Semana de Relações Internacionais 2006

Semana de RI analisa experiências pessoais e profissionais em Relações Internacionais

A VI Semana de Relações Internacionais teve como tema "In the Front Line: as experiências pessoais de quem faz relações internacionais". As palestras foram abertas pelo Embaixador Rubens Ricupero, Diretor do Curso de RelInter, que destacou a diversificação das áreas em Relações Internacionais e a diferença do enfoque deste ano, tendo em vista que ano passado o tema central foi a internacionalização das empresas brasileiras. O Embaixador destacou a importância dessa faceta humana da agenda internacional, tão importante hoje em um mundo conturbado por tantos conflitos e desigualdades. 

Em seguida, o Embaixador Ricupero passou a palavra ao primeiro palestrante, o ex-Ministro da Justiça José Gregóri, que proferiu sua palestra sobre "O Brasil nas Nações Unidas". O Ministro Gregóri começou destacando que a história da humanidade é marcada por conflitos, mas ao mesmo tempo pela busca da paz, fato explicitado pela criação da Organização das Nações Unidas, que teve por objetivo eliminar o flagelo da guerra.

Gregóri destacou que hoje, com quase duas centenas de países, a ONU reflete uma realidade diversificada e desigual da sua criação. Com a diminuição das guerras entre Estados, os grandes problemas enfrentados pela humanidade não serão resolvidos se combatidos isoladamente por cada país, ainda mais que com a globalização, os Estados falidos afetam a todos, inclusive os desenvolvidos. Por isso, por meio da ONU, é possível encontrar soluções mais adequadas para essas questões.

No segundo dia de palestras, Guilherme Lustosa da Cunha, ex-representante do Alto Comissariado das Nações Unidas para Regugiados (ACHNUR), analisou o papel da ONU no cenário internacional. Em 2005 a ONU completou 60 anos de existência. Kofi Annan, Secretário-Geral das Nações Unidas, defende um plano de reformas para que possa continuar existindo e continue a desempenhar seu papel de compromisso com a preservação da dignidade humana.

O projeto das Nações Unidas no século XX foi um projeto para a construção da uma civilização no longo prazo. Se a ONU for capaz de convencer de que alguns valores, idéias, comportamentos, devem fazer parte das Relações Internacionais, o mundo estará a caminho de tornar-se um lugar melhor.

A ONU é o reflexo dos seus membros no cenário internacional. A partir desse diagnóstico torna-se claro que a ONU está em crise porque o mundo está em crise. Nos últimos anos o mundo atravessou por uma revolução vertiginosa das Relações Internacionais. A crise pode ser atribuída a três diferentes razões: a) durante a Guerra Fria havia uma estabilidade relativa entre Leste e Oeste, através do direito de veto. Com o colapso do poder da União Soviética, cresceu o poder dos Estados Unidos; b) o atentado terrorista de 11 de Setembro e c) a decisão unilateral norte-americana de invadir o Iraque, em que houve uma ruptura do consenso no Conselho de Segurança das Nações Unidas.

A reforma da ONU é uma necessidade, porém a proposta de Kofi Annan foi truncada e resultou em um parco e precário programa que precisará ser examinado na próxima Assembléia Geral. O Conselho de Segurança precisa ser reformado, porém a proposta está bloqueada devido ao veto americano à participação da Alemanha e ao veto chinês em relação à participação do Japão. 

Além das dificuldades de se chegar a um acordo em torno do plano de reformas a ser adotado, a ONU precisa de mais recursos para desenvolver as suas atividades assim como de um mandato político claro. Face aos desafios mundiais da pobreza extrema em algumas áreas do mundo, à necessidade de água potável, à preservação dos direitos humanos, à desnuclearização e à necessidade do desenvolvimento econômico para todos os países, as Nações Unidas têm um importante papel a cumprir. Entretanto, para poder desempenhar satisfatoriamente o seu papel, a ONU precisaria contar com os recursos legais, humanos e materiais adequados a tão importante missão.

