Semana de Relações Internacionais 2005

Internacionalização das Empresas Brasileiras

Semana de RI aborda a internacionalização das empresas brasileiras A 5ª edição da Semana de Relações Internacionais, uma iniciativa dos alunos do curso de RI apoiada pela direção do Curso de RelInter, focalizou neste ano o tema da "Internacionalização das empresas brasileiras". 

A programação da Semana foi aberta com a palestra do Diretor do Curso de RelInter, embaixador Rubens Ricupero, que narrou um pouco de sua experiência pessoal, contando como viu a expansão da internacionalização de nossas empresas. Ricupero abriu a exposição falando da possibilidade - antes inexistente - de um profissional de Relações Internacionais atuar no setor privado, o que seria impossível até algum tempo atrás, quando a única opção desses profissionais era prestar o exame do Instituto Rio Branco com o objetivo de ingressar na carreira diplomática. Isso reflete um traço importante da atualidade que diz respeito à necessidade cada vez maior de profissionalização por parte de todos aqueles que vão trabalhar em empresas que têm atividades em vários países. 

Ricupero destacou o fato de que o fenômeno da internacionalização é recente, tendo seu início após o fim da Segunda Guerra Mundial. No entanto, o fenômeno ganhou fôlego, tornando-se mais disseminado, nas duas últimas décadas, quando se intensificou o chamado processo de globalização. 

Embora o termo multinacionais tenha se consagrado, a ONU tem optado há anos pela expansão das empresas transacionais, o que é muito mais lógico, uma vez que a expressão multinacional conduz à falsa idéia de que são empresas de diversos países. Na verdade, são empresas que possuem filiais em muitos países, mas que têm nacionalidade própria: "o fato de operar em diversos países não faz da Nestlé uma empresa menos suíça, nem da GM ou da GE menos americanas". 

No caso do Brasil este fenômeno é ainda mais recente, tendo se ampliado apenas depois da conquista da estabilidade, com a implementação do Plano Real. E o que vem ocorrendo é algo semelhante ao que se observou por ocasião da internacionalização das empresas européias, ou seja, iniciam adquirindo empresas nos Estados Unidos para, na seqüência, entrar em outros mercados. É o caso típico do segmento de suco de laranja. Antes de conquistar mercados em diversas partes do mundo, as empresas brasileiras de maior porte adquiriram empresas na Flórida, como é o caso da Cutrale, por exemplo. 

Uma característica interessante das empresas transnacionais ressaltada pelo embaixador Ricupero é que o faturamento dessas empresas costuma ser muito maior do que pelas matrizes. 

Concluindo sua exposição, Ricupero afirmou que o grande desafio ora enfrentado pelo Brasil é o de internacionalizar - com êxito - o setor de serviços, pelo que representa em termos de agregação de valor, de incorporação de inteligência ou, para usar uma expressão que está em voga, de tecnologia embarcada. 

A segunda palestra da sessão inicial foi de Arri Coser, um de seus sócios da Churrascaria Fogo de Chão, uma das mais conhecidas de São Paulo, e considerada por muitos como a melhor churrascaria, tendo já recebido este prêmio das revistas Veja e Gula e do jornal Folha de S. Paulo. Coser começou contando um pouco da história da Fogo de Chão, que tinha como objetivo ao iniciar suas atividades preservar o autêntico jeito gaúcho de fazer churrasco. 

Empresa brasileira, de gestão familiar, conta hoje com 9 churrascarias, sendo 4 no Brasil (3 em São Paulo e uma em Porto Alegre e 5 nos Estados Unidos (Dallas, Houston, Atlanta, Chicago e Beverly Hills). 

Com 25 anos no mercado, a Fogo de Chão pode ter sua trajetória resumida em três fases. A primeira foi a fase da criação. Os quatro sócios Jair e Arri Coser e Aleixo e Jorge Ongaratto tinham como objetivo montar uma tradicional churrascaria gaúcha em Porto Alegre que se diferenciasse das demais. Esta primeira fase incluiu uma etapa de preparação, entre 1976 e 1979, quando os sócios adquiriram experiência e conhecimento gastronômico no eixo Rio - SP. A primeira casa a ser inaugurada foi a de Porto Alegre, em 1979.

