FAAPCAST entrevistou o CEO do grupo Petland&Co Rodrigo Albuquerque

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“Ser empreendedor dói, mas constrói”, esse é o aprendizado do ex-aluno do curso de Administração Rodrigo Albuquerque, entrevistado do FAAPCAST desta semana. Rodrigo é CEO do Grupo Petland&CO e empreendedor por convicção, abriu seu primeiro negócio aos 23 anos e, em 2014, antevendo a escalada do mercado pet, trouxe ao Brasil a empresa norte-americana e criou um modelo agressivo de expansão de franquias, único nos 19 países em que a rede está presente.  

Hoje a Petland possui 165 lojas e 72 unidades da rede de clínicas e consultórios veterinários Dra. Mei. O desempenho de Rodrigo à frente da marca fez com que a Petland americana decidisse comprar uma participação na empresa brasileira, que é a operação mais bem-sucedida da marca no mundo. Também fazem parte do Grupo Petland&CO as marcas 100% Pet, Pet Choice, Pet Pay e o centro de distribuição Petland Log.  

O convidado contou que o dono precisa formar substitutos, “se você ficar escravo do seu negócio não vai conseguir expandir. É preciso investir na formação de novas lideranças, pois o objetivo é que você se torne dispensável para o dia a dia da sua empresa e possa focar na parte estratégica”.  

Sua primeira empresa foi no mercado financeiro, em 2008, e os dois primeiros anos foram muito difíceis. “Quase quebrei, eu não tinha processos e não controlava os custos. Tive que demitir meus funcionários e voltar a morar com minha família. Depois disso comecei a entender o que era gestão e metodologia”. 

Foi daí que surgiu a ideia para a Petland, “andando pela rua observei a quantidade de petshops que aumentava cada vez mais, encomendei uma pesquisa e descobri que o mercado era gigante e que crescia 10% ao ano. Óticas, academias e farmácias estavam deixando de ser negócios de bairro e virando redes. E meu foco foi fazer isso com os petshops também, organizar os pequenos colocando bandeira, tecnologia e marca”.  

Para Rodrigo, um negócio de sucesso tem que te tirar da cama de manhã, não só por dinheiro, mas também por paixão. “Quando se trabalha com o que gosta não é trabalho, é diversão, não tem a relação de troca de tempo por trabalho. Todo negócio tem que ter uma causa por trás para atrair pessoas que se identifiquem com ele”.  

O convidado deu algumas dicas sobre o que ele vê para o futuro do varejo, com o aumento do e-commerce e a diminuição das megastores, “uma série de fatores vem mostrando que o futuro do varejo está em lojas menores onde você consiga criar uma relação mais próxima com seus clientes, conversando com a comunidade e prestando serviço. Todo mundo é consumidor, mas o cliente é aquele que só compra com você”. 

Assista aqui o episódio na íntegra.  

Apresentado pela professora Ana Júlia Ribeiro, o FAAPCAST é um videocast semanal, transmitido ao vivo do B-Hub, espaço de inovação da FAAP, que entrevista ex-alunos que se destacam em suas áreas de atuação.  

Os alunos podem assistir às entrevistas e colaborar com perguntas. O conteúdo pode ser acompanhado ao vivo pelos canais oficiais da FAAP no YouTube e no Spotify e ficará disponível para consumo nessas plataformas.


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Poucos setores brasileiros passaram por uma evolução tão grande quanto a carne bovina. No último ano, o Brasil não apenas manteve sua força nas exportações, mas assumiu também a liderança mundial na produção, com 12,35 milhões de toneladas produzidas, 3,5 milhões exportadas e quase US$ 18 bilhões em vendas externas.   Os números impressionam, mas, por si só, não explicam essa trajetória. Eles revelam a dimensão da responsabilidade que o Brasil passou a assumir no abastecimento mundial de proteína animal.  A carne bovina brasileira está presente em mais de 170 mercados, mas cerca de 70% de tudo o que produzimos continua no Brasil. É uma cadeia que atende o mundo sem deixar de abastecer a mesa dos brasileiros.   Essa posição não foi conquistada por acaso. É resultado de décadas de trabalho de pecuaristas, frigoríficos, técnicos, pesquisadores, autoridades sanitárias e profissionais que entenderam que produzir bem não bastava. Era preciso garantir regularidade, qualidade, sanidade e capacidade de atender o que cada mercado exige. Trata-se de uma construção coletiva, baseada na cooperação entre os setores público e privado, que consolidou a credibilidade internacional da carne bovina brasileira.  O mundo está mudando e o mercado da carne também. Países que historicamente tiveram grande produção enfrentam redução de rebanho, custos mais altos e limitações para ampliar a oferta. Ao mesmo tempo, cresce a demanda por proteína em regiões como a Ásia, o Oriente Médio e parte da África.  O Brasil tem espaço para ocupar parte dessa demanda. No ano passado, o país tinha 195,5 milhões de cabeças de gado, o maior rebanho comercial do mundo. Entre 2005 e 2025, a produção brasileira de carne bovina aumentou 41%, enquanto a área de pastagens diminuiu.   A pecuária brasileira de hoje é diferente da de duas décadas atrás. Temos mais genética, melhor manejo, nutrição mais precisa, confinamento, terminação intensiva a pasto, integração com outras atividades e mais tecnologia dentro da fazenda e da indústria.   Mas não há espaço para achar que o trabalho está pronto.   A abertura de mercados, a rastreabilidade, a agenda ambiental, os controles sanitários, as exigências de consumidores e as regras comerciais vão continuar influenciando diretamente o futuro da carne brasileira. O Brasil precisa estar preparado para responder a isso com informação, transparência e capacidade técnica.  A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC) atua justamente nessa frente. Representamos uma indústria responsável por praticamente todas as exportações brasileiras de carne bovina. Trabalhamos para abrir mercados, defender o setor, dialogar com governos, acompanhar regulações internacionais e mostrar ao mundo o que a cadeia brasileira tem construído.   Só que esse ambiente exige gente preparada. A cadeia da carne deixou de ser um assunto restrito à fazenda ou ao frigorífico. Hoje, quem trabalha no setor precisa entender de produção, mercado, comércio exterior, sustentabilidade, sanidade, logística, legislação e comunicação.   Foi pensando nisso que criamos a Beef School, curso de extensão da ABIEC com a FAAP. A proposta é aproximar quem quer conhecer melhor a cadeia da realidade de um setor que movimenta mais de R$ 1,15 trilhão por ano e responde por cerca de 9% do PIB brasileiro.   A liderança conquistada pelo Brasil não é um ponto de chegada. É um compromisso permanente com a excelência, a inovação e a capacidade de evoluir. O futuro da carne bovina brasileira será construído por profissionais capazes de compreender as transformações do mercado, antecipar desafios e transformar conhecimento em vantagem


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