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Arte e Cultura
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FAAP Moda
21ª Edição
Participante
Arthur Felix Pereira de Almeida
Tema
Coleção “Atrus”
Diante desse ruído persistente, proponho a escuridão como caminho de resistência. Acredito que o escuro representa o oposto do excesso: ausência, silêncio e disciplina. É nesse contraste que eu enxergo a possibilidade de uma vida mais consciente, íntegra e orientada por valores próprios. A verdadeira felicidade.
Diante desse ruído persistente, proponho a escuridão como caminho de resistência. Acredito que o escuro representa o oposto do excesso: ausência, silêncio e disciplina. É nesse contraste que eu enxergo a possibilidade de uma vida mais consciente, íntegra e orientada por valores próprios. A verdadeira felicidade.
A coleção explora nuances do preto por meio de texturas e sobreposições, tornando-se um receptáculo para o silêncio no qual a mente se encontra. Todos conhecem a história da mariposa: nasce como lagarta, lenta e vulnerável. Retira- se e, quando retorna, já é outra: alada, transformada. Atrus é isso, uma transformação voltada para dentro, em busca de si mesmo. Um movimento contrário ao comportamento contemporâneo, guiado pelo longo prazo, pelo conhecimento, pela atenção aos pequenos detalhes e aos prazeres essenciais da vida.
Trabalhando a malharia em diálogo com a alfaiataria desconstruída, a coleção também respira a ideia de metamorfose na vestimenta. A alfaiataria passa a se comportar como malharia por meio de torções, sobreposições e desencaixes, incorporando sua maleabilidade e liberdade de movimento. A proposta experimenta novas silhuetas e diferentes formas de vestir uma mesma peça, enquanto a malharia se apresenta como uma extensão da alfaiataria, criando uma relação em que ambas se transformam e se confundem. As roupas carregam esse caráter de introspecção, no qual pequenos detalhes sugerem movimento, como se cada peça estivesse, de forma discreta, passando pelo mesmo processo de evolução que a mente.
Conceito
· Resistência à busca constante por prazer imediato e à dificuldade de lidar com a pausa e a ausência de estímulos no comportamento contemporâneo. O recolhimento e o silêncio são propostos como caminhos de construção mental, autoconhecimento e autonomia.
Silhuetas e modelagem
· Malharia em diálogo com a alfaiataria desconstruída (a construção clássica de roupas de corte preciso, desmontada e reinterpretada): a alfaiataria passa a se comportar como malharia, incorporando sua maleabilidade e liberdade de movimento.
· Novas silhuetas e diferentes formas de vestir uma mesma peça.
Tecidos e materiais
· Malharia (tecidos feitos de fios entrelaçados, com elasticidade) e alfaiataria trabalhadas juntas: a malharia se apresenta como extensão da alfaiataria, numa relação em que ambas se transformam e se confundem.
· Na alfaiataria, lã fria 100% natural, com tratamento tecnológico que potencializa a elasticidade da própria lã, sem adição de fibras sintéticas. Essa maleabilidade aproxima ainda mais os tecidos da malharia. Por ser lã fria, você consegue trabalhar sobreposições e leveza.
· Malhas importadas, em sua maioria 100% algodão. Apenas algumas das mais pesadas sobrepostas contêm 1% ou 2% de elastano, mantendo o foco da coleção nas fibras naturais.
Técnicas e acabamentos
· Torções, sobreposições e desencaixes fazem a malharia se comportar como alfaiataria e a alfaiataria se comportar como malharia.
· Nesse diálogo, estrutura e maleabilidade se encontram, fazendo com que as duas linguagens se integrem e se transformem mutuamente.
Paleta de cores
· Nuances do preto, trabalhadas por meio de texturas e sobreposições.
FAAP Moda
21ª Edição
Participante
Arthur Felix Pereira de Almeida
Tema
Coleção “Atrus”
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