Semana de Relações Internacionais 2012

Com programação definida por uma Comissão Organizadora composta exclusivamente por alunos do curso de Relações Internacionais (RI), teve lugar, de 6 a 8 de março, a Semana de Estudos de RI e Economia do 1º semestre de 2012, com a seguinte agenda:

Terça-feira – 6 de março

10h30 - A crise na Europa: o que vem pela frente?
Lorde Peter Mandelson – ex-ministro das Finanças do Reino Unido
Com comentários de
Presidente Fernando Henrique Cardoso
Embaixador Sérgio Amaral
Embaixador Rubens Ricupero

14h00 - Visita monitorada ao Museu da FAAP

19h00 - Oriente Médio: problemas econômicos e controvérsias políticas
Michel Alaby – ex-secretário-geral da Câmara de Comércio Árabe-Brasileira 
Angela Martins – diretora-executiva do Banco Pine Brasil

Quarta-feira – 7 de março

9h30 - Cooperação Internacional em Direitos Humanos
Márcio Gagliato - integrante do Mental Health Delegates do Comitê Internacional da Cruz Vermelha

14h00 - Apresentação das Missões Internacionais da FAAP

19h00 - Desindustrialização no Brasil: fato ou conjectura?
Carlos Alberto Sardemberg - jornalista – CBN/Globo
Paulo Francini – vice-presidente do Conselho Superior de Economia da FIESP

Quinta-feira – 8 de março

9h30 - Mercado de Trabalho
Roberto Macedo – assessor da Diretoria do Curso de Economia da FAAP
Luiz Francisco Toledo – assessor da Secretaria de Relações Internacionais da PMSP
Fernanda Magnotta - professora da FAAP

14h00 - Apresentação do Fórum FAAP de Discussão Estudantil

19h00 - Rio +20
Fabio Feldmann – consultor, ex-secretário do Meio Ambiente do Estado de São Paulo
Rosilene Ferrer – professora da FAAP

A primeira sessão da Semana de Estudos, que contou com a palestra do ex-ministro das Finanças do Reino Unido, Peter Mandelson, com comentários do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e dos embaixadores Rubens Ricupero e Sergio Amaral, é objeto de artigo especial à página XX.

A primeira noite da semana teve como palestrantes Ângela Martins, diretora do Banco Pine, e Michel Alaby, ex-secretário-geral da Câmara de Comércio Árabe-Brasileira, discutindo o tema Oriente Médio: problemas econômicos e controvérsias políticas. A mesa também foi composta pelo professor Gunther Rudzit, coordenador do curso de  Relações Internacionais, pelo professor Marcus Vinícius de Freitas e pela aluna Jiskia Reis, integrante da Comissão Organizadora desta Semana de Estudos.

Ângela Martins, a única especialista em finanças islâmicas no Brasil, começou sua apresentação mostrando um mapa do mundo muçulmano, ressaltando que este vai muito além da região do Oriente Médio, estendendo-se por todo o norte da África. Ela também fez um rápido relato histórico, concentrando-se no período após a Primeira Guerra Mundial, quando o Reino Unido e a França receberam um mandato da Liga das Nações para controlar aquelas regiões que faziam parte do Império Otomano. Ela identificou que é justamente neste momento que as fronteiras atuais entre os países do Oriente Médio foram traçadas sem levar em consideração as tribos, etnias e religiões. Foi nessa mesma época que as grandes reservas de petróleo começaram a ser feitas. Mas levaria mais três décadas até que, segundo a palestrante, os novos países da região descobrissem o poder deste novo recurso natural. E, apesar dessa importância, ela ressaltou o fato de quanto o Ocidente não entende esta realidade, alertando para análises muito distorcidas da chamada Primavera Árabe.

Como último ponto, a palestrante chamou a atenção da plateia sobre a relevância do mundo árabe para o Brasil, principalmente no que tange a investimento e comércio. Para exemplificar, Ângela Martins destacou que os países árabes são grandes importadores de vários produtos do mundo inteiro, mas o Brasil exporta pouco para aqueles países. Contudo, realçou que estamos no “radar deles”, uma vez que fundos soberanos e bancos daquela região estão querendo investir mais no nosso mercado. Por isso, a palestrante destacou que aquela região tem um potencial imenso para as nossas exportações, desde que haja um bom conhecimento da realidade local.

Logo em seguida, falou o ex-secretário-geral da Câmara de Comércio Árabe-Brasileira, Michel Alaby, que começou reforçando a necessidade de se entender as grandes diferenças que existem no mundo muçulmano. Como exemplo, citou a dupla denominação do Golfo Pérsico, também chamado de Golfo Árabe, dependendo do ponto de vista adotado, árabe ou iraniano. Ademais, a maioria daqueles povos fala a mesma língua, o árabe, e é da etnia sunita, com 98% de islâmicos. Ressaltou, ainda, que a população de todos os países da região compreende 361 milhões, sendo a maior população a do Egito, com 86 milhões.

