A cenografia dispõe a exposição em três ambientações, elaboradas a partir das concepções de cada época sobre os eleitores.

 

O primeiro, denominado Cidadãos Mui Distintos, compreende o período entre 1532 e 1821, e enfoca o complexo cenário das eleições de então, marcadas por uma forte ritualização, pela influência religiosa e por muitas estratégias de exclusões de pessoas.

 

O segundo, Cidadania em Escalada, retrata o período entre os anos 1821 e 1932, que abrange o período imperial e da primeira república. Partindo de uma concepção elitista da cidadania, o voto era entendido como um direito/dever a ser exercido pelos mais capazes. As relações sociais eram fortemente marcadas por laços de lealdade e dependência, traços oriundos, inclusive, da experiência de escravização de africanos e seus descendentes. Tais traços, como não poderia deixar de ser, refletiam-se no cotidiano das eleições.

 

O Eleitor Indivíduo é o título do terceiro ambiente, que se inicia com a criação da Justiça Eleitoral em 1932 e vai até os dias atuais. Nele, será possível conhecer o projeto de eleitor criado em 1932 que embasa os esforços da Justiça Eleitoral até hoje: um indivíduo que deve expressar sua vontade por meio do voto e que não pode sofrer qualquer influência para exercer esse direito.

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