FAAP recebe Sua Alteza Sereníssima Príncipe Albert II de Mônaco em evento sobre empreendedorismo sustentável

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Sua Alteza Sereníssima Príncipe Albert II de Mônaco e alunos da FAAP


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A Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP) teve o prazer de receber, na última sexta-feira (7), Sua Alteza Sereníssima Príncipe Albert II de Mônaco para o evento Building Tomorrow Together, dedicado à reflexão sobre inovação e empreendedorismo com foco na sustentabilidade. O encontro, realizado nas dependências da FAAP, reuniu estudantes de diversas áreas do conhecimento, além de empreendedores comprometidos com soluções de impacto socioambiental.

A visita do Príncipe à FAAP marca seu retorno à instituição, onde já esteve anteriormente por ocasião da exposição Os Anos Grace Kelly, Princesa de Mônaco. A escolha da FAAP como palco para esse importante diálogo internacional reforça o papel da Fundação como centro de excelência acadêmica e de articulação de temas globais relevantes.

A recepção oficial foi conduzida pela Sra. Celita Procopio de Carvalho, Presidente do Conselho de Curadores da FAAP, que deu as boas-vindas à comitiva monegasca. Também participaram da cerimônia a Sra. Pilar Guillon Liotti, conselheira do MAB FAAP e o Dr. Antonio Bias Bueno Guillon, Diretor-Presidente da FAAP.

Em conversa reservada, Sua Alteza, o Príncipe, e a Mantenedora da FAAP falaram sobre interesses em comum de ambas as Fundações e sobre parcerias futuras, planos, eventos e projetos mais estruturados no que diz respeito às áreas de artes e negócios.

O Sr. Arnoldo Wald, Cônsul Honorário de Mônaco no Brasil e presidente da filial latino-americana da Fundação Príncipe Albert II de Mônaco; o Príncipe Dom João de Orléans e Bragança e o Príncipe Charles Philippe d’Orléans estiveram presentes juntamente com outras autoridades e convidados ilustres.

O evento, mediado pela professora Fernanda Magnotta, coordenadora do programa BIA, destacou dez jovens empreendedores latino-americanos, que apresentaram iniciativas inovadoras alinhadas às pautas da COP30. As soluções abordaram desafios ambientais urgentes, demonstrando o potencial transformador do empreendedorismo sustentável.

Em seu discurso de boas-vindas, Sra. Celita lembrou que “os objetivos da Fundação Príncipe Albert II vêm ao encontro dos objetivos do nosso centro de inovação e empreendedorismo – o FAAP Business Hub – cuja meta é trabalhar o perfil empreendedor de nosso corpo discente e, para que isso se realize na prática, são desenvolvidos uma série de programas para todos os estágios de desenvolvimento, transformando ideias em ações, como também inserindo conteúdos de sustentabilidade em todos os seus cursos”.

Dois alunos da graduação da FAAP também participaram ativamente do encontro. Gabriela Guimarães, do 3º semestre de Moda compartilhou projetos desenvolvidos na própria instituição, como os programas “Start. From Ideas to Action”, “FAABRICA” e “Empreenda FAAP”. Essas iniciativas refletem o compromisso da FAAP com a formação de lideranças criativas e engajadas, além de abrirem espaço para novos diálogos e parcerias estratégicas.

Cauê Micheletti, do 8° semestre de Cinema, falou como a FAAP tem papel fundamental em seu desenvolvimento pessoal. “A FAAP me ensinou que conhecimento não é apenas informação – é matéria-prima para a transformação. Há setenta e oito anos, esta instituição forma gerações de pensadores, criadores e inovadores. E eu tenho orgulho de fazer parte desse legado. Mas o que mais me inspira é ver como a FAAP continua evoluindo. É uma instituição que ousa estar à frente do seu tempo. Aqui, descobri meus talentos e aprendi a transformá-los em vocação. Percebi que o sucesso não é privilégio de poucos – é de quem acredita em si mesmo, de quem arrisca, de quem sonha grande”, disse a todos os presentes.

