pássaro, que não representam lugares exatos, mas combinam elementos característicos do ambiente natural e artificial de São Paulo, como planejamentos urbanos, superfícies coloridas, pichos – o grafite idiossincrático da cidade, rios em cascata e vegetação. 

Esses e outros desenhos menores e individuais, que remetem a pichos saídos das paredes dos prédios, são justapostos à peça central da exposição, a SP Urbanogram (2019): desenho díptico com comprimento de 20 metros que ondula como um cardiograma ao longo das paredes do museu, sinalizando o caráter pulsante da cidade. 

Outro grupo de desenhos, Sem título (2020), feitos após a sua partida durante o primeiro período de isolamento devido ao covid-19, representa a memória do artista sobre a cidade com influência dos acontecimentos globais recentes. Portanto, foram desenhados com menos detalhes e em cores mais escuras, o que cria um efeito claustrofóbico e também remete a negativos de filmes, representando imagens mentais impressas.

Na série Homo paulista (2019), o artista concentra-se nas pessoas em situação de rua espalhadas por toda São Paulo. Ele busca tanto dar ênfase ao fenômeno exacerbado na cidade quanto mostrar como as pessoas se unem ao ambiente urbano, parecendo lesões de pele ou, em uma alternativa mais otimista, borboletas saindo de seus casulos. 

Em seu vídeo Epithelium (2019), Tatolas continua a explorar a relação entre a população humana da cidade e sua camada externa, uma membrana protetora na qual se sentem confortáveis, mas à qual também tentam escapar. O epitélio é representado por papel, material comumente utilizado por desfavorecidos em situação de rua na cidade de São Paulo para apoio e proteção. A pilha de papéis amassados em um dos cantos da galeria configura-se como manifestação física dessa luta. 

A exposição também apresenta sons periódicos da obra Suffocating (Sufocando, 2019), na qual o artista efetua sons guturais para indicar a impossibilidade de respirar, tanto em termos de extrema pobreza como também, quase que de maneira profética, em decorrência das complicações causadas pelo covid-19. 

Na obra SP Dreamin (Sonhando com SP, 2022), dois cobertores iguais aos utilizados pelas pessoas em situação de rua em São Paulo, com pichos feitos em tinta spray, estão pendurados acima do principal espaço do museu como lembrete da questão mas, também, como bandeiras sobre a persistência e esperança humanas. 

A exposição como um todo visa indicar a inter-relação dinâmica entre os elementos orgânicos e inorgânicos da cidade e instigar seus espectadores a imaginar um futuro urbano que surja naturalmente a partir desse fenômeno e lidere todo o desenvolvimento a serviço dos habitantes urbanos. 

Exposição SP URBANOGRAM – Tolis Tatolas 

Período de visitação: de 27 de abril a 3 de julho de 2022 

Horário: De quarta a segunda-feira, das 10h às 18h (última entrada às 17h30). 

Fechado todas as terças-feiras, mesmo quando feriado. 

Endereço: R. Alagoas, 903 – Higienópolis 

Informações: (11) 3662-7198 

Entrada: Gratuita 


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O MAB FAAP abre no dia 27 de abril a exposição SP Urbanogram, com obras do artista grego Tolis Tatolas. A mostra, gratuita, é a primeira individual do artista no Brasil e reúne desenhos, fotografias, um vídeo e uma instalação desenvolvidos durante o período em que esteve na Residência Artística FAAP – São Paulo, em 2019. 

A exposição tem o objetivo de mostrar como a arte pode ser vista enquanto pesquisa científica, questão explorada pelo artista durante sua residência. Isso decorre tanto de sua formação acadêmica como biólogo quanto de seu desejo de testar uma metodologia científica na criação de sua arte, por meio da sequência observar/documentar/analisar/compor.

Estão sendo expostos trabalhos apresentados em diversos suportes. Os desenhos compõem a maior parte, sendo divididos em duas categorias: obras feitas durante a estada do artista em São Paulo e obras desenvolvidas depois de sua partida e do início da pandemia de Covid-19, em 2020. 

A primeira compreende uma série de vistas aéreas imaginárias desenhadas como fotografias da cidade tiradas a voo de pássaro, que não representam lugares exatos, mas combinam elementos característicos do ambiente natural e artificial de São Paulo, como planejamentos urbanos, superfícies coloridas, pichos – o grafite idiossincrático da cidade, rios em cascata e vegetação. 

Esses e outros desenhos menores e individuais, que remetem a pichos saídos das paredes dos prédios, são justapostos à peça central da exposição, a SP Urbanogram (2019): desenho díptico com comprimento de 20 metros que ondula como um cardiograma ao longo das paredes do museu, sinalizando o caráter pulsante da cidade. 

Outro grupo de desenhos, Sem título (2020), feitos após a sua partida durante o primeiro período de isolamento devido ao covid-19, representa a memória do artista sobre a cidade com influência dos acontecimentos globais recentes. Portanto, foram desenhados com menos detalhes e em cores mais escuras, o que cria um efeito claustrofóbico e também remete a negativos de filmes, representando imagens mentais impressas.

Na série Homo paulista (2019), o artista concentra-se nas pessoas em situação de rua espalhadas por toda São Paulo. Ele busca tanto dar ênfase ao fenômeno exacerbado na cidade quanto mostrar como as pessoas se unem ao ambiente urbano, parecendo lesões de pele ou, em uma alternativa mais otimista, borboletas saindo de seus casulos. 

Em seu vídeo Epithelium (2019), Tatolas continua a explorar a relação entre a população humana da cidade e sua camada externa, uma membrana protetora na qual se sentem confortáveis, mas à qual também tentam escapar. O epitélio é representado por papel, material comumente utilizado por desfavorecidos em situação de rua na cidade de São Paulo para apoio e proteção. A pilha de papéis amassados em um dos cantos da galeria configura-se como manifestação física dessa luta. 

