UMA DAS GRANDES PROMESSAS DO CINEMA BRASILEIRO, O EX-ALUNO DA FAAP, GREGORIO GRAZIOSI, SE PREPARA PARA LANÇAR SEU SEGUNDO LONGA-METRAGEM

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Imagine uma atleta de saltos ornamentais, no alto de uma plataforma de 10 metros de altura que, depois de cinco anos, tenta retornar às competições e enfrentar o zumbido que a atormenta desde que sofreu um grave acidente durante um salto. Esse é o enredo de Tinnitus, segundo longa-metragem do ex-aluno de curso de Cinema Gregório Graziosi. 


Seus primeiros curtas, desenvolvidos na FAAP, foram selecionados para festivais de cinema de destaque como Cannes Cinéfondation, Locarno, Mar del Plata, Clermont-Ferrand e IDFA. E seu primeiro longa, Obra, ficou entre os filmes brasileiros que melhor circulou internacionalmente em seu ano de lançamento e ganhou Prêmio de Desempenho Artístico do Fundo Setorial do Audiovisual. 

Segundo Gregório a FAAP foi uma ótima janela para ter contato com o melhor do cinema mundial e abriu a oportunidade de conhecer realizadores de diferentes nacionalidades, com formações nas mais diversas áreas. “Depois de formado, segui trabalhando com diversos colegas e professores que conheci na graduação. Além de contar com o carinho e a orientação de mestres muito queridos.” 

O cineasta destaca também a parceria com o amigo e desenhista de som Fábio Baldo, que conheceu no curso de Cinema. “Tinnitus é nosso terceiro trabalho juntos. Seria impossível contar uma história, em que a protagonista manifesta nuances e perturbações de seu estado emocional através de distorções auditivas, sem compartilhar do seu talento.” 

O professor Humberto Neiva, coordenador do curso de Cinema, lembra que Gregório sempre foi um aluno muito aplicado e profissional, e que todos os curtas produzidos por ele na FAAP já tinham uma assinatura. “Era um aluno que já tinha personalidade e um olhar muito peculiar, determinado e metódico, construiu uma carreira muito profícua na instituição.”

A ideia para o filme veio da obra do artista plástico inglês David Hockney, A Bigger Splash. “Quem teria mergulhado naquele cenário geométrico? Esse salto teria sido bem-sucedido? Esse me parecia um mistério cinematográfico a ser decifrado. Eu precisava de respostas que aquela pintura não poderia me dar”, explica Gregório. 

A partir dessas indagações, ainda como aluno, Gregório produziu o curta-metragem Saltos, uma espécie de predecessor de Tinnitus. “Uma Faculdade de Cinema é o lugar ideal para encontrar a própria voz, através de experimentações. Entre os projetos que concluí ao longo dos anos, Tinnitus sempre vinha à minha cabeça, como um fantasma que me perseguia criativamente.” 

Gregório continua atento e ativo na comunidade Faapiana. “Durante a graduação sempre procurei assistir aulas na Faculdade de Artes e tive a sorte de participar dos Anuais de Artes Plásticas. Fiquei muito feliz em saber que agora, com a nova classificação como Centro Universitário, os alunos podem escolher outras matérias como optativas.” 

Tinnitus que ainda é inédito para o público, está na fase de finalização. A previsão é que irá estrear em Festivais em 2022 e depois será distribuído nos cinemas pela Imovision e Reserva Cultural.  


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WAIFF 2026 estreia no Brasil e transforma FAAP em polo de debates sobre IA e audiovisual  

O World AI Film Festival (WAIFF) encerrou neste sábado (28) sua primeira edição no Brasil, após dois dias de programação intensa na FAAP, em São Paulo. O festival reuniu profissionais do audiovisual, da publicidade, do streaming e da tecnologia para discutir, na prática, como a Inteligência Artificial já está redesenhando a criação e a produção de conteúdo no mundo.   Realizado nos dias 27 e 28 de fevereiro, o WAIFF 2026 marcou a entrada oficial de São Paulo na rede global de encontros dedicados à IA no audiovisual, consolidando a cidade como um dos hubs da discussão internacional sobre o tema.   Na abertura, os organizadores destacaram o simbolismo de trazer o festival para o Brasil em um momento em que o mercado audiovisual vive incertezas e, ao mesmo tempo, enxerga na IA novas possibilidades de criação, modelos de negócio e acesso a ferramentas antes restritas a grandes estúdios.   Ao longo dos dois dias, o WAIFF 2026 promoveu um mergulho nas transformações em curso na indústria. Painéis e mesas de debate trataram desde o uso da IA na escrita de roteiros, edição e pós-produção, até seus impactos em publicidade, streaming, formatos digitais e na relação entre criadores, marcas e plataformas.   Executivos, produtores, criadores de conteúdo e profissionais ligados à televisão e à publicidade participaram de discussões sobre:  – Formatos curtos e engajamento nas redes; – O uso da IA em longa-metragens e séries; – Desafios jurídicos, direitos autorais e ética; – Modelos de negócio para um mercado impactado pela automação.   A Agência Ampfy realizou, ainda na sexta-feira (27), uma Maratona Criativa exclusiva para alunos da FAAP, apresentando cases premiados que utilizaram Inteligência Artificial de forma inovadora e estratégica. Além da palestra, os estudantes foram convidados a desenvolver um projeto para um cliente real, a CVC Turismo, aplicando IA em sua proposta. A melhor ideia será selecionada e seus autores concorrerão a uma vaga de estágio na Ampfy, reforçando o compromisso da FAAP em aproximar seus alunos do mercado de trabalho.    O segundo dia concentrou parte das discussões sobre o futuro do audiovisual, o papel dos criadores independentes e a importância de formação e qualificação profissional para uso responsável das novas tecnologias.   Um dos momentos de destaque foi a palestra de Nizan Guanaes, que abordou a criatividade em tempos de Inteligência Artificial, e de Fabiano Gullane, ex-aluno da FAAP e um dos mais importantes produtores cinematográficos do país.   Paralelamente às palestras e aos painéis, o festival exibiu a Mostra Competitiva WAIFF 2026, com produções nacionais e internacionais realizadas com o apoio de Inteligência Artificial em diferentes estágios do processo criativo.   Os filmes concorreram nas categorias Longa-metragem, Série Vertical, Publicidade, Curta-metragem – Animação, Curta-metragem – Documentário, Curta-metragem – Fantasia, Curta-metragem – Ação, Curta-metragem – Drama, além dos prêmios de Melhor Diretora,  Jovem Diretor e Melhor do Festival. Os finalistas foram escolhidos por um júri formado por profissionais como Jacqueline Sato (Atriz, roteirista e produtora – Presidente do Júri), Fabiano Gullane (Produtor e sócio da Gullane Filmes), Heitor Dhalia (Cineasta, diretor de O Cheiro do Ralo e DNA do Crime), Lyara Oliveira (Gestora e produtora especialista em audiovisual), Paulo Aguiar (Criador do CR_IA) e Tadeu Jungle (Diretor, roteirista, poeta visual e videoartista).  A cerimônia de premiação, realizada na tarde de sábado, no palco principal, encerrou o festival destacando a diversidade de linguagens, abordagens estéticas e temas explorados com o uso de IA. Reforçando que a tecnologia já faz parte do vocabulário criativo de uma nova geração de realizadores.   Ao aproximar criadores, empresas de tecnologia, estudantes, produtores e agentes do mercado, o festival mostrou que a discussão sobre IA já não é futurista: ela é parte do presente da produção audiovisual e deve se intensificar nos próximos

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