Em suas considerações finais, Sua Alteza Sereníssima Príncipe Albert II enfatizou a profunda transformação ecológica, social, econômica e tecnológica em curso no mundo contemporâneo e agradeceu à FAAP pela disponibilidade em sediar evento tão importante, comprovando nossa relevância internacional e nosso protagonismo como instituição de ensino superior comprometida com a inovação, a sustentabilidade e a formação de cidadãos globais.


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Poucos setores brasileiros passaram por uma evolução tão grande quanto a carne bovina. No último ano, o Brasil não apenas manteve sua força nas exportações, mas assumiu também a liderança mundial na produção, com 12,35 milhões de toneladas produzidas, 3,5 milhões exportadas e quase US$ 18 bilhões em vendas externas.   Os números impressionam, mas, por si só, não explicam essa trajetória. Eles revelam a dimensão da responsabilidade que o Brasil passou a assumir no abastecimento mundial de proteína animal.  A carne bovina brasileira está presente em mais de 170 mercados, mas cerca de 70% de tudo o que produzimos continua no Brasil. É uma cadeia que atende o mundo sem deixar de abastecer a mesa dos brasileiros.   Essa posição não foi conquistada por acaso. É resultado de décadas de trabalho de pecuaristas, frigoríficos, técnicos, pesquisadores, autoridades sanitárias e profissionais que entenderam que produzir bem não bastava. Era preciso garantir regularidade, qualidade, sanidade e capacidade de atender o que cada mercado exige. Trata-se de uma construção coletiva, baseada na cooperação entre os setores público e privado, que consolidou a credibilidade internacional da carne bovina brasileira.  O mundo está mudando e o mercado da carne também. Países que historicamente tiveram grande produção enfrentam redução de rebanho, custos mais altos e limitações para ampliar a oferta. Ao mesmo tempo, cresce a demanda por proteína em regiões como a Ásia, o Oriente Médio e parte da África.  O Brasil tem espaço para ocupar parte dessa demanda. No ano passado, o país tinha 195,5 milhões de cabeças de gado, o maior rebanho comercial do mundo. Entre 2005 e 2025, a produção brasileira de carne bovina aumentou 41%, enquanto a área de pastagens diminuiu.   A pecuária brasileira de hoje é diferente da de duas décadas atrás. Temos mais genética, melhor manejo, nutrição mais precisa, confinamento, terminação intensiva a pasto, integração com outras atividades e mais tecnologia dentro da fazenda e da indústria.   Mas não há espaço para achar que o trabalho está pronto.   A abertura de mercados, a rastreabilidade, a agenda ambiental, os controles sanitários, as exigências de consumidores e as regras comerciais vão continuar influenciando diretamente o futuro da carne brasileira. O Brasil precisa estar preparado para responder a isso com informação, transparência e capacidade técnica.  A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC) atua justamente nessa frente. Representamos uma indústria responsável por praticamente todas as exportações brasileiras de carne bovina. Trabalhamos para abrir mercados, defender o setor, dialogar com governos, acompanhar regulações internacionais e mostrar ao mundo o que a cadeia brasileira tem construído.   Só que esse ambiente exige gente preparada. A cadeia da carne deixou de ser um assunto restrito à fazenda ou ao frigorífico. Hoje, quem trabalha no setor precisa entender de produção, mercado, comércio exterior, sustentabilidade, sanidade, logística, legislação e comunicação.   Foi pensando nisso que criamos a Beef School, curso de extensão da ABIEC com a FAAP. A proposta é aproximar quem quer conhecer melhor a cadeia da realidade de um setor que movimenta mais de R$ 1,15 trilhão por ano e responde por cerca de 9% do PIB brasileiro.   A liderança conquistada pelo Brasil não é um ponto de chegada. É um compromisso permanente com a excelência, a inovação e a capacidade de evoluir. O futuro da carne bovina brasileira será construído por profissionais capazes de compreender as transformações do mercado, antecipar desafios e transformar conhecimento em vantagem


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