A segunda fase foi a da nacionalização. Com a experiência adquirida em Porto Alegre, e conscientes de que "o tamanho da empresa é determinado pelo cliente", os sócios decidiram iniciar a expansão vindo para São Paulo, onde inauguraram, em 1986, a filial de Moema (uma semana após a implementação do Plano Cruzado) e, no ano seguinte, a de Santo Amaro. 

"Consideramos esta etapa como a da lição de casa O funcionamento de três unidades ampliou nossa visão e gestão do negócio e em conseqüência disso, decidimos, em 1988, não mais contratar pessoas de mesmo sobrenome para ocupar cargos gerenciais. Além disso, o aperfeiçoamento da gestão envolveu aspectos como a padronização da qualidade de produtos e serviços, o desenvolvimento de fornecedores e o treinamento de pessoal." 

Com o sucesso a casa foi se tornando conhecida no mundo inteiro, já que recebia clientes de todos os lugares do mundo. A Fórmula 1, por exemplo, significa o acesso de um público variado e habituado a freqüentar restaurantes em diversos países. "A partir desse momento, começamos a receber consultas de diversos países: da Europa, dos Estados Unidos e da América Latina." 

Com a instabilidade reinante na economia brasileira e a sucessão de planos de estabilização, que acarretaram uma série de problemas, "começamos a pensar seriamente em internacionalizar e, após fazermos muitas pesquisas, constatamos que o melhor mercado seria o dos Estados Unidos". 

Entre os fatores considerados para a tomada dessa decisão, merecem destaque: 

Em termos de gestão, isso significou a entrada num período de adaptação, preparação e adequação ao novo mercado, que abrange: 

Em termos de equipe:

Em termos de produtos: 

Em termos de marketing:

Segue-se a etapa das inaugurações, atestando o excelente resultado alcançado com a experiência pioneira em Dallas: Houston (2000), Atlanta (2001), Chicago (2002) e Beverly Hills (2005). Nesse meio tempo, foi inaugurada também a terceira casa em São Paulo, na Avenida dos Bandeirantes (2003). 

No mundo dos negócios, fortemente marcado pelo elevado grau de competitividade, não existe espaço para acomodação. Em termos de gestão, isso significa necessidade de crescente profissionalização e aperfeiçoamento, o que envolve: 

Aprimoramento contínuo da qualidade 

Desenvolvimento da equipe: 

Foi assim que chegamos ao estágio atual. Estamos conseguindo fixar uma imagem, que se consolida cada vez mais, tanto no Brasil como no Exterior.

O conceito Fogo de Chão de Churrascaria baseia-se na: 

"Estamos atentos às tendências, sem perder de vista o aprendizado trazido pela experiência em dois mercados diferentes, porém exigentes. Sabemos que o mercado está aberto para a globalização e que o consumidor americano revela interesse em relação a novos conceitos gastronômicos. Constatamos que o mercado de churrascarias no Brasil é hoje muito mais amplo, mas bastante segmentado. E continuamos com a preocupação de oferecer o que há de melhor, quer em termos de produtos, quer de serviços."

Acreditando firmemente que essas são as razões do sucesso Arri Coser encerrou sua apresentação com dois indicadores que expressam bem esse sucesso: 

No segundo dia da Semana de RI foram focalizados dois casos de internacionalização de empresas brasileiras no setor de construção civil. Carlos Carabetti, do Grupo Andrade Gutierrez, começou a exposição lembrando a evolução histórica da empresa, a partir da sua fundação, em 1948, em Minas Gerais, quando atuava somente no setor de construção civil. Em 1983 a empresa assinou seu primeiro contrato no exterior, 135 km de rodovia na República do Congo, dando início à internacionalização do grupo. Até 2005 foram concluídos 55 contratos em 22 países, e 8 contratos ainda estão em execução. Um marco na expansão internacional da empresa foi a aquisição da Construtora Zagope, de Portugal. Em 1993, o grupo diversificou suas atividades. Além da construção civil, começou a atuar no setor de telecomunicações e na área de concessões públicas. O ano 2000 representou um marco na evolução do Grupo, com a criação da Holding Andrade Gutierrez S.A. (AGSA). 