Alaby destacou a importância da visita do ex-presidente Lula à região em 2003, uma vez que o último dignitário brasileiro a ter feito o mesmo foi D. Pedro II, no século XIX. Desde então, nossa corrente de comércio com a região só tem crescido, chegando em 2011 a U$ 25 bilhões, com exportações brasileiras de U$ 15 bilhões e importações de U$ 10 bilhões dos vários países da região, resultando num superávit um pouco acima dos U$ 10 bilhões.

Segundo Alaby, a visita de Lula foi um impulso para tentar mudar a pauta de nossas exportações para a região, que, infelizmente, até hoje continua baseada em commodities, chegando a concentrar mais de 80% dos produtos negociados, sendo os principais: açúcar, minérios, cereais e carnes. Os destinos de nossos produtos estão concentrados principalmente nos mercados da Arábia Saudita, do Egito, dos Emirados Árabes, da Argélia e de Omã.  Porém, o orador destacou que também existe grande potencial de aumento de negócios dos setores de construção, alimentos, moda e maquinários.
De nossa parte, importamos principalmente commodities, com pauta dominada por combustíveis minerais e outros insumos muito importantes para o sucesso de nossa agricultura, como adubos e, com menor participação, sal, enxofre, gesso, cal e cimento. Os maiores fornecedores desses produtos são a Argélia, Arábia Saudita, Marrocos, Iraque e Emirados Árabes.

Encerrando sua fala, Alaby afirmou que nossas relações econômicas não se dão somente na esfera comercial, havendo um grande mercado financeiro a ser explorado. Lembrou que hoje o Brasil já é o segundo maior destino de investimentos em fusões e aquisições fora da região muçulmana, fazendo-se necessário, portanto, despertar o interesse dos brasileiros para esse potencial econômico.

O segundo dia da Semana de Estudos teve início com a discussão do lado mais humanitário das Relações Internacionais, com a palestra de Marcio Gagliato, psicólogo de formação e integrante da Cruz Vermelha Internacional. Ele abordou o tema Cooperação Técnica Internacional em Direitos Humanos. Compuseram a mesa o professor Gunther Rudzit, o professor Hélio Michelini Pellaes Neto e a aluna Pamella Caridá, da Comissão Organizadora.

O palestrante começou sua exposição afirmando que este é um tema novo no Brasil, mas que atrai muito o interesse do público e da mídia. Relatou, em seguida, como foi sua entrada neste campo de atividade, participando em ONGs na periferia de São Paulo, o que lhe deu muita experiência, e depois em outros países. E, como ressaltou, essa é uma “porta de entrada” muito boa para aqueles que quiserem atuar internacionalmente. Contudo, destacou, não será fácil, assim como não foi para ele, tendo-se que, para tanto, insistir muito e não desistir quando não se obtiver um resultado positivo imediatamente. Disse que, por possuir uma formação mais técnica, consegue realizar uma análise mais social e subjetiva dos processos que envolvem este campo de atuação, o que tem sido muito proveitoso para sua carreira profissional.

Abordando sua experiência internacional, relatou já ter ficado muito espantado com algumas situações que vivenciou, pois, como quase todos os que vão para a ajuda humanitária, a busca do ideal estava presente, visão esta que chama de uma visão romântica da realidade. Contudo, há uma tendência entre as organizações não governamentais da área humanitária de adotarem cada vez mais práticas do mundo corporativo, razão pela qual há crescente valorização de profissionais com MBA, ao invés de um mestrado ou doutorado em Ciências Sociais. Além do mais, há uma grande necessidade de se entender a lógica política implícita, pois o jogo político é muito pesado por trás das decisões tomadas.

Após esse relato pessoal, passou a descrever dois casos que teve a oportunidade de acompanhar, o de Timor Leste e o de Ruanda. Mesmo indo para esses dois países decorridos vários anos dos massacres lá acontecidos, Marcio Gagliato pôde descrever muito vividamente as circunstâncias dos mesmos, exibindo fotos dos lugares onde esteve, o que comoveu muito a plateia. Foi graças a essas experiências que ele aprendeu a expressão “circo da ajuda humanitária”, em uma alusão ao “circo da Fórmula 1”, que atrai a mídia internacional. Essa correlação, diz, “é muito próxima, uma vez que os meios de comunicação ocidentais buscam constantemente matérias para suas pautas”. Mas quando surge uma nova crise, situações antigas são esquecidas quase sempre sem terem seus problemas resolvidos.

Marcio Gagliato deixou uma mensagem muito tocante no final de sua exposição, pedindo que os alunos da plateia nunca se esqueçam do compromisso social da sua profissão, pois é isso que vai ajudar a modificar o mundo. Por sua sensível exposição, demoradamente aplaudido.

