MAB FAAP apresenta exposição de ex-aluna Renata Haar no projeto Mezanino Aberto

TEXTO

Comunicação FAAP



DATA


COMPARTILHE


24_02_23_Inefavel_Ultrafino_SITE NOTICIA

COMPARTILHE

COMPARTILHE

 

O Museu de Arte Brasileira da FAAP (MAB FAAP) inaugura, no dia 8 de março, sexta-feira, a partir de 10h, a exposição “Inefável-Ultrafino”, da artista brasileira Renata Haar. A mostra integra o projeto Mezanino Aberto, que traz exposições de jovens artistas formados pela FAAP ou professores que fizeram parte da instituição. A artista apresenta, pela primeira vez em São Paulo, cerca de 30 obras, entre vídeos, gravuras, desenhos em papel e objetos tridimensionais.

Ao entrar na faculdade de Artes Plásticas na FAAP, Renata pôde desenvolver suas habilidades e descobrir sua vocação. “A FAAP traz uma formação muito interessante porque aprendemos todas as mídias como desenho, pintura, gravura, cerâmica. Para mim foi muito transformador desenvolver essa subjetividade”, conta a artista. No curso, ela conseguiu extrapolar os formatos e linguagens. “Ali pude experimentar, e foi ficando muito claro que não tinha o desejo de me especializar em uma mídia”, conta.

No 3º ano, Haar descobriu que haveria a possibilidade de fazer um intercâmbio com bolsa em Paris. Seguiu para a capital francesa para estudar na Escola de Belas Artes. Lá ela estudou com artistas, como os escultores Jean Luc Vilmouth e Vicent Barré, e com um dos mais proeminentes artistas contemporâneos, o francês Christian Boltanski, com quem desenvolveu também o mestrado. “Ele foi muito importante para mim. Não apenas no fazer artístico, mas no aprendizado da responsabilidade com o trabalho, na ética, no comportamento, e em pensar que tipo de imagem você vai colocar no mundo, em como vai afetar as pessoas”, conta a artista.

O “ultrafino” na obra da artista

Segundo o curador Luis Sandes, “o ultrafino pode, num certo sentido, ser entendido como algo da ordem do inefável ou também do transcendental. A exposição concentra obras em diversos suportes de Renata Haar que evidenciam sua relação com as pequenas percepções, o inefável e o transcendental. A artista abre espaço ou coloca em foco ações, gestos e seres que, antes, passavam despercebidos de nossos sentidos”, afirma.

A sutileza dos traços, a maioria feitos em papel, são características da artista. “Eu gosto de brincar com limites e definições”, conta. “O material onipresente na minha obra é o papel. Eu coleciono papéis e gosto de intervir neles. Esse contato permite também um atrito, e é uma linguagem muito diferente da pintura”. Há também questões sobre temporalidade e desaparecimento ao usar o papel como principal material em suas obras.

Destaques da exposição

Um dos trabalhos de destaque é a série “Leis da Eternidade”, com desenhos inacabados amassados em gesso que se transformam em esculturas. “Esses objetos são feitos a partir de desenhos falhados ou que, noutras palavras, “deram errado” e não assumem o status de obra para a artista. Ela amassa esses desenhos em papel e adiciona a eles gesso, criando espécies de pedras”, conta o curador.

Há também litografias sobre papel, como é o caso de “Espiral 2” e “Ruído branco sobre grama”, ambas criadas em 2022. As obras presentes na exposição foram feitas entre 2020 até os dias atuais. Entre os desenhos, estão “Dentro de algum lugar” (2021), “Noite” (2021), “Em algum lugar da queda de Ícaro II” (2022), “Equilíbrio” (2023), “Algumas coisas” (2022), “Poça azul” (2022), “Sonar pela de maçã”, (2023), “Em algum momento da queda de Ícaro 3” (2023).

Trabalho inédito em parceria com Caio Haar

Um dos trabalhos inéditos apresentados na exposição é o vídeo “Aqui-lá”, feito em colaboração com o irmão da artista, Caio Haar, que funciona como eixo central da exposição, além de criar um diálogo com o portal de Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho, que ocupa o mezanino do MAB.

 

Mezanino Aberto

Mezanino Aberto é um programa do MAB FAAP que busca prestigiar artistas formados pela FAAP, professores ou pessoas que fizeram parte da história da instituição, como os ex-professores, dando a oportunidade de mostrar suas obras ao público. Além do espaço para exposição, o artista selecionado tem uma verba para produção, equipe para montagem, identidade visual, orientador de público, entre outros apoios. O primeiro a ser contemplado pelo programa foi o artista Paulo Almeida, que apresentou em 2021 a instalação “Da Coleção: 1961 – 2021”. Já em 2022, o artista Laerte Ramos foi selecionado com o projeto “Sobre Rodas”. A artista Isis Gasparini apresentou “Desenredo” em 2023, e a exposição “Inefável-Ultrafino”, de Renata Haar, foi o projeto vencedor de 2024.