A internacionalização da empresa e a abertura de novas áreas de negócios mudaram o perfil do Grupo. Do total do faturamento em 2004, 21% correspondia às atividades de construção civil no Brasil, 18% à construção internacional e 61% a outras atividades (telecomunicações e concessões públicas). 

As atividades de construção civil do Grupo abrangem os principais segmentos da construção, entre os quais é possível destacar: hidrelétricas, rodovias, portos e aeroportos, metrôs e ferrovias, obras de saneamento, urbanização, edificações e obras industriais. 

Entre os fatores que motivam a empresa e definem sua política de internacionalização podem ser citados os seguintes: a expansão do volume de negócios e a redução da exposição da empresa às oscilações do mercado interno. 

O Grupo Odebrecht, salientou o engenheiro André Amaro da Silveira, tem uma experiência acumulada de 26 anos de exportação de serviços de engenharia. A Construtora Norberto Odebrecht é uma empresa do Grupo que opera nos setores de Engenharia e Construção e Química e Petroquímica. 

O grupo desenvolveu uma tecnologia empresarial baseada no conceito de "empresário parceiro". Através da parceria, estabelece uma participação na concepção e execução dos trabalhos, produzindo e partilhando os resultados. 

A internacionalização do grupo ocorreu nos anos 80, com um contrato na América do Sul. Mais adiante assinaria novos contratos na África, na Europa, nos Estados Unidos e no Oriente Médio. Em 2004, o backlog da empresa por região do mundo mostrava que 37% correspondiam ao Brasil, 36% ao resto da América Latina, 14% a Portugal, 7% à África e 6% aos EUA. 

Entre as diretrizes e estratégias do grupo cabe destacar uma sólida administração de riscos, através de uma análise detalhada dos riscos políticos, técnicos e financeiros, assim como política de compartilhar os riscos com o cliente. 

Quanto aos desafios futuros, a empresa deseja manter a posição de líder na América Latina, assim como tentar repetir a fórmula de sucesso em novos mercados. Para alcançar esses resultados o Grupo pretende aperfeiçoar o gerenciamento de riscos, aumentar a produtividade operacional e reduzir o custo de capital. 

A quarta feira, terceiro dia da Semana de RI, teve uma manhã concorrida, com a apresentação de três empresas do setor de mineração. O primeiro palestrante foi Fernando Carvalho Lima, da unidade de negócios de cimentos do Grupo Votorantim. Ele iniciou sua apresentação mostrando o Grupo Votorantim como o maior conglomerado privado brasileiro, sendo que no setor de cimentos é a marca líder do mercado nacional. Mesmo com esses números, ele reforçou que o objetivo da unidade de cimentos é crescer fortemente no mercado internacional, tendo em vista que diante da magnitude desse mercado, a presença da Votorantin não a inclui entre as maiores do mundo. Muito pelo contrário, Fernando Lima ressaltou que eles não podem se acomodar, pois a partir da década de 1990 em vários mercados regionais as empresas locais acabaram sendo compradas pelos grupos transnacionais, ou então falindo. Diante dessa realidade, tornou-se imprescindível para a Votorantim Cimentos a busca da sua internacionalização. Hoje a unidade de cimento já está atuando nos mercados canadense e caribenho, tendo como meta chegar até o ano de 2010 com 50% da sua receita em moeda forte. 