A segunda noite da programação teve como tema a Desindustrialização no Brasil: fato ou conjectura, contando com a presença do jornalista Carlos Alberto Sardemberg e do diretor de assuntos econômicos da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), Paulo Francini. A mesa foi ainda comporta pelos professores Gunther Rudzit e Manuel Nunes, coordenador de Ciências Econômicas, além do aluno Bruno de Gennaro, membro da Comissão Organizadora.

O primeiro a falar foi Sardemberg, que procurou fazer um grande panorama sobre as transformações que o mundo e o Brasil passaram nos últimos anos. Ele começou destacando os fatos internacionais que julga mais importantes resultantes da crise econômica de 2008, como o colapso do sistema financeiro que se seguiu, a crise bancária na Europa, a primavera árabe, chegando aos desastres do Japão e, finalmente, o impasse político nos Estados Unidos sobre o orçamento federal.  O resultado é o parco crescimento no mundo desenvolvido contrapondo-se à grande novidade, o forte crescimento do mundo em desenvolvimento. Como este foi acompanhado de significativo aumento do padrão de vida de elevada parcela de sua população, ocorreu um incremento da demanda por alimento, energia, habitação e artigos eletrônicos.

Neste quadro, prosseguiu o palestrante, o Brasil vem se destacando, já que o País também passou por grandes mudanças. Sardemberg realçou que esse crescimento econômico foi possível porque os últimos governos conseguiram alcançar a estabilidade macroeconômica, juntamente com o forte crescimento global até o ano de 2008, e a forte demanda da China por alimentos, commodities metálicas e petróleo. Resumindo essa realidade, Sardemberg destacou que as exportações brasileiras para a China passaram de U$ 1,5 bilhão em 2001 para U$ 45 bilhões em 2011. Além disso, o Brasil também passou a ser credor internacional, uma vez que conseguiu acumular reservas internacionais maiores que a nossa dívida.

Por fim, afirmou que nossa indústria passa por uma grave crise de crescimento e falta de competitividade, pois tem que enfrentar uma alta carga tributária e baixo investimento público em infraestrutura. Assim, Sardemberg sustentou que baixo desempenho do setor industrial verificado no último ano deverá perdurar nos próximos anos, caso esses problemas não sejam resolvidos.

Falando a seguir, Paulo Francini iniciou sua exposição apresentando uma série de dados e gráficos mostrando que todos os países desenvolvidos e com grande população passaram, em algum momento, pelo processo de industrialização, fator muito importante, pois este setor da economia traz grande produtividade para todos os demais setores.

Indo direto ao tema da noite, o palestrante perguntou: por que a indústria brasileira vai mal nos dias de hoje?

Isto se deve, segundo o expositor, ao que chamou de um “conjunto de estrelas hostis”, ou seja, uma taxa de câmbio desfavorável, sistema tributário confuso, incentivos à importação por alguns governos estaduais, elevadíssima taxa de juros do sistema bancário, carga tributária altíssima e uma logística ruim e cara. Essa combinação fez com que a participação da indústria na composição do produto interno bruto (PIB) brasileiro caísse de 32% no início da década de 1980 para praticamente a metade em 2011, o que caracterizaria uma desindustrialização. E pior ainda, uma desindustrialização precoce, uma vez que vários outros países passaram pelo mesmo processo, mas quando a renda média da população estava ao redor de 20 mil dólares anuais. Esse quadro é pior para nós porque a renda média anual brasileira é a metade desse valor, acarretando a perda da oportunidade de dar melhores salários aos trabalhadores, levando também a uma perda do dinamismo da economia como um todo.

A manhã do último dia da Semana de Estudos focalizou diversos aspectos do Mercado de Trabalho, um tema que sempre desperta grande interesse dos estudantes, independentemente do curso que estejam fazendo.

Com a moderação do vice-diretor do Curso de RelInter, professor Luiz Alberto Machado, a sessão contou com os depoimentos do professor Roberto Macedo e dos ex-alunos de Relações Internacionais da FAAP, Luiz Francisco Toledo e Fernanda Magnotta. Completando a mesa, a integrante da Comissão Organizadora, Mayra Barbosa.

Roberto Macedo, ex-secretário de Política Econômica na gestão do ministro Marcílio Marques Moreira e autor do livro Seu diploma, sua prancha: como escolher a profissão e surfar no mercado de trabalho? (Editora Saraiva), fez uma análise das tendências do mercado de trabalho, considerando três variáveis: a vocação, a profissão e a ocupação. (figura 1).

Figura 1 – A dinâmica vocação – profissão – ocupação no mercado de trabalho.

Depois de discorrer sobre as mudanças que ocorrem no mercado de tempos em tempos, o que exige um acompanhamento permanente por parte dos interessados, Macedo afirmou que atualmente prevalece certo descolamento entre profissão e ocupação. Em decorrência disso, a não ser em áreas muito específicas, tais como medicina, veterinária e outras afins, há uma enorme quantidade de pessoas exercendo ocupações em atividades não diretamente relacionadas com sua profissão, ou seja, com as atividades típicas formados por um determinado curso. Ilustrando sua afirmação, Macedo deu o exemplo do mercado financeiro, outrora reduto de economistas e administradores, que hoje se encontra infestado de engenheiros, que se beneficiam pela excelente formação em métodos quantitativos obtida na graduação, complementada posteriormente com cursos de especialização em economia e finanças.