A exposição também apresenta sons periódicos da obra Suffocating (Sufocando, 2019), na qual o artista efetua sons guturais para indicar a impossibilidade de respirar, tanto em termos de extrema pobreza como também, quase que de maneira profética, em decorrência das complicações causadas pelo covid-19. 

Na obra SP Dreamin (Sonhando com SP, 2022), dois cobertores iguais aos utilizados pelas pessoas em situação de rua em São Paulo, com pichos feitos em tinta spray, estão pendurados acima do principal espaço do museu como lembrete da questão mas, também, como bandeiras sobre a persistência e esperança humanas. 

A exposição como um todo visa indicar a inter-relação dinâmica entre os elementos orgânicos e inorgânicos da cidade e instigar seus espectadores a imaginar um futuro urbano que surja naturalmente a partir desse fenômeno e lidere todo o desenvolvimento a serviço dos habitantes urbanos. 

Exposição SP URBANOGRAM – Tolis Tatolas 

Período de visitação: de 27 de abril a 3 de julho de 2022 

Horário: De quarta a segunda-feira, das 10h às 18h (última entrada às 17h30). 

Fechado todas as terças-feiras, mesmo quando feriado. 

Endereço: R. Alagoas, 903 – Higienópolis 

Informações: (11) 3662-7198 

Entrada: Gratuita 


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Exposição na Biblioteca Mário de Andrade celebra a recuperação de obras de Henri Matisse

Com produção e concepção do MAB FAAP e da Biblioteca Mário de Andrade, mostra apresenta as 20 composições de Jazz, incluindo oito trabalhos recentemente recuperados O Museu de Arte Brasileira da FAAP (MAB FAAP) participa da realização da exposição Jazz – o livro de artista de Henri Matisse, que será apresentada na Biblioteca Mário de Andrade, de 12 de setembro a 12 de outubro. A mostra tem produção e concepção do MAB FAAP e da Biblioteca Mário de Andrade, com correalização da FAAP e da Prefeitura de São Paulo. A abertura acontece no dia 12 de setembro, às 15h, e marca o reencontro do público com oito obras de Henri Matisse que haviam sido subtraídas e foram recentemente recuperadas. Ao todo, a exposição reúne as 20 composições que integram a coleção, em uma iniciativa que destaca o compromisso da FAAP e de suas instituições culturais com a preservação, a pesquisa e a democratização do acesso à arte. Mais do que apresentar uma das obras mais importantes da trajetória de Matisse, a exposição celebra a recuperação de um patrimônio cultural e sua devolução à sociedade. O projeto também reforça a atuação do MAB FAAP na valorização, conservação e difusão de acervos artísticos, além de ampliar o acesso do público a um conjunto fundamental da produção moderna. “Mais do que recuperar objetos de valor artístico, a abertura da mostra é um momento de celebração da memória, da arte e da importância das instituições públicas na proteção e difusão de seus acervos”, destaca o secretário de Cultura e Economia Criativa, Totó Parente. A participação do MAB FAAP A exposição é concebida e produzida pelo MAB FAAP em parceria com a Biblioteca Mário de Andrade. A participação do museu reafirma sua atuação na pesquisa e na divulgação da história da arte, bem como seu compromisso com projetos que aproximam o público de obras e documentos de relevância internacional. “A participação da FAAP na correalização desta exposição reafirma o compromisso da Fundação com a promoção da arte, da educação e da cultura. Por meio do MAB FAAP, contribuímos para ampliar o acesso do público à obra de Henri Matisse e para fortalecer o diálogo entre instituições culturais”, afirma Pilar Guillon Liotti, membro do Conselho da FAAP. O curador da exposição e diretor-geral do MAB FAAP, Marcos Moraes, ressalta a importância de Matisse para além da pintura e destaca a relevância de Jazz na história da arte. “Artista comumente identificado como fundamental na arte moderna, Matisse dispensa qualquer tentativa de apresentá-lo apenas como um pintor de sua época. De início, é preciso ressaltar sua atuação com o desenho, as artes gráficas, a colagem, a escultura, a cenografia e mesmo nas relações com a arquitetura, mas é sobretudo na gravura que essa capacidade magistral de lidar com a cor e a linha se afirma, de maneira incontestável”, afirma. Para o curador, Jazz é um dos mais relevantes livros de artista e álbuns de gravuras do século XX. “Nada mais coerente que o MAB FAAP se associe a essa iniciativa de retomar a possibilidade de o público ter contato direto com as imagens, mas também com os textos que o artista escreveu diretamente a partir de seus cadernos de anotações, produzidos entre 1941 e 1946, celebrando, neste momento, seus 80 anos de existência”, completa. Jazz: cor, movimento e criação Publicado em 1947 pelas edições Verve, Jazz teve tiragem de 250 exemplares numerados e reúne 20 composições desenvolvidas por Matisse a partir de recortes de papéis previamente pintados com guache. 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O projeto buscou preservar, na impressão, a intensidade das cores e a força visual das composições originais. O resultado articula imagem e texto e se tornou uma das produções mais conhecidas de Matisse. As 20 composições revelam a maturidade de sua pesquisa com recortes e demonstram como o artista transformou uma condição de adversidade em uma nova possibilidade de criação. Serviço Jazz – o livro de artista de Henri Matisse Período: 12 de setembro a 12 de outubro Abertura: 12 de setembro, às 15h Local: Biblioteca Mário de Andrade Produção e concepção: MAB FAAP e Biblioteca Mário de Andrade Correalização: FAAP e Prefeitura de São Paulo Entrada:


Ensino Médio

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