Maria Oliveira Esquerre

No espaço-tempo, tudo está acontecendo simultaneamente — nós é que caminhamos por ele.” — Kip Thorne

O tempo parece contínuo até ser observado de perto.

FAAP Moda

21ª Edição

Participante

Maria Oliveira Esquerre

Tema

Coleção “Intertempo”

MAÍRA-OLIVEIRA-ESQUERRE

O tempo parece contínuo até ser observado de perto.

Quando o corpo acelera, quando o peso altera o espaço, quando a trajetória muda, o tempo deixa de ser sequência e vira desvio.

INTERTEMPO nasce dessa instabilidade.

Quando o corpo acelera, quando o peso altera o espaço, quando a trajetória muda, o tempo deixa de ser sequência e vira desvio.

INTERTEMPO nasce dessa instabilidade.

“O tempo parece contínuo até ser observado de perto.”

Inspirada na noção de espaço-tempo, a coleção investiga o tempo como linguagem visual, não como medida universal, mas como experiência local, variável e corporal, em um campo sensível onde múltiplos ritmos coexistem.

As peças surgem como estruturas em transição: camadas em suspensão, cortes que interrompem a leitura e silhuetas que oscilam entre contenção e expansão.

O sportswear aparece como linguagem de desempenho, adaptação e resposta ao corpo em percurso, no instante em que tempo e movimento deixam de coincidir. Recortes, aberturas e tensões deslocam a forma, criando zonas de passagem, compressão e expansão, enquanto materiais leves, respiráveis e elásticos acompanham essas variações.

A forma não se fixa. Elementos se deslocam, se ajustam e se recombinam, permitindo que a roupa se transforme ao longo do uso. Cada peça existe em mais de um estado, ativado pelo corpo e pelo tempo.

A construção cromática acompanha esse movimento: neutros estabelecem continuidade, enquanto cores saturadas emergem como tensões e desvios. Tons suavizados criam intervalos, revelando um ritmo instável.

INTERTEMPO não propõe um vestir fixo, mas um estado.

Vestir não é acompanhar o tempo.

É habitá-lo.

É existir dentro de um intervalo em constante transformação.

Conceito
· A frase do físico Kip Thorne: No espaço-tempo, tudo está acontecendo simultaneamente, e somos nós que caminhamos por ele.
· A reflexão do físico John Archibald Wheeler: “O espaço-tempo diz à matéria como se mover; a matéria diz ao espaço-tempo como se curvar.”
· A ideia de que passado, presente e futuro não são divisões absolutas, mas diferentes perspectivas de uma mesma continuidade temporal.
· O tempo como linguagem visual, num campo sensível onde múltiplos ritmos coexistem.

Silhuetas e modelagem
· Estruturas em transição: camadas em suspensão, cortes que interrompem a leitura e silhuetas que oscilam entre contenção e expansão.
· Sportswear como linguagem de desempenho e adaptação, traduzido em modelagens que valorizam funcionalidade e liberdade de movimento.

Tecidos e materiais
· Tecidos tecnológicos de algodão e poliamida, incluindo o ripstop (de trama reforçada que dificulta a propagação de rasgos) e opções com acabamentos repelentes à água e propriedades impermeáveis.
· Nylons leves e de maior gramatura, malhas esportivas respiráveis e elementos em plástico estruturado, explorando diferentes estruturas, caimentos e volumes.

Técnicas e acabamentos
· Recortes estratégicos, aberturas e cortes a laser que favorecem a respirabilidade e criam detalhes gráficos que valorizam a estética das peças.
· A modularidade se materializa em fechos autorais produzidos por impressão 3D, mosquetões leves e cordões trançados à mão com reguladores, que permitem deslocar, ajustar e recombinar elementos, criando diferentes configurações e silhuetas.
· A leveza do nylon se revela em marcas naturais no tecido, reforçando a sensação de movimento.

Paleta de cores
· Na construção cromática, o preto e o branco estabelecem continuidade, enquanto o amarelo e o verde, mais saturados, emergem como tensões e desvios. O lilás cria intervalos, revelando diferentes ritmos visuais.

FAAP Moda

21ª Edição

Participante

Maria Oliveira Esquerre

Tema

Coleção “Intertempo”

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