Falando a seguir, Luiz Francisco Toledo, assessor da Secretaria de Relações Internacionais da Prefeitura Municipal de São Paulo, fez questão de enfatizar a importância das experiências vividas durante o curso universitário. Entre elas, teve oportunidade de ser presidente do Diretório Acadêmico Roberto Simonsen, de participar de várias edições do Encontro Nacional de Estudantes de Relações Internacionais e até de integrar um grupo de alunos de RI que foi apresentar um trabalho no Fórum Social Mundial realizado em Mumbai, Índia, contando para tanto com o apoio das Diretorias do Curso de Economia e da Diretoria Executiva da FAAP.

Deste período, Kiko, como é mais conhecido, ressaltou a importância dos contatos realizados, ponto de partida para um network (rede de relacionamentos), cuja importância torna-se cada vez maior para a carreira profissional de qualquer indivíduo.

Na sequência de seu depoimento, Kiko relatou sua trajetória profissional, que incluiu um período no exterior, também essencial para amadurecimento e obtenção de conhecimento de outras culturas, aspecto essencial para um internacionalista.

O fato de estar trabalhando na Secretaria de Relações Internacionais da Prefeitura de São Paulo foi apontado como um exemplo típico da rapidez das mudanças que caracteriza o mundo atual, uma vez que, até bem pouco tempo atrás, cuidar das relações internacionais era atribuição exclusiva do governo federal.

Encerrando a série de exposições da sessão matutina, a ex-aluna Fernanda Magnotta, que já faz parte do quadro docente da FAAP, ministrando aulas no curso de Relações Internacionais, paralelamente, ao doutorado no Instituto San Tiago Dantas, falou sobre a carreira acadêmica, uma das possibilidades de trabalho para estudantes de qualquer área do conhecimento.

Desmistificando a ideia amplamente difundida do acadêmico como aquele profissional que só pode fazer pesquisas e dar aulas, Fernanda Magnotta mostrou a vasta gama de possibilidades para profissionais que enveredam pela carreira acadêmica, desde que seja desenvolvida de forma séria e com elevado comprometimento. Para tanto, três qualificações são absolutamente fundamentais: vocação, disposição e humildade.

A figura 2 sintetiza a excelente exposição de Fernanda Magnotta, que em seu primeiro semestre como integrante do quadro docente do Curso de RelInter, foi indicada como melhor professora na avaliação semestral realizada pelos alunos.

Figura 2 – O mundo acadêmico.

Fechando a sessão, o professor Luiz Alberto Machado falou, seguramente expressando o sentimento de muitos colegas, sobre o orgulho de poder acompanhar o rápido desenvolvimento da carreira de alunos, como Kiko e Fernanda Magnotta, para cuja formação teve alguma forma de contribuição. “Não há nada mais gratificante para um professor do que ver o sucesso de seus antigos alunos”, afirmou.

A última sessão noturna da Semana de Estudos teve como tema Rio+20, com o ambientalista Fabio Feldmann como palestrante. Completando a mesa, os professores Gunther Rudzit e Josilene Ferrer, além da aluna Mayra Barbosa, da Comissão Organizadora.

O orador começou afirmando que a reunião que acontecerá em julho deste ano na cidade do Rio de Janeiro é o resultado de um longo caminho de mais de quarenta anos de discussões sobre o meio ambiente, que teve início em 1972, em Estocolmo na Suécia, com a conferência O Homem e a Biosfera. Contudo, somente um chefe de Estado esteve presente ao evento, a indiana Indira Ghandi, que via a iniciativa de preservação do meio ambiente como uma conspiração contra o desenvolvimento dos países pobres.

Feldmann continuou relatando que somente nos anos 1980 é que se passou a ter a percepção de que o homem era capaz de afetar o clima em escala global. Este fato veio com uma imagem de satélite do buraco na camada de ozônio sobre a Antártida, que foi causado pelo uso do componente químico CFC. Nesta mesma década, continuou Feldmann, os dados sobre desmatamento, coletados pela primeira vez pelo governo brasileiro, indicavam que a real área desmatada na Amazônia era muito maior do que se calculava, jogando o Brasil na berlinda das discussões sobre o meio ambiente. Como consequência destes fatos, deu-se a convocação por parte da ONU para uma nova conferência, que ficou conhecida como Rio 92, e que teve como pontos importantes o reconhecimento e participação da sociedade civil, principalmente com as ONGs nos debates, e quatro produtos: a Agenda 21, a Declaração do Rio, a Convenção da Biodiversidade e a Convenção Quadro do Clima.

