FAAPCAST recebe Thiago Valadares, explorando o universo do Metaverso e a revolução da Web 3.0 

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Professora Ana Júlia Ribeiro e Thiago Valadares | Foto: Rafayane Carvalho/FAAP


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Abrindo uma nova temporada, o FAAPCAST teve a honra de receber Thiago Valadares, especialista em tecnologia, coordenador da escola do metaverso e ex-aluno de Relações Públicas da FAAP. Um apaixonado pela vida declarado, Thiago foi presidente da atlética na época de faculdade e compartilhou sua trajetória e insights sobre o mundo digital.  

Na época de aluno FAAP, seu pai dizia que sua profissão era definida como “estudante”, e, com esse apoio, ele pôde se aprofundar e mergulhar em diversos programas oferecidos pela instituição. Thiago encontrou uma paixão por eventos durante este período. A reviravolta em sua vida ocorreu ao adquirir duas casas noturnas em São Paulo, mas ao finalizar a graduação, por motivos pessoais, migrou para o universo digital, onde uma nova fase em sua vida começava.  

Durante a entrevista, Valadares também destaca a evolução constante da internet e direciona sua atenção para o mercado emergente da Web 3.0, a internet descentralizada. Ele enfatiza a ausência de um “dono” sobre as informações compartilhadas na nuvem, proporcionando maior autonomia aos usuários.  

O especialista em metaverso esclarece que existem diversos metaversos, cada um com um propósito específico, como aprender, empreender, distrair e se entreter. Ele ressalta o equilíbrio como o segredo da vida, enfatizando a importância da harmonia e a conexão com a natureza para “manter os pés no chão”.  

Thiago destaca seu papel como pioneiro em aplicativos de jogos para celular, impulsionado pela inspiração de seu filho, Enzo. Ele compartilha a relevância da FAAP em sua vida, destacando as valiosas conexões estabelecidas durante sua passagem pela instituição, algumas das quais mantém até hoje.  

Membro ativo do FAAP Angels, Thiago enfatiza a união de pessoas e oportunidades proporcionadas pela comunidade. Como palestrante, revela que o tema mais procurado é “o que vem pela frente”, destacando a importância de considerar passado, presente e futuro para inovar e se preparar para os desafios futuros. 

Dentro da Web 3.0, Thiago aborda a presença predominante dos NFTs, ressaltando que sua verdadeira relevância só se manifesta dentro de comunidades. Ele destaca a instabilidade tecnológica que ainda impede uma exploração completa de seu potencial, indicando que o metaverso é a chave para a era da imortalidade digital. 

Refletindo sobre as tecnologias, Thiago questiona se estamos utilizando-as corretamente e destaca a importância de aprender socialmente a decodificar informações. Ele prevê que ainda cometeremos muitos erros na maneira como lidamos com dispositivos, mas reforça a importância de aprender e evoluir nesse processo.  

Thiago Valadares, uma figura inspiradora, proporcionou uma visão fascinante sobre o futuro tecnológico, destacando a importância da comunidade, equilíbrio e inovação para enfrentar os desafios que estão por vir. 

Confira o episódio completo no Youtube da FAAP. 


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O futuro da carne bovina brasileira passa pelo conhecimento

Poucos setores brasileiros passaram por uma evolução tão grande quanto a carne bovina. No último ano, o Brasil não apenas manteve sua força nas exportações, mas assumiu também a liderança mundial na produção, com 12,35 milhões de toneladas produzidas, 3,5 milhões exportadas e quase US$ 18 bilhões em vendas externas.   Os números impressionam, mas, por si só, não explicam essa trajetória. Eles revelam a dimensão da responsabilidade que o Brasil passou a assumir no abastecimento mundial de proteína animal.  A carne bovina brasileira está presente em mais de 170 mercados, mas cerca de 70% de tudo o que produzimos continua no Brasil. É uma cadeia que atende o mundo sem deixar de abastecer a mesa dos brasileiros.   Essa posição não foi conquistada por acaso. É resultado de décadas de trabalho de pecuaristas, frigoríficos, técnicos, pesquisadores, autoridades sanitárias e profissionais que entenderam que produzir bem não bastava. Era preciso garantir regularidade, qualidade, sanidade e capacidade de atender o que cada mercado exige. Trata-se de uma construção coletiva, baseada na cooperação entre os setores público e privado, que consolidou a credibilidade internacional da carne bovina brasileira.  O mundo está mudando e o mercado da carne também. Países que historicamente tiveram grande produção enfrentam redução de rebanho, custos mais altos e limitações para ampliar a oferta. Ao mesmo tempo, cresce a demanda por proteína em regiões como a Ásia, o Oriente Médio e parte da África.  O Brasil tem espaço para ocupar parte dessa demanda. No ano passado, o país tinha 195,5 milhões de cabeças de gado, o maior rebanho comercial do mundo. Entre 2005 e 2025, a produção brasileira de carne bovina aumentou 41%, enquanto a área de pastagens diminuiu.   A pecuária brasileira de hoje é diferente da de duas décadas atrás. Temos mais genética, melhor manejo, nutrição mais precisa, confinamento, terminação intensiva a pasto, integração com outras atividades e mais tecnologia dentro da fazenda e da indústria.   Mas não há espaço para achar que o trabalho está pronto.   A abertura de mercados, a rastreabilidade, a agenda ambiental, os controles sanitários, as exigências de consumidores e as regras comerciais vão continuar influenciando diretamente o futuro da carne brasileira. O Brasil precisa estar preparado para responder a isso com informação, transparência e capacidade técnica.  A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC) atua justamente nessa frente. Representamos uma indústria responsável por praticamente todas as exportações brasileiras de carne bovina. Trabalhamos para abrir mercados, defender o setor, dialogar com governos, acompanhar regulações internacionais e mostrar ao mundo o que a cadeia brasileira tem construído.   Só que esse ambiente exige gente preparada. A cadeia da carne deixou de ser um assunto restrito à fazenda ou ao frigorífico. Hoje, quem trabalha no setor precisa entender de produção, mercado, comércio exterior, sustentabilidade, sanidade, logística, legislação e comunicação.   Foi pensando nisso que criamos a Beef School, curso de extensão da ABIEC com a FAAP. A proposta é aproximar quem quer conhecer melhor a cadeia da realidade de um setor que movimenta mais de R$ 1,15 trilhão por ano e responde por cerca de 9% do PIB brasileiro.   A liderança conquistada pelo Brasil não é um ponto de chegada. É um compromisso permanente com a excelência, a inovação e a capacidade de evoluir. O futuro da carne bovina brasileira será construído por profissionais capazes de compreender as transformações do mercado, antecipar desafios e transformar conhecimento em vantagem


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