Realizada pelo MAB-FAAP e pelo Museu do TSE, em Brasília, a exposição tem como objetivo principal colocar luz sobre a recriação da Justiça Eleitoral em 1945, dando relevo aos desafios enfrentados por aqueles que se engajaram no projeto de fazer o País transitar de um período ditatorial para uma prática democrática.
A exposição contempla o período anterior a 1945 destacando as diversas formas de atuação política, desde o período do Brasil Colônia até chegar aos movimentos de contestação ao presidente Getúlio Vargas e ao Estado Novo (1937-1945). O visitante, ao concluir seu percurso, terá uma visão completa dos diversos avanços tecnológicos vividos nestes 70 anos, bem como as principais conquistas brasileiras relativas à ampliação do acesso ao direito ao voto.
Com curadoria da historiadora Ane Cajado e da Arte Educadora Denise Baiocchi Vianna, ambas integrantes do Museu do Voto (TSE), a mostra reúne aproximadamente 220 documentos históricos, objetos e reproduções de obras de artistas que contextualizam os períodos, como Henrique Passos, Antônio Parreiras, Pedro Américo, Frans Jansz Post, entre outros que permeiam a arte no Brasil desde o século XVII.
Entre as raridades, estão expostos um exemplar de urna de madeira fabricada pelos presidiários de Terezina em 1945, a lista de apoiadores do Partido Comunista com a assinatura do artista Mário Lago, um mapa de apuração, cédulas eleitorais utilizadas nas eleições de 1945, além de fotografias do jogador Leônidas da Silva, conhecido como Diamante Negro, que teve sua história ligada à das eleições daquele ano.
As obras históricas e reproduções pertencem aos acervos de instituições como Fundação Biblioteca Nacional, Arquivo Nacional, Fundação Getúlio Vargas, Museu Antônio Parreiras, Museu Mariano Procópio, Rijks Museum, Senado Federal, Embaixada dos Estados Unidos da América do Norte, Fundação Joaquim Nabuco, Acervo do São Paulo Futebol Clube, Arquivo Público do Estado de São Paulo, Centro de Memória do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo, do Tribunal Regional Eleitoral do Piauí e do Tribunal Regional Eleitoral do Espírito Santo, entre outros. Há ainda coleções particulares e uma coletânea de objetos e documentos que recontam a trajetória do país, de propriedade do próprio Museu e do Arquivo do TSE.
A exposição integra o calendário de comemorações alusivas aos 70 anos da Reinstalação da Justiça Eleitoral que foi idealizado pela presidência do TSE.
Durante o período da exposição, o Museu do TSE receberá escolas e grupos de estudantes para visitas guiadas com os educadores do Serviço Educativo. O agendamento, gratuito, pode ser feito pelos telefones (61) 3030-9285/9283 ou pelo e-mail museu@tse.jus.br.