Feldmann tentou mostrar a conjuntura prevista para a nova reunião internacional, a ser realizada vinte anos depois. Nesta conjuntura, destacou o fato da situação ser muito mais grave do que se imaginava, em decorrência do último relatório do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC em inglês). Aquele relatório afirma, com 98% de certeza, que as ações humanas são responsáveis pelo aquecimento, o qual deverá ficar entre 1,8° e 6,0° C até o fim deste século. Por outro lado, ressaltou ainda que há uma grande mudança à vista, já que o setor empresarial percebeu seu papel e suas responsabilidades frente ao aquecimento global.

Encerrando sua preleção, Feldmann asseverou que os desafios são enormes, uma vez que o consenso é que até o ano de 2020 deveríamos estabilizar as emissões dos gases de efeito estufa, e até 2050 reduzi-los em 80%. Contudo, será muito difícil alcançar estes objetivos, uma vez que a presidente Dilma Rousseff, do país anfitrião, não tem mostrado até agora a liderança necessária para conduzir as negociações neste sentido, fazendo com que a sociedade civil tenha que se mobilizar para reverter este quadro.

Fotos e legendas

Foto 1 – Flagrante da exposição de Ângela Martins, diretora-executiva do Banco Pine Brasil, observada pelo ex-secretário-geral da Câmara de Comércio Árabe-Brasileira, Michel Alaby, pelo professor Gunther Rudzit e pela aluna Jiskia Reis, na sessão que teve por foco os problemas econômicos e políticos do Oriente Médio.
Foto 2 – Gunther Rudzit, coordenador do curso de Relações Internacionais, Jiskia Reis, Maysa Barbosa, o palestrante Marcio Gagliato, Pamella Caridá, Bruno de Gennaro e Helio Michelini Pellaes Neto, professor de Cooperação Internacional.
Foto 3 – Marcio Gagliato, do Mental Health Delegates do Comitê Internacional da Cruz Vermelha, em sua aplaudida apresentação sobre Direitos Humanos.
Foto 4 – Cristina Novaes, presidente da Câmara de Comércio Brasil Panamá, expondo aos alunos detalhes da Missão Estudantil ao Panamá, a ser realizada em outubro de 2012, tendo à sua esquerda a professora Raquel Maria de Almeida Rocha, coordenadora de Projetos de Iniciação Científica do Curso de RelInter, e à sua direita a aluna de RI Fernanda Magele, estagiária da Câmara de Comércio e idealizadora da Missão Estudantil.
Foto 5 – Integrantes da Comissão Organizadora da Semana de Estudos, Maysa Barbosa, Jiskia Reis, Pamella Caridá e Bruno de Gennaro, ao lado dos palestrantes Carlos Alberto Sardemberg e Paulo Francini, vice-presidente do Conselho Superior de Economia da FIESP.
Foto 6 – Jornalista Carlos Alberto Sardemberg.
Foto 7 – Tomada geral da mesa de trabalhos da sessão sobre o mercado de trabalho, com o professor Roberto Macedo, a professora Fernanda Magnotta, o vice-diretor do Curso de RelInter, Luiz Alberto Machado, o assessor da Secretaria Municipal de Relações Internacionais, Luiz Francisco Toledo, e Maysa Barbosa, integrante da Comissão Organizadora da Semana de Estudos.
Foto 8 – Professor Roberto Macedo.
Foto 9 – Em todas as sessões, os diversos auditórios da FAAP utilizados para a Semana de Estudos tiveram plena ocupação de alunos e professores dos cursos de Relações Internacionais e Ciências Econômicas.
Foto 10 – Luiz Francisco Toledo, o Kiko, formado em RI pela FAAP, atual assessor da Secretaria Municipal de Relações Internacionais, cujo secretário, Alfredo Cotait, tem sido presença constante nos eventos promovidos pela FAAP.
Foto 11 – O secretário-geral Guilherme Vieira explica aos alunos recém-ingressados na FAAP como funciona o Fórum FAAP de Discussão Estudantil.
Foto 12 – Detalhe da exposição do ambientalista Fabio Feldmann sobre a Rio + 20.
Foto 13 – Josilene Ferrer, professora de Meio Ambiente do curso de Relações Internacionais da FAAP, fazendo seus comentários a respeito da palestra sobre a Rio + 20.

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sexo

Para fins de atendimento de políticas de diversidade, em alguns casos para cumprimento de obrigação legal, bem como para métricas de inscrições ou contratações de colaboradores.

Dados bancários ou de cartão de crédito ou débito

Necessário para processamento de pagamentos, armazenados parcialmente após a transação.
Dados bancários de colaboradores são tratados para fins de deposito de salário.

Foto.

Identificação, autenticação, prevenção à fraude, acervo histórico da feira, divulgação dos participantes.

Voz, quando há contato por meio de algum dos canais de Serviço de Atendimento ao Consumidor (gravação do atendimento);

Poderá acontecer gravação do atendimento para fins de exercício regular de direitos.

