MASTERCLASS DA PÓS-GRADUAÇÃO DA FAAP DISCUTE POLÊMICAS DA REPRESENTAÇÃO DO HOLOCAUSTO NO DOCUMENTÁRIO

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No dia 29 de setembro, a FAAP, por meio de seu curso de Pós-graduação em Documentário, promove a palestra “Imaginar apesar de tudo: problemas e polêmicas em torno da representação do Holocausto no campo documental”, que será ministrada pela pesquisadora e artista Ilana Feldman.

Durante o evento, serão discutidos temas como a emergência da palavra e o testemunho no documentário: O caso paradigmático de Shoah (1985), de Claude Lanzmann; quando as imagens faltam ou são insuficientes: as polêmicas históricas em torno da representação do Holocausto no cinema; o pensamento de Georges Didi-Huberman diante da catástrofe: Imagens apesar de tudo (2003); Cascas (2011); Sair do escuro (2015); Pode a imagem se sublevar? Da iminência da morte ao trabalho do olhar na exposição “Levantes”, de Georges Didi-Huberman.

A palestrante estabelecerá, ainda, um diálogo com as teorias do pensador francês Georges Didi-Huberman, que interroga a capacidade de sobrevivência, resistência e sublevação de certas imagens, expressando “o corpo humano movimentando-se em busca de emancipação”. Mas pode a imagem se sublevar? Desorganizar a hierarquia? E, quando as imagens faltam, devemos imaginar?

Há o caso paradigmático de Shoah, documentário de Claude Lanzmann. Através de testemunhos de sobreviventes, o filme reflete sobre a inominável tragédia do Holocausto sem apresentar uma imagem de arquivo – num dos mais importantes gestos estéticos e políticos de um artista no século XX. Essa perspectiva, de Shoah como um evento “irrepresentável”, vem sendo debatida por alguns dos maiores intelectuais da atualidade, como Georges Didi-Huberman, Jacques Rancière e Giorgio Agamben. Nesse debate, há a percepção de que as imagens não dão conta de representar certas catástrofes e eventos traumáticos, senão como testemunhos sempre parciais.

ILANA FELDMAN

É pesquisadora, professora e crítica. Doutora em Cinema pela Escola de Comunicações e Artes da USP, com passagem pelo Departamento de Filosofia, Artes e Estética da Universidade Paris VIII, desenvolveu a tese “Jogos de cena: ensaios sobre o documentário brasileiro contemporâneo”. Em 2011, foi curadora da mostra “David Perlov: epifanias do cotidiano”, realizada na Cinemateca Brasileira em São Paulo e no Instituto Moreira Salles no Rio de Janeiro, a qual deu origem a uma publicação de mesmo nome. De março de 2013 a agosto de 2014, foi curadora do ciclo de filmes “O Cinema e o Irrepresentável”, realizado mensalmente no Centro da Cultura Judaica de São Paulo. Nos últimos anos, tem escrito para diversos jornais e revistas (caderno Ilustríssima, da Folha de S. Paulo, revista Cult, revista Bravo!, entre outras), incluindo as publicações acadêmicas. Atualmente, realiza pós-doutorado em Teoria Literária no Instituto de Estudos da Linguagem da UNICAMP, com pesquisa sobre cinema, testemunho e autobiografia a partir da obra do cineasta David Perlov.

FAÇA AQUI A SUA INSCRIÇÃO


MASTERCLASS COM ILANA FELDMAN

Data: 29 de setembro

Horário: das 19h às 22h30

Local: Auditório 1 da FAAP – Prédio 3

Mais informações: pos.faap.br

Entrada Gratuita

Vagas limitadas


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No dia 29 de setembro, a FAAP, por meio de seu curso de Pós-graduação em Documentário, promove a palestra “Imaginar apesar de tudo: problemas e polêmicas em torno da representação do Holocausto no campo documental”, que será ministrada pela pesquisadora e artista Ilana Feldman.

Durante o evento, serão discutidos temas como a emergência da palavra e o testemunho no documentário: O caso paradigmático de Shoah (1985), de Claude Lanzmann; quando as imagens faltam ou são insuficientes: as polêmicas históricas em torno da representação do Holocausto no cinema; o pensamento de Georges Didi-Huberman diante da catástrofe: Imagens apesar de tudo (2003); Cascas (2011); Sair do escuro (2015); Pode a imagem se sublevar? Da iminência da morte ao trabalho do olhar na exposição “Levantes”, de Georges Didi-Huberman.

