FAAP anuncia nova artista premiada com residência em Paris: Regina Parra


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Regina Parra. Foto: Julia Thompson


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A Residência Artística FAAP – Paris, que está prestes a completar 30 anos de existência, é um dos mais prestigiados programas da Fundação e oferece a artistas da FAAP, estudantes, ex-alunos e professores, a oportunidade única de viver e criar em Paris, sem custos e com subsídio.

Instalado na Cité Internationale des Arts, às margens do Rio Sena, o programa permite que os residentes desenvolvam suas pesquisas e produções artísticas em um ambiente dinâmico e multicultural, no centro de Paris, atualmente um dos epicentros da arte contemporânea.

Na edição que acontece entre fevereiro e julho de 2026, a artista selecionada para ocupar o estúdio 1422 é Regina Parra, ex-aluna do curso de Artes Visuais da FAAP e também ex-professora da instituição. Sua prática artística é majoritariamente transdisciplinar e, há mais de quinze anos, transita entre pintura, vídeo, escultura, escrita, performance e coreografia. Ao longo desse período, sua produção vem ampliando escala e complexidade, buscando uma dimensão instalativa e a criação de ambientes imersivos, o que a levou a trabalhar de forma colaborativa com profissionais de áreas como dança, música, figurino e cinema.

O trabalho de Regina Parra já foi apresentado em importantes instituições internacionais, como o Jewish Museum, em Nova York (EUA), o Museu de Arte Contemporânea de Barcelona – MACBA (Espanha), o Mana Contemporary, em Chicago (EUA), a Americas Society, em Nova York (EUA), o Padiglione d’Arte Contemporanea (Itália), o Centre d’Art Contemporain d’Ivry (França) e o Museu Nacional de Lisboa (Portugal). Em 2023, a artista realizou exposição individual na Pinacoteca de São Paulo.

Ao longo de sua trajetória, Parra recebeu importantes prêmios, entre eles o Prêmio 3M de Arte Pública (2018), o Prêmio SP-Arte (2017), o Prêmio de Vídeo da Fundação Joaquim Nabuco (2011) e o Prêmio Videobrasil (2011). Em 2024, foi selecionada para o programa da Elizabeth Foundation for the Arts, em Nova York; em 2021, integrou o Monira Foundation Residency Program; e, no ano anterior, participou do programa de residência do The Watermill Center. A artista também foi residente no Annex_B e no Residency Unlimited, ambos em Nova York, além do Pivô, em São Paulo.

Suas obras integram acervos de instituições como o Museu de Arte Contemporânea de Barcelona (MACBA), o Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (MASP), a Pinacoteca de São Paulo, o Instituto Figueiredo Ferraz, a Fundação Joaquim Nabuco, o Museu FAMA e o Videobrasil, entre outros.

Com sua nomeação, Regina Parra passa a integrar um seleto grupo de artistas que já participaram da Residência Artística FAAP – Paris, entre eles Dora Longo Bahia, Daniel de Paula, Graziela Kunsch, Flavia Junqueira, Marcius Gallan, Maurício Ianês, Rodolpho Parigi, Sandra Cinto, Thiago Honório, Caetano de Almeida, Lia Chaia, Fábio Morais, Fernanda Galvão, Pepi Lemes, entre outros.

A FAAP é a única instituição da América Latina a manter uma residência artística universitária na Cité Internationale des Arts, visando incentivar a formação e projeção de talentos no cenário artístico internacional.


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Residência Artística FAAP

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Artes Visuais

Estudantes de Artes Visuais participam de programação especial durante a Jornada Profissional  