Preferências por produtos, serviços e atividades específicas, sendo essas informações fornecidas pelo próprio consumidor, ou deduzível a partir da forma como ele usa os produtos e serviços;

Melhorar a sua experiência em nossos sites e personalização de ofertas e recomendações personalizadas

Histórico navegação para eventual uso de ofertas e recomendações personalizadas

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Informações sobre quais páginas foram acessadas pelo Usuário, qual é seu navegador, seu sistema operacional, seu IP, entre outros Algumas páginas do Portal também podem armazenar cookies, que consistem em pequenos arquivos instalados por sites nos computadores quando o navegador de internet é usado. Esses arquivos permitem identificar se um mesmo aparelho já fez uma visita anterior ao Portal, e se o Usuário tem ou não Cadastro.

Aperfeiçoar e customizar o atendimento aos usuários.

(para maiores esclarecimentos sobre os dados recolhidos através de cookies, web beacons e outras tecnologias, consulte nossa Política de Cookies)

INFORMAÇÕES DE USUÁRIOS DOS SITES, CANDIDATOS, COLABORADORES E ALUNOS
DADOS PESSOAIS COLETADOS
FINALIDADE

Dados relacionados à saúde de seus colaboradores e alunos, como atestados médicos, receitas e medicações

Prestar socorro imediato quando necessário, atendimento em ambulatório, abono de faltas

Dados relacionados à deficiência física e dados relacionados à crianças especiais, incluindo informações médicas e psicológicas

Para fins execução dos serviços contratados, atendimento à Lei de inclusão

Quaisquer Dados fornecidos pelos Usuários serão armazenados pelo tempo necessário para o atendimento de suas finalidades e a FAAP envidará os melhores esforços na manutenção da confidencialidade integridade e disponibilidade das informações que forem fornecidas.

TODOS OS DADOS PESSOAIS COLETADOS DOS USUÁRIOS SERÃO INCORPORADOS A BASE DE DADOS DA FAAP ATENDENDO AOS PRINCÍPIOS E BASES LEGAIS PREVISTAS NA LEGISLAÇÃO.

PARA FACILITAR O SEU ENTENDIMENTO, A FAAP PODERÁ UTILIZAR AS INFORMAÇÕES COLETADAS DOS USUÁRIOS, INCLUSIVE POR MEIO DE COOKIES, PARA OS SEGUINTES PROPÓSITOS GERAIS:

  • INFORMAR A RESPEITO DE SUAS ATIVIDADES, INCLUINDO EVENTOS, PEÇAS TEATRAIS E OFERTA DE CURSOS, POR CORREIO ELETRÔNICO MALA DIRETA, SMS OU OUTROS MEIOS DE COMUNICAÇÃO;
  • MANTER ATUALIZADOS OS CADASTROS DOS USUÁRIOS PARA FINS DE CONTATO POR TELEFONE, CORREIO ELETRÔNICO MALA DIRETA, SMS OU OUTROS MEIOS DE COMUNICAÇÃO;
  • ELABORAR ESTATÍSTICAS GERAIS, SEM QUE HAJA IDENTIFICAÇÃO DO USUÁRIO;
  • RESPONDER ÀS DÚVIDAS E SOLICITAÇÕES DO USUÁRIO;
  • REALIZAR CAMPANHAS DE COMUNICAÇÃO E MARKETING DE RELACIONAMENTO;
  • COMUNICAR-SE COM O USUÁRIO, A FIM DE LHES DAR INFORMAÇÕES ADMNISTRATIVAS;
  • CUMPRIMENTO DE OBRIGAÇÕES LEGAIS, INCLUINDO REGULAMENTOS SETORIAIS E REGRAS FISCAIS; E
  • EXERCÍCIO REGULAR DE DIREITO EM PROCESSO JUDICIAL, ADMINISTRATIVO OU ARBITRAL

Sempre que as finalidades de tratamento depender de autorização expressa do Usuário, esta será solicitada no momento do cadastro físico ou digital, na contratação dos serviços educacionais, contrato de trabalho ou por ações específicas conforme necessidade.

DADOS PESSOAIS DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES

Considerando a prestação de serviços educacionais também à nível do ensino fundamental e médio, ao concordar com os termos desta Política de Privacidade, o responsável legal, afirma ter ciência de que serão coletados dados pessoais necessários para a execução dos serviços, assim como para cumprimento de obrigações legais e exercício regular de direitos, inclusive para armazenamento após o termino do contrato, sendo que a não concordância com os respectivos tratamentos, acarreta na impossibilidade de prestação dos serviços educacionais.

O responsável legal, toma ciência de que no caso de revogação do consentimento ou oposição a qualquer tratamento, após serem coletados os dados, estes permanecerão armazenados, quando necessário para atendimento de obrigações legais e exercício regular de direitos.

Nas demais hipóteses de tratamento será coletado o consentimento no contrato de matrícula ou em outro momento oportuno.