Sobre Renata Haar

Nascida em São Paulo, em 1981, Renata Haar estudou Artes Plásticas na FAAP, entre 2003 e 2005. Integrou um programa de intercâmbio da universidade e se mudou para a França para estudar na Escola de Belas Artes (École des Beaux-Arts de Paris), onde concluiu sua graduação. Na mesma instituição, finalizou o mestrado tendo como orientador o mestre francês Christian Boltanski (1944-2021). Logo após a temporada na França, morou em Berlim por sete anos, desenvolvendo projetos de coletivos artísticos e ajudando na formação da residência Affect, entre outras atividades. Já expôs individualmente na França e Rio de Janeiro, e em mostras coletivas em São Paulo, Bahia, Bulgária, Berlim e Paris.

Seu trabalho foi indicado para o Prix Keskar (2011) e o Prêmio Cifo (2018/19). Suas obras fazem parte de coleções privadas e públicas como o Instituto Figueiredo Ferraz (Brasil) e Collete Tornier (Residence Saint-Ange). Renata também integrou o coletivo de arte Agora (2011-2019) quando morava em Berlim, com quem se apresentou no Museu Alimentarium, Vevey, Suíça (2018), Instituto Cervantes, Berlim, Alemanha (2014) e Kunsthalle Osnabrücke, Alemanha (2017), entre outros.

Sobre Luis Sandes (curador)

Pesquisador, curador e historiador da arte. Doutorando em História da Arte pela USP, com pesquisa que relaciona a arte contemporânea brasileira ao concretismo paulista. Mestre em Sociologia da Arte pela PUC-SP, com pesquisa sobre o concretismo paulista. Escreveu em publicações brasileiras e estrangeiras. Curou exposições, no Brasil e no exterior. Escreve para enciclopédias inglesa e brasileira.

Abertura da exposição Inefável-Ultrafino, de Renata Haar

Dia 8 de março, 10h (abertura para público)
Curadoria: Luis Sandes

Período expositivo: 08 de março a 28 de abril de 2024

MAB FAAP

Endereço: Rua Alagoas, 903 – Higienópolis
Horário de funcionamento: todos os dias, exceto às terças-feiras, das 10h às 18h, com última entrada às 17h30

Entrada gratuita


TEXTO

Comunicação FAAP


DATA


banners-site-faap_mob2

MAB FAAP

Conheça
banners-site-faap_mob1

Outras notícias que você também pode gostar

Você está vendo:

Fique por dentro de tudo o que acontece na FAAP

MAB FAAP

Exposição na Biblioteca Mário de Andrade celebra a recuperação de obras de Henri Matisse