Entre os dias 14 e 16 de setembro, os alunos do curso de Artes Visuais da FAAP participaram de uma programação especial durante a Jornada Profissional, com atividades voltadas à aproximação entre formação acadêmica, prática profissional e diferentes espaços de atuação no campo da arte.   A programação teve início na segunda-feira (14), com uma visita à exposição Jazz – o livro de artista de Henri Matisse, na Biblioteca Mário de Andrade. Realizada pelo Museu de Arte Brasileira da FAAP (MAB FAAP) e pela biblioteca, a mostra conta com a correalização da FAAP e da Prefeitura de São Paulo.  A visita teve como objetivo ampliar a experiência dos estudantes para além da exposição, com a oportunidade de conhecer o acervo e o funcionamento da Biblioteca Mário de Andrade por meio do contato direto com profissionais da instituição. Os alunos também puderam conferir a mostra de curta duração, em cartaz de 12 de setembro a 12 de outubro.   Na terça-feira (15), os estudantes participaram da palestra “Novas orientações para o ensino e a aprendizagem da Arte”, com o Prof. Dr. Giuliano Siqueira. O encontro abordou perspectivas contemporâneas para o ensino da arte e sua relação com os processos de aprendizagem.   Encerrando a programação, na quarta-feira (16), foi realizado o Seminário de Investigações Contemporâneas, com a participação da artista Marinés Agurto Hormazábal (1984, Lima, Peru), que integra a Residência Artística FAAP – São Paulo. A atividade aproximou os estudantes de uma produção artística contemporânea em desenvolvimento e abriu espaço para a troca sobre processos, pesquisas e práticas no campo das artes visuais.   Ao longo dos três dias, a Jornada Profissional promoveu diferentes formas de contato entre os alunos, instituições, profissionais e artistas, ampliando as possibilidades de diálogo entre a formação em Artes Visuais e o universo


MAB FAAP

Exposição na Biblioteca Mário de Andrade celebra a recuperação de obras de Henri Matisse

Com produção e concepção do MAB FAAP e da Biblioteca Mário de Andrade, mostra apresenta as 20 composições de Jazz, incluindo oito trabalhos recentemente recuperados O Museu de Arte Brasileira da FAAP (MAB FAAP) participa da realização da exposição Jazz – o livro de artista de Henri Matisse, que será apresentada na Biblioteca Mário de Andrade, de 12 de setembro a 12 de outubro. A mostra tem produção e concepção do MAB FAAP e da Biblioteca Mário de Andrade, com correalização da FAAP e da Prefeitura de São Paulo. A abertura acontece no dia 12 de setembro, às 15h, e marca o reencontro do público com oito obras de Henri Matisse que haviam sido subtraídas e foram recentemente recuperadas. Ao todo, a exposição reúne as 20 composições que integram a coleção, em uma iniciativa que destaca o compromisso da FAAP e de suas instituições culturais com a preservação, a pesquisa e a democratização do acesso à arte. Mais do que apresentar uma das obras mais importantes da trajetória de Matisse, a exposição celebra a recuperação de um patrimônio cultural e sua devolução à sociedade. O projeto também reforça a atuação do MAB FAAP na valorização, conservação e difusão de acervos artísticos, além de ampliar o acesso do público a um conjunto fundamental da produção moderna. “Mais do que recuperar objetos de valor artístico, a abertura da mostra é um momento de celebração da memória, da arte e da importância das instituições públicas na proteção e difusão de seus acervos”, destaca o secretário de Cultura e Economia Criativa, Totó Parente. A participação do MAB FAAP A exposição é concebida e produzida pelo MAB FAAP em parceria com a Biblioteca Mário de Andrade. A participação do museu reafirma sua atuação na pesquisa e na divulgação da história da arte, bem como seu compromisso com projetos que aproximam o público de obras e documentos de relevância internacional. “A participação da FAAP na correalização desta exposição reafirma o compromisso da Fundação com a promoção da arte, da educação e da cultura. Por meio do MAB FAAP, contribuímos para ampliar o acesso do público à obra de Henri Matisse e para fortalecer o diálogo entre instituições culturais”, afirma Pilar Guillon Liotti, membro do Conselho da FAAP. O curador da exposição e diretor-geral do MAB FAAP, Marcos Moraes, ressalta a importância de Matisse para além da pintura e destaca a relevância de Jazz na história da arte. “Artista comumente identificado como fundamental na arte moderna, Matisse dispensa qualquer tentativa de apresentá-lo apenas como um pintor de sua época. De início, é preciso ressaltar sua atuação com o desenho, as artes gráficas, a colagem, a escultura, a cenografia e mesmo nas relações com a arquitetura, mas é sobretudo na gravura que essa capacidade magistral de lidar com a cor e a linha se afirma, de maneira incontestável”, afirma. Para o curador, Jazz é um dos mais relevantes livros de artista e álbuns de gravuras do século XX. “Nada mais coerente que o MAB FAAP se associe a essa iniciativa de retomar a possibilidade de o público ter contato direto com as imagens, mas também com os textos que o artista escreveu diretamente a partir de seus cadernos de anotações, produzidos entre 1941 e 1946, celebrando, neste momento, seus 80 anos de existência”, completa. Jazz: cor, movimento e criação Publicado em 1947 pelas edições Verve, Jazz teve tiragem de 250 exemplares numerados e reúne 20 composições desenvolvidas por Matisse a partir de recortes de papéis previamente pintados com guache. O artista criou o conjunto durante um período de grandes limitações físicas. Após passar por uma grave intervenção cirúrgica, Matisse encontrou nos recortes de papel uma nova possibilidade de expressão. Durante aproximadamente dois anos, experimentou formas e cores até chegar às composições que integrariam o livro. Matisse definiu esse processo como “desenhar com a tesoura”. A técnica permitiu ao artista investigar de maneira inovadora as relações entre cor, forma, movimento e composição, levando a colagem a um novo patamar em sua produção. O título Jazz traduz a concepção de Matisse sobre o conjunto de imagens. Para o artista, as cores deveriam estabelecer uma relação dinâmica, semelhante à música. Não bastava simplesmente colocá-las lado a lado: era necessário que atuassem umas sobre as outras. Um livro de artista que marcou a história da arte A publicação de Jazz contou com a parceria do editor Tériade, um dos mais importantes editores de arte do século XX. O projeto buscou preservar, na impressão, a intensidade das cores e a força visual das composições originais. O resultado articula imagem e texto e se tornou uma das produções mais conhecidas de Matisse. As 20 composições revelam a maturidade de sua pesquisa com recortes e demonstram como o artista transformou uma condição de adversidade em uma nova possibilidade de criação. Serviço Jazz – o livro de artista de Henri Matisse Período: 12 de setembro a 12 de outubro Abertura: 12 de setembro, às 15h Local: Biblioteca Mário de Andrade Produção e concepção: MAB FAAP e Biblioteca Mário de Andrade Correalização: FAAP e Prefeitura de São Paulo Entrada:


Teatro FAAP

Teatro FAAP presta homenagem a Glória Menezes e Laura Cardoso

O Teatro FAAP presta sua homenagem a duas das grandes damas da dramaturgia brasileira, Glória Menezes e Laura Cardoso, que faleceram nesta segunda-feira, 18 de agosto. Com trajetórias marcadas pelo talento, pela dedicação e por uma contribuição inestimável às artes cênicas e ao audiovisual brasileiro, ambas deixam um legado que atravessa gerações e permanece vivo na memória cultural do país. Para o Teatro FAAP, a despedida de Glória Menezes tem um significado ainda mais especial. Ao longo de uma carreira de mais de sete décadas, a atriz teve sua trajetória entrelaçada à história do teatro, onde esteve presente em diferentes momentos e deu vida a personagens em montagens como Um Dia Muito Especial (1986), Jornada de um Poema (2004), Richard III (2006) e Ensina-me a Viver (2007). A temporada de Ensina-me a Viver, em 2007, ocupa um lugar particularmente marcante nessa história. Protagonizado por Glória Menezes, o espetáculo foi um grande sucesso no Teatro FAAP e marcou a inauguração do mezanino do espaço. Mais do que uma passagem pelo palco, sua presença naquele momento passou a integrar a memória do teatro e de todos aqueles que acompanharam sua trajetória. Ao lado de Glória, Laura Cardoso deixa também uma das mais importantes e longevas contribuições à dramaturgia brasileira. Com uma carreira que atravessou décadas e diferentes gerações, a atriz construiu uma trajetória de enorme relevância no teatro, na televisão e no cinema, tornando-se referência para artistas e público e ajudando a construir a própria história das artes cênicas no país. O Teatro FAAP se solidariza com familiares, amigos, colegas de profissão e admiradores das duas artistas e expressa seu profundo respeito e admiração por tudo o que Glória Menezes e Laura Cardoso dedicaram à arte brasileira. Que suas histórias permaneçam em cena, na memória e no coração de todos aqueles que foram tocados por sua

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