Mais do que espectadores, estudantes da FAAP integram a operação do São Paulo Innovation Week e vivenciam, em contato direto com palestrantes internacionais, uma experiência de formação além da sala de aula
Muito foi e será dito sobre o São Paulo Innovation Week (SPIW), pela ótica de jornalistas atentos, organizadores orgulhosos e participantes satisfeitos, todos devidamente impactados pela dimensão dessa experiência que aterrizou na zona oeste da cidade e fez desse lugar e momento um epicentro de algumas das conversas mais relevantes da atualidade e até do futuro.
E, ainda que pudesse contribuir com meus pensamentos nesse sentido, nunca deixo de me maravilhar com aquilo que passa despercebido e que, em alguma medida, continua sendo o que diferencia a FAAP de outras instituições de perfil semelhante: as oportunidades de vivências significativas para seus alunos.
Mais do que meros espectadores, seletos estudantes foram convidados a integrar a equipe de apoio do SPIW e, alguns deles, sob minha orientação, cuidaram, dentre outras coisas, da escolta e apoio a Palestrantes Internacionais (nada mais justo para estudantes de Relações Internacionais). Nessa atividade, que oscila entre o glamour de estar ao lado de mentes brilhantes e o pragmatismo dos vários quilômetros percorridos a pé pelos pavilhões, nasce uma oportunidade de aprendizado que é, por definição, transformadora.
Muitas vezes, em grandes eventos, focamos no que está sob o refletor. Mas é no “atrás das cenas” que a mágica da formação humana acontece. Nossos alunos não foram apenas facilitadores logísticos; eles se tornaram pontes.
Enquanto caminhavam pelos corredores, esses jovens tiveram a chance rara de trocar ideias com algumas das maiores autoridades mundiais em seus campos de atuação. São diálogos que não constam no cronograma oficial, mas que expandem o repertório de forma decisiva. Ali, entre um camarim e um palco, a diplomacia deixou de ser um conceito teórico nos livros para se tornar a prática real da hospitalidade, da agilidade e da inteligência emocional.
O que mais me tocou nessa jornada foi observar o impacto que o entusiasmo dos nossos alunos causou nesses convidados internacionais. Em um mundo saturado de protocolos automáticos, os estudantes da FAAP entregaram o que há de mais escasso e genuíno: atenção plena e interesse real.
Ao ouvirem atentamente e demonstrarem domínio sobre os temas discutidos, eles não apenas cumpriram uma função técnica; eles trouxeram sorrisos e humanidade ao dia exaustivo desses palestrantes. Essa é uma função que, embora não fosse estritamente essencial para o evento “acontecer”, foi absolutamente essencial para trazer realização e significado à experiência de quem nos visitou.
Educar é, acima de tudo, criar contextos para que o talento encontre a oportunidade. Ver nossos alunos transitando com desenvoltura entre autoridades, traduzindo culturas e demonstrando um preparo que vai muito além do currículo acadêmico, é a maior prova de que a FAAP continua no caminho certo.
Não formamos apenas especialistas em suas áreas do saber; buscamos formar cidadãos globais capazes de ler o mundo — seja no silêncio de uma biblioteca, seja no caos vibrante de um evento de inovação.
Sinto um orgulho imenso de cada um deles. Orgulho da postura, da curiosidade incansável e da forma como aproveitaram cada segundo, tanto na frente quanto atrás dos palcos. O SPIW começa e acaba, mas a bagagem que esses alunos trazem para o campus é o tipo de ativo que tempo nenhum apaga.
Isso é ser FAAP.