Com produção e concepção do MAB FAAP e da Biblioteca Mário de Andrade, mostra apresenta as 20 composições de Jazz, incluindo oito trabalhos recentemente recuperados O Museu de Arte Brasileira da FAAP (MAB FAAP) participa da realização da exposição Jazz – o livro de artista de Henri Matisse, que será apresentada na Biblioteca Mário de Andrade, de 12 de setembro a 12 de outubro. A mostra tem produção e concepção do MAB FAAP e da Biblioteca Mário de Andrade, com correalização da FAAP e da Prefeitura de São Paulo. A abertura acontece no dia 12 de setembro, às 15h, e marca o reencontro do público com oito obras de Henri Matisse que haviam sido subtraídas e foram recentemente recuperadas. Ao todo, a exposição reúne as 20 composições que integram a coleção, em uma iniciativa que destaca o compromisso da FAAP e de suas instituições culturais com a preservação, a pesquisa e a democratização do acesso à arte. Mais do que apresentar uma das obras mais importantes da trajetória de Matisse, a exposição celebra a recuperação de um patrimônio cultural e sua devolução à sociedade. O projeto também reforça a atuação do MAB FAAP na valorização, conservação e difusão de acervos artísticos, além de ampliar o acesso do público a um conjunto fundamental da produção moderna. “Mais do que recuperar objetos de valor artístico, a abertura da mostra é um momento de celebração da memória, da arte e da importância das instituições públicas na proteção e difusão de seus acervos”, destaca o secretário de Cultura e Economia Criativa, Totó Parente. A participação do MAB FAAP A exposição é concebida e produzida pelo MAB FAAP em parceria com a Biblioteca Mário de Andrade. A participação do museu reafirma sua atuação na pesquisa e na divulgação da história da arte, bem como seu compromisso com projetos que aproximam o público de obras e documentos de relevância internacional. “A participação da FAAP na correalização desta exposição reafirma o compromisso da Fundação com a promoção da arte, da educação e da cultura. Por meio do MAB FAAP, contribuímos para ampliar o acesso do público à obra de Henri Matisse e para fortalecer o diálogo entre instituições culturais”, afirma Pilar Guillon Liotti, membro do Conselho da FAAP. O curador da exposição e diretor-geral do MAB FAAP, Marcos Moraes, ressalta a importância de Matisse para além da pintura e destaca a relevância de Jazz na história da arte. “Artista comumente identificado como fundamental na arte moderna, Matisse dispensa qualquer tentativa de apresentá-lo apenas como um pintor de sua época. De início, é preciso ressaltar sua atuação com o desenho, as artes gráficas, a colagem, a escultura, a cenografia e mesmo nas relações com a arquitetura, mas é sobretudo na gravura que essa capacidade magistral de lidar com a cor e a linha se afirma, de maneira incontestável”, afirma. Para o curador, Jazz é um dos mais relevantes livros de artista e álbuns de gravuras do século XX. “Nada mais coerente que o MAB FAAP se associe a essa iniciativa de retomar a possibilidade de o público ter contato direto com as imagens, mas também com os textos que o artista escreveu diretamente a partir de seus cadernos de anotações, produzidos entre 1941 e 1946, celebrando, neste momento, seus 80 anos de existência”, completa. Jazz: cor, movimento e criação Publicado em 1947 pelas edições Verve, Jazz teve tiragem de 250 exemplares numerados e reúne 20 composições desenvolvidas por Matisse a partir de recortes de papéis previamente pintados com guache. O artista criou o conjunto durante um período de grandes limitações físicas. Após passar por uma grave intervenção cirúrgica, Matisse encontrou nos recortes de papel uma nova possibilidade de expressão. Durante aproximadamente dois anos, experimentou formas e cores até chegar às composições que integrariam o livro. Matisse definiu esse processo como “desenhar com a tesoura”. A técnica permitiu ao artista investigar de maneira inovadora as relações entre cor, forma, movimento e composição, levando a colagem a um novo patamar em sua produção. O título Jazz traduz a concepção de Matisse sobre o conjunto de imagens. Para o artista, as cores deveriam estabelecer uma relação dinâmica, semelhante à música. Não bastava simplesmente colocá-las lado a lado: era necessário que atuassem umas sobre as outras. Um livro de artista que marcou a história da arte A publicação de Jazz contou com a parceria do editor Tériade, um dos mais importantes editores de arte do século XX. O projeto buscou preservar, na impressão, a intensidade das cores e a força visual das composições originais. O resultado articula imagem e texto e se tornou uma das produções mais conhecidas de Matisse. As 20 composições revelam a maturidade de sua pesquisa com recortes e demonstram como o artista transformou uma condição de adversidade em uma nova possibilidade de criação. Serviço Jazz – o livro de artista de Henri Matisse Período: 12 de setembro a 12 de outubro Abertura: 12 de setembro, às 15h Local: Biblioteca Mário de Andrade Produção e concepção: MAB FAAP e Biblioteca Mário de Andrade Correalização: FAAP e Prefeitura de São Paulo Entrada:


Ensino Médio

XV Semana do Colégio FAAP encerra com sucesso e celebra integração e espírito esportivo

A XV Semana do Colégio FAAP foi marcada por dias de intensa participação, integração e espírito esportivo entre os alunos. Ao longo da programação, os estudantes tiveram a oportunidade de desenvolver diferentes habilidades, fortalecer vínculos e vivenciar, na prática, valores como cooperação, respeito e trabalho em equipe.  Divididos em quatro bandeiras, os alunos participaram de 40 atividades que foram além da competição esportiva. A programação contemplou diferentes áreas do conhecimento e da expressão, incluindo exatas, humanas, educação física, esportes, música, dança, arte e moda.  Em cada atividade, os estudantes foram desafiados a demonstrar talento, criatividade, dedicação e capacidade de trabalhar coletivamente, em uma experiência que integrou conhecimento, convivência e diversão.  Ao final da competição, a classificação ficou definida da seguinte forma:  1º lugar: Bandeira Azul 2º lugar: Bandeira Amarela e Bandeira Laranja 3º lugar: Bandeira Verde  Nesta edição, a Semana do Colégio FAAP também contou com novas formas de reconhecimento, valorizando não apenas os resultados alcançados pelas equipes, mas também atitudes que contribuíram para uma experiência coletiva positiva.  Os líderes de cada equipe receberam um certificado de competência em liderança, em reconhecimento ao papel desempenhado durante as atividades. Também foi realizada uma premiação de fair play, destinada a reconhecer um estudante que se destacou pelo cuidado, pela colaboração e pela dedicação ao bom funcionamento dos espaços utilizados durante a Semana.  A Semana do Colégio FAAP promove aprendizado, convivência e desenvolvimento de competências e valores, reforçando a importância da integração, da cooperação, do respeito e do trabalho em equipe na formação dos

Fique por dentro de tudo o que acontece na FAAP

Newsletter