FAAPCAST entrevistou a apresentadora do Shark Tank Brasil, Luitha Miraglia

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Luitha Miraglia, formada em Rádio e TV pela FAAP, iniciou sua carreira como produtora e roteirista. Foi apresentadora e repórter na MTV Brasil, onde cobriu atrações musicais como o festival de música eletrônica “Tomorrowland”, e comandou o programa semanal “MTV Móv3l”. Na Band TV, assumiu o bloco de dicas culturais, gastronômicas e de viagens no programa “Cozinha do Bork” e foi repórter do reality show “Masterchef”. 


Hoje é a apresentadora do “Shark Tank Brasil”, reality show de empreendedorismo, transmitido pelo canal Sony, mestre de cerimônias, produtora de conteúdo para as mídias sociais, embaixadora de marcas como Havaianas, Mercedes Benz, NuBank, Asus, Cyrela e Mistral e fundadora da Ayla, que atua com comunicação consciente. 

Luitha disse ter uma sensação de gratidão pela FAAP, “todas as vezes que falo sobre minha história eu cito minha formação, porque foi aqui na FAAP que realmente tudo começou. Não só sou muito grata a tudo que eu aprendi aqui, especialmente a parte prática, que a FAAP ensina muito bem e que me deu experiência para iniciar no mercado de trabalho lá atrás, mas também a todas as pessoas que eu conheci aqui, dos contatos que eu fiz e que me geraram muitas oportunidades de trabalho”. 

Sobre sua relação com a profissão explicou que na infância passava muito tempo na casa dos avós assistindo televisão, e por isso tem uma relação emocional com a TV. “Era um momento muito gostoso, eu adorava ficar com meus avós assistindo TV. Também faço teatro desde os 10 anos e sempre gostei de estar no palco e na frente das câmeras me comunicando. A FAAP esteve no colégio onde eu estudava para apresentar seus cursos. Foi quando eu conheci o curso de Rádio e TV e na hora soube que era isso que eu queria fazer”. 

Seu primeiro trabalho como apresentadora foi quando ganhou um reality da marca Riachuelo, “fui escolhida para ser a porta-voz deles na internet, eu entrevistava pessoas, era tipo uma blogueira/apresentadora, quando esse termo ainda estava muito no começo”, explica. 

Sobre a época da faculdade, Luitha conta que sente saudades de poder testar suas ideias sem compromisso e de ter um lugar seguro para a experimentação. “Tenho vários projetos na gaveta e tudo que eu queria era produzir, apresentar e ter um ou dois professores, como no meu TCC, para me falar isso aqui pode melhorar, isso está legal, sem ser o meu público. De ter um lugar seguro para a experimentação, como eu tinha aqui. Os professores daqui são joias, já acessei alguns deles várias vezes para pedir opinião”. 

Única apresentadora da história do Shark Tank no mundo, ela conta que essa função só existe na edição brasileira. “Meu papel no programa além de ser o fio condutor da narração é entrevistar os participantes. Só o Brasil acha essa função relevante e isso tem a ver com a nossa cultura, de ser empáticos de ter alguém ali para abraçar, consolar ou parabenizar os participantes e isso muda completamente o conteúdo, deixa tudo mais intenso, interessante e verdadeiro”. 

Assista aqui o episódio na íntegra. 

Apresentado pela professora Ana Júlia Ribeiro, o FAAPCAST é um videocast semanal, transmitido ao vivo do B-Hub, espaço de inovação da FAAP, que entrevista ex-alunos que se destacam em suas áreas de atuação. 

Os alunos podem assistir às entrevistas e colaborar com perguntas. O conteúdo pode ser acompanhado ao vivo pelos canais oficiais da FAAP no YouTube e no Spotify e ficará disponível para consumo nessas plataformas. 


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O futuro da carne bovina brasileira passa pelo conhecimento

Poucos setores brasileiros passaram por uma evolução tão grande quanto a carne bovina. No último ano, o Brasil não apenas manteve sua força nas exportações, mas assumiu também a liderança mundial na produção, com 12,35 milhões de toneladas produzidas, 3,5 milhões exportadas e quase US$ 18 bilhões em vendas externas.   Os números impressionam, mas, por si só, não explicam essa trajetória. Eles revelam a dimensão da responsabilidade que o Brasil passou a assumir no abastecimento mundial de proteína animal.  A carne bovina brasileira está presente em mais de 170 mercados, mas cerca de 70% de tudo o que produzimos continua no Brasil. É uma cadeia que atende o mundo sem deixar de abastecer a mesa dos brasileiros.   Essa posição não foi conquistada por acaso. É resultado de décadas de trabalho de pecuaristas, frigoríficos, técnicos, pesquisadores, autoridades sanitárias e profissionais que entenderam que produzir bem não bastava. Era preciso garantir regularidade, qualidade, sanidade e capacidade de atender o que cada mercado exige. Trata-se de uma construção coletiva, baseada na cooperação entre os setores público e privado, que consolidou a credibilidade internacional da carne bovina brasileira.  O mundo está mudando e o mercado da carne também. Países que historicamente tiveram grande produção enfrentam redução de rebanho, custos mais altos e limitações para ampliar a oferta. Ao mesmo tempo, cresce a demanda por proteína em regiões como a Ásia, o Oriente Médio e parte da África.  O Brasil tem espaço para ocupar parte dessa demanda. No ano passado, o país tinha 195,5 milhões de cabeças de gado, o maior rebanho comercial do mundo. Entre 2005 e 2025, a produção brasileira de carne bovina aumentou 41%, enquanto a área de pastagens diminuiu.   A pecuária brasileira de hoje é diferente da de duas décadas atrás. Temos mais genética, melhor manejo, nutrição mais precisa, confinamento, terminação intensiva a pasto, integração com outras atividades e mais tecnologia dentro da fazenda e da indústria.   Mas não há espaço para achar que o trabalho está pronto.   A abertura de mercados, a rastreabilidade, a agenda ambiental, os controles sanitários, as exigências de consumidores e as regras comerciais vão continuar influenciando diretamente o futuro da carne brasileira. O Brasil precisa estar preparado para responder a isso com informação, transparência e capacidade técnica.  A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC) atua justamente nessa frente. Representamos uma indústria responsável por praticamente todas as exportações brasileiras de carne bovina. Trabalhamos para abrir mercados, defender o setor, dialogar com governos, acompanhar regulações internacionais e mostrar ao mundo o que a cadeia brasileira tem construído.   Só que esse ambiente exige gente preparada. A cadeia da carne deixou de ser um assunto restrito à fazenda ou ao frigorífico. Hoje, quem trabalha no setor precisa entender de produção, mercado, comércio exterior, sustentabilidade, sanidade, logística, legislação e comunicação.   Foi pensando nisso que criamos a Beef School, curso de extensão da ABIEC com a FAAP. A proposta é aproximar quem quer conhecer melhor a cadeia da realidade de um setor que movimenta mais de R$ 1,15 trilhão por ano e responde por cerca de 9% do PIB brasileiro.   A liderança conquistada pelo Brasil não é um ponto de chegada. É um compromisso permanente com a excelência, a inovação e a capacidade de evoluir. O futuro da carne bovina brasileira será construído por profissionais capazes de compreender as transformações do mercado, antecipar desafios e transformar conhecimento em vantagem


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