No terceiro dia, o "Brasil no Haiti" foi o foco das discussões, com o Coronel Floriano Peixoto, do Exército. De acordo com ele, a atual missão brasileira nesse país caribenho é a última de um total de trinta e quatro participações anteriores de tropas nacionais em missões de paz da ONU. O Brasil assumiu o comando das tropas de paz em maio de 2004, sendo que hoje, com a presença de 1200 militares brasileiros, essa já se tornou a maior participação nacional nesse tipo de operação.

O Coronel Peixoto repassou a história haitiana para que os alunos tivessem um melhor conhecimento sobre a realidade desse país e o contexto da presença brasileira, pois só assim, segundo ele, se pode entender a complexidade dos objetivos da missão e ter a noção dos problemas ambientais, administrativos e políticos que as tropas brasileiras estão enfrentando.

Apesar de todos estes problemas, o Coronel Floriano Peixoto ressaltou que não há somente o lado negativo nesta Missão. De acordo com a visão do oficial, vale destacar, a estabilidade política do Haiti é de grande importância para a região, o que reflete em ganhos políticos para o Brasil que está no comando desta operação e, por fim, a experiência que o Exército brasileiro está adquirindo para as suas tropas.

No último dia de palestras, a Sra. Carolina Larriera falou sobre "O Timor Leste e a atuação da UNTAET (United Nations Transnational Admnistration in East Timor)". A palestrante iniciou sua explanação destacando que se tratava de uma experiência pessoal, e não como funcionária da ONU. Dito isto, ela procurou destacar a importância cada vez maior que se deve dar às ações que levam à resolução de conflitos, e não somente estudá-los, ressaltando o papel das Nações Unidas neste enfoque.

Diante disto, Carolina Larriera passou a relatar sua experiência na Administração Transitória do Timor Leste, nome oficial da Missão da ONU neste novo país. A atuação desta organização internacional merece ser destacada, pois, segundo a palestrante, este foi um projeto totalmente novo para as Nações Unidas, ou seja, a construção de toda a infra-estrutura política, administrativa e econômica de um Estado que acabava de conseguir sua independência.

Foi nesta tarefa de construção do Timor que o brasileiro, funcionário de carreira da ONU, se destacou. De acordo com Carolina Larriera, o Conselho de Segurança somente aprovou o envio desta Missão, sem, contudo, especificar as ações que deveriam ser desenvolvidas, já que não há um manual das Nações Unidas de como construir um novo país. Por isso ela destacou a importância que Vieira de Melo teve na realização bem sucedida desta tarefa, pois foi graças à experiência dele em outras missões assim como à personalidade cativante, que Sergio Vieira de Melo conseguiu o apoio de toda a população timorense. O resultado foi tão positivo que dois anos e meio depois da chegada dos funcionários da ONU, em vinte de maio de 2003, foi celebrada a independência oficial do mais novo Estado-membro das Nações Unidas.

Após a comovente fala de Carolina Larriera, o Embaixador Rubens Ricupero retomou a palavra para encerrar a VI Semana de Relações Internacionais. Ele ressaltou o papel de todos que participaram deste empreendimento, mas destacou a figura de Sergio Vieira como um símbolo a ser seguido por todos os futuros internacionalistas. Emocionando a todos, o Diretor do Curso de Economia relembrou que este brasileiro dedicou sua vida à causa de ajuda aos mais necessitados em todo o mundo, chegando a perder sua própria vida a esse fim. O Embaixador defendeu ainda, que o nome de Sergio Vieira de Melo deveria ser o patrono da área de Relações Internacionais no Brasil.

