FAAPCAST traz entrevista dupla com Rafael Possik e Eduardo Sassi, ex-alunos e importantes empresários do agronegócio

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Rafael Possik e Eduardo Sassi


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O FAAPCAST recebeu Rafael Possik e Eduardo Sassi para compartilharem suas experiências na FAAP e os impactos do que aprenderam aqui em suas carreiras. 

Rafael Possik, formado em Administração pela FAAP, é presidente da Associação de Antigos Alunos (AAAFAAP) da instituição e professor no curso de Administração. Rafael destacou sua participação ativa na comunidade acadêmica como presidente do Diretório Acadêmico e um dos responsáveis pela fundação da Associação de Antigos Alunos. Com duas pós-graduações pela FAAP, ele atua no agronegócio desde 2004, e é professor da disciplina de Agronegócio no curso de Administração. 

Durante a entrevista, Possik comentou sobre como aplicou seus conhecimentos adquiridos na FAAP ao gerir uma fazenda de pecuária no Mato Grosso, mostrando a integração entre administração e o setor agropecuário. Ele também destacou o papel da tecnologia na gestão agrícola e a importância da rede de contatos que construiu durante sua formação. Ainda mencionou os cursos livres oferecidos pela Associação de Antigos Alunos, voltados para temas variados como sucessão empresarial no agronegócio e inovação. 

Eduardo Sassi começou sua história com a FAAP no Colégio e continuou na graduação, onde cursou Direito e foi presidente da Atlética de Direito. Com uma família de tradição na instituição, ele destacou o diferencial da FAAP na formação de advogados, mencionando a excelência do corpo docente e o ambiente de turmas menores, que proporcionam uma formação mais próxima e personalizada.  

Após se formar, Sassi decidiu abrir seu próprio escritório, aproveitando a experiência de sua família com propriedades rurais. Ele deu dicas valiosas para os alunos que desejam seguir o caminho do empreendedorismo jurídico, sugerindo a inclusão de disciplinas de Administração na formação, como um diferencial importante para gerenciar um escritório com sucesso. 

Eventos e perspectivas futuras 

Ambos os convidados ressaltaram a importância dos eventos promovidos pela FAAP e pela Associação de Antigos Alunos, que têm contribuído para o networking e o desenvolvimento profissional de alunos e ex-alunos. Eduardo lembrou da vinda de Tarcísio de Freitas à FAAP, em 2022, quando ainda era ministro, para falar sobre infraestrutura, e destacou a realização de eventos com o BTG em 2023 e do primeiro Encontro Agro FAAP, com participantes do Ministério da Agricultura. 

Para o segundo semestre deste ano, a agenda da Associação inclui eventos sobre agenciamento de atletas (11 de setembro), sucessão em empresas familiares (25 de setembro), e um encontro sobre inovações, promovendo o debate e o aprendizado em diversas áreas de atuação que acontecerá no fim do semestre. Eduardo também sugeriu aos ouvintes seguirem o perfil da Associação de Antigos Alunos no Instagram para ficarem por dentro das próximas atividades: @antigosalunosfaap  

O episódio completo do FAAPCAST com Rafael Possik e Eduardo Sassi já está disponível no nosso canal do YouTube e Spotify. Não perca! https://www.youtube.com/watch?v=A4q3Th5W99c


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O futuro da carne bovina brasileira passa pelo conhecimento

Poucos setores brasileiros passaram por uma evolução tão grande quanto a carne bovina. No último ano, o Brasil não apenas manteve sua força nas exportações, mas assumiu também a liderança mundial na produção, com 12,35 milhões de toneladas produzidas, 3,5 milhões exportadas e quase US$ 18 bilhões em vendas externas.   Os números impressionam, mas, por si só, não explicam essa trajetória. Eles revelam a dimensão da responsabilidade que o Brasil passou a assumir no abastecimento mundial de proteína animal.  A carne bovina brasileira está presente em mais de 170 mercados, mas cerca de 70% de tudo o que produzimos continua no Brasil. É uma cadeia que atende o mundo sem deixar de abastecer a mesa dos brasileiros.   Essa posição não foi conquistada por acaso. É resultado de décadas de trabalho de pecuaristas, frigoríficos, técnicos, pesquisadores, autoridades sanitárias e profissionais que entenderam que produzir bem não bastava. Era preciso garantir regularidade, qualidade, sanidade e capacidade de atender o que cada mercado exige. Trata-se de uma construção coletiva, baseada na cooperação entre os setores público e privado, que consolidou a credibilidade internacional da carne bovina brasileira.  O mundo está mudando e o mercado da carne também. Países que historicamente tiveram grande produção enfrentam redução de rebanho, custos mais altos e limitações para ampliar a oferta. Ao mesmo tempo, cresce a demanda por proteína em regiões como a Ásia, o Oriente Médio e parte da África.  O Brasil tem espaço para ocupar parte dessa demanda. No ano passado, o país tinha 195,5 milhões de cabeças de gado, o maior rebanho comercial do mundo. Entre 2005 e 2025, a produção brasileira de carne bovina aumentou 41%, enquanto a área de pastagens diminuiu.   A pecuária brasileira de hoje é diferente da de duas décadas atrás. Temos mais genética, melhor manejo, nutrição mais precisa, confinamento, terminação intensiva a pasto, integração com outras atividades e mais tecnologia dentro da fazenda e da indústria.   Mas não há espaço para achar que o trabalho está pronto.   A abertura de mercados, a rastreabilidade, a agenda ambiental, os controles sanitários, as exigências de consumidores e as regras comerciais vão continuar influenciando diretamente o futuro da carne brasileira. O Brasil precisa estar preparado para responder a isso com informação, transparência e capacidade técnica.  A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC) atua justamente nessa frente. Representamos uma indústria responsável por praticamente todas as exportações brasileiras de carne bovina. Trabalhamos para abrir mercados, defender o setor, dialogar com governos, acompanhar regulações internacionais e mostrar ao mundo o que a cadeia brasileira tem construído.   Só que esse ambiente exige gente preparada. A cadeia da carne deixou de ser um assunto restrito à fazenda ou ao frigorífico. Hoje, quem trabalha no setor precisa entender de produção, mercado, comércio exterior, sustentabilidade, sanidade, logística, legislação e comunicação.   Foi pensando nisso que criamos a Beef School, curso de extensão da ABIEC com a FAAP. A proposta é aproximar quem quer conhecer melhor a cadeia da realidade de um setor que movimenta mais de R$ 1,15 trilhão por ano e responde por cerca de 9% do PIB brasileiro.   A liderança conquistada pelo Brasil não é um ponto de chegada. É um compromisso permanente com a excelência, a inovação e a capacidade de evoluir. O futuro da carne bovina brasileira será construído por profissionais capazes de compreender as transformações do mercado, antecipar desafios e transformar conhecimento em vantagem


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