COMPARTILHAMENTO DE DADOS PESSOAIS

O banco de dados formados pelo cadastro, matrícula ou qualquer outro meio junto à FAAP é de propriedade desta e será compartilhado apenas para as finalidades específicas de execução do contrato (o que pode incluir compartilhamento com parceiros, prestadores de serviços/operadores e suboperadores.

No caso do setor de carreiras, os dados dos alunos que se candidatam às vagas, poderão ser compartilhados com as empresas parceiras e solicitantes do encaminhamento de currículos, para seleção e contratação

Além disso, a FAAP poderá compartilhar dados pessoais de sua base com parceiros, sempre que for em benefício aos titulares de dados pessoais, desde que devidamente autorizados, quando o tratamento não tiver justificativa nas demais hipóteses legais excludentes do consentimento.

No caso de parceria com Universidades de outros países poderá ocorrer a transferência internacional dos dados pessoais, ficando ciente o aluno, deste tratamento quando tiver como base a execução dos serviços a serem prestados ou será coletado o consentimento para ações independentes.

Em todo compartilhamento, a FAAP prezará pelo comprometimento dos operadores e parceiros envolvidos no tratamento dos dados pessoais, utilizando-se de cláusulas contratuais e protocolos de segurança que garantam a proteção e privacidade dos dados que lhes foram compartilhados exigindo o mesmo nível de proteção destes agentes.

Todo compartilhamento será pautado no princípio da necessidade atentando-se ao mínimo necessário para atingir às finalidades esperadas.

Exemplo de compartilhamentos:

  • Outras universidades para fins de parcerias em eventos;
  • Com empresas parceiras para concessão de benefícios;
  • Com autoridades judiciais, mediante determinação legal.

Poderão ser compartilhados com quaisquer parceiros, dados estatísticos como índice de alunos ou colaboradores por gênero, região de moradia, idade, entre outros, desde que anonimizados e os dados cujo compartilhamento foi expressamente autorizado pelo titular e/ou responsável.

A não ser por obrigação legal, incluindo determinação judicial, ou autorização expressa, os Dados do usuário jamais serão transferidos a terceiros que não sejam parceiros ou empresas autorizadas pela FAAP ou usadas para finalidades diferentes daquelas para as quais foram coletadas e informadas ao titular.

ARMAZENAMENTO DOS DADOS PESSOAIS:

Os dados coletados são armazenados em servidores externos, localizados no exterior e alguns dados permanecem em servidor próprio.

Os dados são armazenados em ambiente seguros e controlados, incluindo dados de acesso e registros de logs, sempre em atendimento aos prazos legais.

DA ATUALIZAÇÃO E VERACIDADE DOS DADOS FORNECIDOS

O USUÁRIO GARANTE A VERACIDADE E EXATIDÃO DOS DADOS QUE FORNECER À FAAP, OU SEJA, A FAAP NÃO TEM QUALQUER RESPONSABILIDADE NO CASO DE INSERÇÃO DE DADOS FALSOS OU INEXATIDÃO DOS DADOS PESSOAIS INFORMADOS PELO USUÁRIO À FAAP.

É de responsabilidade do próprio titular ou responsável legal (quando aplicável) a ratificação ou retificação das informações fornecidas, quando necessário.

DOS DIREITOS DO TITULAR DOS DADOS PESSOAIS

A Lei garantiu ao Usuário determinados direitos em relação às informações pessoais que estão sob a tutela da FAAP, em função das coletas e tratamentos realizados, esses direitos estão elencados no art. 18º, quais sejam:

  • confirmação da existência de tratamento;
  • acesso aos dados;
  • correção de dados incompletos, inexatos ou desatualizados;
  • anonimização, bloqueio ou eliminação de dados desnecessários, excessivos ou tratados em desconformidade com a Lei;
  • portabilidade dos dados a outro fornecedor de serviço ou produto, mediante requisição expressa, de acordo com a regulamentação da autoridade nacional, observados os segredos comercial e industrial; (ANPD ainda irá regulamentar sobre a portabilidade)
  • eliminação dos dados pessoais tratados com o consentimento do titular.
  • informação das entidades públicas e privadas com as quais o controlador realizou uso compartilhado de dados;
  • informação sobre a possibilidade de não fornecer consentimento e sobre as consequências da negativa;
  • revogação do consentimento;

Além disso, o titular poderá solicitar cópia de seus próprios dados pessoais e opor-se à recepção de mensagens de marketing. Neste caso o descadastramento destas mensagens poderá ser feito pelo e-mail faleconosco@faap.br.

Esclarecemos que ao optar por não receber mensagens de marketing não significa que deixará de receber mensagens relacionadas com os seus cursos e outras informações administrativas.