A palestrante estabelecerá, ainda, um diálogo com as teorias do pensador francês Georges Didi-Huberman, que interroga a capacidade de sobrevivência, resistência e sublevação de certas imagens, expressando “o corpo humano movimentando-se em busca de emancipação”. Mas pode a imagem se sublevar? Desorganizar a hierarquia? E, quando as imagens faltam, devemos imaginar?

Há o caso paradigmático de Shoah, documentário de Claude Lanzmann. Através de testemunhos de sobreviventes, o filme reflete sobre a inominável tragédia do Holocausto sem apresentar uma imagem de arquivo – num dos mais importantes gestos estéticos e políticos de um artista no século XX. Essa perspectiva, de Shoah como um evento “irrepresentável”, vem sendo debatida por alguns dos maiores intelectuais da atualidade, como Georges Didi-Huberman, Jacques Rancière e Giorgio Agamben. Nesse debate, há a percepção de que as imagens não dão conta de representar certas catástrofes e eventos traumáticos, senão como testemunhos sempre parciais.

ILANA FELDMAN

É pesquisadora, professora e crítica. Doutora em Cinema pela Escola de Comunicações e Artes da USP, com passagem pelo Departamento de Filosofia, Artes e Estética da Universidade Paris VIII, desenvolveu a tese “Jogos de cena: ensaios sobre o documentário brasileiro contemporâneo”. Em 2011, foi curadora da mostra “David Perlov: epifanias do cotidiano”, realizada na Cinemateca Brasileira em São Paulo e no Instituto Moreira Salles no Rio de Janeiro, a qual deu origem a uma publicação de mesmo nome. De março de 2013 a agosto de 2014, foi curadora do ciclo de filmes “O Cinema e o Irrepresentável”, realizado mensalmente no Centro da Cultura Judaica de São Paulo. Nos últimos anos, tem escrito para diversos jornais e revistas (caderno Ilustríssima, da Folha de S. Paulo, revista Cult, revista Bravo!, entre outras), incluindo as publicações acadêmicas. Atualmente, realiza pós-doutorado em Teoria Literária no Instituto de Estudos da Linguagem da UNICAMP, com pesquisa sobre cinema, testemunho e autobiografia a partir da obra do cineasta David Perlov.

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Exposição “Miró: Mestre das Formas” ganha destaque em primeira mão na coluna de Alice Ferraz, no Estadão 

A exposição “Miró: Mestre das Formas”, que será apresentada pelo Instituto Tostex e Museu de Arte Brasileira da FAAP (MAB FAAP) a partir de 7 de agosto, foi destaque em primeira mão na coluna da jornalista Alice Ferraz, publicada nesta terça-feira no jornal O Estado de S. Paulo.   A reportagem antecipa informações sobre a mostra, considerada uma das mais relevantes dedicadas ao artista espanhol Joan Miró já realizadas no Brasil. A exposição reunirá mais de 100 obras originais, entre pinturas, gravuras, esculturas, tapeçarias, fotografias e documentos históricos, proporcionando ao público um panorama abrangente da trajetória e da produção artística de um dos principais nomes da arte moderna do século XX.   Com curadoria de Jordi J. Claverol, a exposição será organizada em cinco núcleos temáticos, permitindo ao visitante percorrer diferentes momentos da carreira de Miró e compreender a evolução de sua linguagem artística.   Na publicação, a Conselheira da FAAP, Sra. Pilar Guillon Liotti, destaca a relevância da iniciativa para a instituição e para o cenário cultural brasileiro:   “Receber no MAB FAAP um conjunto inédito de obras que revela essa trajetória e reafirmar o compromisso do museu com exposições que ampliam o diálogo entre diferentes culturas.”   A coluna também ressalta o caráter inédito da mostra, que trará ao Brasil obras que nunca foram exibidas no país, resultado de um amplo trabalho de articulação internacional realizado em parceria entre a FAAP e o Instituto Totex.   A exposição reforça o compromisso do MAB FAAP em promover grandes mostras internacionais e ampliar o acesso do público brasileiro a importantes referências da arte mundial, consolidando o museu como um espaço de intercâmbio cultural e de valorização do patrimônio


Na FAAP

O futuro da carne bovina brasileira passa pelo conhecimento

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