Primeira sessão da Semana de RI: José Maria R. Ramos,  Coordenador do Curso de Ciências Econômica, Min. José Gregori, Rubens Ricupero, Diretor do Curso de Economia e Gunther Rudzit, Coordenador do Curso de Relações Internacionais
Alunos de Relações Internacionais durante a palestra do Min. José Gregori
O Diretor do Curso de RelInter, Emb. Rubens Ricupero,  apresenta Guilherme Lustosa da Cunha, ex-representante do Alto Comissariado para Refugiados das Nações Unidas - ACHNUR (à direita). Da esquerda para a direita: Luiz Albino Barbosa de Oliveira Filho, aluno de RI e membro da Comissão Organizadora da 6ª. Semana de RI; Prof. José Maria R. Ramos; Emb. Rubens Ricupero,  Guilherme Lustosa da Cunha.
José Gregori, ex-ministro da Justiça 
Guilherme Lustosa da Cunha, ex-representante da ACHNUR
Coronel Floriano Peixoto
Apresentação do Coronel Floriano Peixoto.
Prof. Gunther Rudzit, Emb. Rubens Ricupero, Carolina Larriera,  Marcelo Albanese Sobral, aluno de RI e membro da Comissão Organizadora da 6ª. Semana de RI.
Carolina Larriera

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DOS DIREITOS DO TITULAR DOS DADOS PESSOAIS

A Lei garantiu ao Usuário determinados direitos em relação às informações pessoais que estão sob a tutela da FAAP, em função das coletas e tratamentos realizados, esses direitos estão elencados no art. 18º, quais sejam:

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  • anonimização, bloqueio ou eliminação de dados desnecessários, excessivos ou tratados em desconformidade com a Lei;
  • portabilidade dos dados a outro fornecedor de serviço ou produto, mediante requisição expressa, de acordo com a regulamentação da autoridade nacional, observados os segredos comercial e industrial; (ANPD ainda irá regulamentar sobre a portabilidade)
  • eliminação dos dados pessoais tratados com o consentimento do titular.
  • informação das entidades públicas e privadas com as quais o controlador realizou uso compartilhado de dados;
  • informação sobre a possibilidade de não fornecer consentimento e sobre as consequências da negativa;
  • revogação do consentimento;

Além disso, o titular poderá solicitar cópia de seus próprios dados pessoais e opor-se à recepção de mensagens de marketing. Neste caso o descadastramento destas mensagens poderá ser feito pelo e-mail faleconosco@faap.br.

Esclarecemos que ao optar por não receber mensagens de marketing não significa que deixará de receber mensagens relacionadas com os seus cursos e outras informações administrativas.

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Antes de solicitar exclusão de dados verifique o enquadramento: (i) necessidade de armazenamento por período exigido em lei; (ii) pelos períodos legalmente definidos para fins de investigação e ações judiciais; e (iii) pagamentos e faturas e demais obrigações de natureza fiscal.

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No caso do teatro FAAP, o não fornecimento dos dados pessoais na aquisição dos ingressos, mediante compra física, poderá acarretar na ausência de contato e comunicação no caso de situações emergenciais, como por exemplo, no caso de cancelamento de eventos.

Outros dados quando não indicados como obrigatórios e coletados com base no consentimento poderá impossibilitar algumas ações propostas para beneficiar os titulares.

COMO SERÃO PROTEGIDAS AS INFORMAÇÕES PESSOAIS?

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Este cenário também se aplica às hipóteses em que você divulgue seus dados pessoais em plug-ins sociais e sites de busca. Nesses casos, o tratamento dos dados será realizado pelos terceiros em questão e, novamente, sugerimos a leitura dos termos de uso, política de privacidade e de cookies destes respectivos sites/terceiros.

INEXISTÊNCIA DE VÍNCULO

O presente instrumento e as obrigações e direitos aqui previstos não importam na criação de qualquer vínculo trabalhista, societário, de parceria ou associativo entre o Usuário e a FAAP, sendo excluídas quaisquer presunções de solidariedade entre ambos no cumprimento de suas obrigações.

EVENTOS DE CASO FORTUITO E FORÇA MAIOR

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DO ENCARREGADO PELO TRATAMENTO DE DADOS PESSOAIS DA FAAP

Atendendo aos requisitos e nos termos da LGPD, a FAAP nomeou o encarregado (DPO) pela proteção de dados pessoais, cuja é o responsável pelas orientações e atendimentos relacionados ao tema.

Para entrar em contato:

Para quaisquer dúvidas ou demandas relacionadas especificamente ao tema proteção de dados pessoais, o atual Encarregado poderá ser contatado conforme dados a seguir:
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