CASO VOCÊ QUEIRA ENTRAR EM CONTATO PARA OBTER MAIS INFORMAÇÕES SOBRE O TEMA, REGISTRAR UMA RECLAMAÇÃO OU FAZER QUALQUER REQUISIÇÃO RELACIONADA AO TRATAMENTO DE DADOS PESSOAIS EFETUADO PELA FAAP, ENTRE EM CONTATO PELO E-MAIL PRIVACIDADE@FAAP.BR

FAAP busca tratar e armazenar os seus dados somente durante o tempo estritamente necessário. Na hipótese de tratar-se de aluno os dados serão mantidos e compartilhados com as autoridades em obediência a prescrições legais.

Antes de solicitar exclusão de dados verifique o enquadramento: (i) necessidade de armazenamento por período exigido em lei; (ii) pelos períodos legalmente definidos para fins de investigação e ações judiciais; e (iii) pagamentos e faturas e demais obrigações de natureza fiscal.

DO NÃO FORNECIMENTO DOS DADOS:

O não fornecimento dos dados pessoais necessários para execução do contrato acarretará na impossibilidade de contratação e de execução dos serviços.

No caso do teatro FAAP, o não fornecimento dos dados pessoais na aquisição dos ingressos, mediante compra física, poderá acarretar na ausência de contato e comunicação no caso de situações emergenciais, como por exemplo, no caso de cancelamento de eventos.

Outros dados quando não indicados como obrigatórios e coletados com base no consentimento poderá impossibilitar algumas ações propostas para beneficiar os titulares.

COMO SERÃO PROTEGIDAS AS INFORMAÇÕES PESSOAIS?

A FAAP empenha-se em tomar todos os tipos de medidas administrativas, técnicas e físicas de cunho preventivo em relação à segurança e privacidade durante a execução de suas atividades envolvendo dados pessoais, desde o treinamento e conscientização dos colaboradores, até o uso de tecnologias de criptografia e firewall avançadas.

Se nossos sites possuírem ligações com sites de terceiros, é possível que durante sua navegação você seja direcionado a esses sites. Nesses casos, a responsabilidade sobre a segurança e proteção dos seus dados caberá aos referidos terceiros, de forma que recomendamos a leitura dos termos de uso, políticas de privacidade e de cookies dos respectivos sites.

Este cenário também se aplica às hipóteses em que você divulgue seus dados pessoais em plug-ins sociais e sites de busca. Nesses casos, o tratamento dos dados será realizado pelos terceiros em questão e, novamente, sugerimos a leitura dos termos de uso, política de privacidade e de cookies destes respectivos sites/terceiros.

INEXISTÊNCIA DE VÍNCULO

O presente instrumento e as obrigações e direitos aqui previstos não importam na criação de qualquer vínculo trabalhista, societário, de parceria ou associativo entre o Usuário e a FAAP, sendo excluídas quaisquer presunções de solidariedade entre ambos no cumprimento de suas obrigações.

EVENTOS DE CASO FORTUITO E FORÇA MAIOR

A FAAP não se responsabiliza por quaisquer eventos oriundos de caso fortuito ou força maior, assim entendidas as circunstâncias imprevisíveis e inevitáveis que impeçam, total ou parcialmente, a execução das obrigações assumidas.

DO ENCARREGADO PELO TRATAMENTO DE DADOS PESSOAIS DA FAAP

Atendendo aos requisitos e nos termos da LGPD, a FAAP nomeou o encarregado (DPO) pela proteção de dados pessoais, cuja é o responsável pelas orientações e atendimentos relacionados ao tema.

Para entrar em contato:

Para quaisquer dúvidas ou demandas relacionadas especificamente ao tema proteção de dados pessoais, o atual Encarregado poderá ser contatado conforme dados a seguir:
DPO: Cristina Sleiman – privacidade@faap.br
Endereço para correspondência: RUA ALAGOAS, Nº903 – HIGIENÓPOLIS – setor jurídico

DISPOSIÇÕES FINAIS

A FAAP reserva-se o direito de modificar, acrescentar ou remover conteúdos e partes desta política a qualquer momento e a seu exclusivo critério. Neste caso a FAAP informará aos titulares de dados sobre atualizações de suas Políticas, o que não isenta o titular de consultá-la com regularidade. Recomendamos que você consulte esta política quando tiver alguma dívida e sempre que navegar por nossos sites

Os direitos e obrigações decorrentes deste documento poderão ser cedidos a qualquer empresa pertencente à FAAP. Na eventualidade de qualquer das disposições deste documento vir a ser considerada nula, anulável ou inaplicável, por qualquer razão, as demais disposições deste contrato permanecerão em vigor e inalteradas, continuando a vincular as partes.

Ao navegar pelo Portal FAAP, você aceita guiar-se pelos Termos de Uso e Políticas de Privacidade e de Cookies, que se encontrarem vigentes na data de seu acesso, portanto, deve verificar os mesmos previamente cada vez que visitar o Portal FAAP.

Este instrumento será regido e interpretado de acordo com a legislação brasileira, eleito o Foro da Comarca de São Paulo, Estado de São Paulo, para questões a ele relativas, com renúncia expressa a qualquer outro.

Data da atualização desta Política: novembro/2021