O segundo palestrante do dia foi Walmir Soller, diretor da Brasken, que começou sua apresentação chamando a atenção dos alunos para o fato de que, ao se internacionalizar, uma empresa passa a enfrentar a concorrência das grandes empresas internacionais, problemas culturais com os clientes e, muitas vezes, o preconceito em relação a um produto tecnologicamente avançado vindo de um país não desenvolvido. Entretanto, afirmou ele: "exportar e se internacionalizar é uma questão de sobrevivência para empresas como a Brasken, pois ela atua em um setor no qual o mercado brasileiro não tem escala suficiente que garanta o seu crescimento em condições de poder enfrentar os concorrentes estrangeiros". Por isso, a Brasken está procurando expandir sua atuação na Europa e um pouco na Ásia, sem perder de vista seu maior mercado, o americano, onde já se encontra inclusive com um escritório na costa leste. 

O terceiro e último palestrante do dia foi Paulo Henrique Soares, da Vale do Rio Doce. Na sua apresentação ele procurou destacar que a Vale, apesar de ser uma das maiores empresas de mineração do mundo, com clientes em várias partes do globo, tem como uma de suas principais preocupações a busca da máxima atenção com seus clientes quando estes visitam o país e suas unidades produtivas. Isso, segundo ele, resulta na boa imagem que se consegue e na fidelidade futura que se pode conseguir dos seus clientes. Detalhes na área de comunicação social institucional podem ajudar a amenizar situações complicadas em negociações ou então reforçar a relação pessoal que podem ser complicadas entre indivíduos de culturas muito diferentes. Por isso, destacou que em uma empresa que é, ou busca a sua internacionalização, o entendimento das diferenças nessa área é fundamental. 

O quarto dia da Semana de RI foi dedicado ao setor de vestuário, e teve como palestrante Leandro Vieira, gerente de mercados de exportação da Hering, uma empresa brasileira com mais de 125 anos. Vieira chamou atenção para esse fato, tendo em vista que a maior parte das empresas nacionais encerra as suas atividades em no máximo cinco anos, ou seja, a Hering já se tornou uma das mais antigas empresas brasileiras. Isso, segundo ele, se deve à estratégia da empresa em se adaptar ao mercado, um fator fundamental para a sobrevivência não só de qualquer empresa, mas como para qualquer profissional. Portanto, o exemplo dessa empresa serve para esses dois campos, pois não foi só a empresa que teve que modificar sua estrutura, mas os seus funcionários também tiveram que se adaptar a uma nova realidade brasileira após a abertura do mercado nacional no início da década de noventa.

Portanto, a internacionalização da Hering foi um processo natural, não podendo ser dito que houve um momento específico em que essa postura se deu. Contudo, os pedidos de clientes oriundos de alguns países da América do Sul foram fundamentais para essa nova perspectiva. Leandro Vieira ressaltou que o fato de ser a maior empresa brasileira de vestuário não significava muita coisa, pois o objetivo tem que ser a rentabilidade das suas operações, já que essa lógica ficou patente com a crise de custos e competição aqui e na Europa em razão da entrada de produtos asiáticos e argentinos. Ressaltou ainda que nos negócios internacionais, é fundamental entender as diferenças, principalmente no campo cultural, pois isso pode ser fundamental para se conseguir fechar um negócio ou, pior ainda, perdê-lo. Além do mais, nem sempre os negócios dão certo, e isso não deve impedir que se continue tentando por outros meios. Como exemplo de todas essas posições, o palestrante relatou sua experiência com a entrada da Hering no mercado árabe, onde a importância do entendimento da cultura e costumes muçulmanos foi fundamental. Isso se deu pela dificuldade inicial para abrir negócios nessa região, principalmente pela divisão societária tradicional, e das técnicas de negociação usadas pelos clientes árabes. Dentre esses aspectos, ele ressaltou a importância dessas sociedades terem visão coletivista, ou seja, um bom negociador deve sempre falar do coletivo e não do indivíduo para o sucesso da negociação. Por fim, Leandro Vieira ressaltou três pontos para os estudantes:

1º. Construir relações é fundamental para os negócios; 

2º. Ainda há muita dificuldade para se encontrar profissionais de relações internacionais no sul do Brasil; 

3º. Nos negócios, como foi a sua iniciativa de levar a Hering para a Arábia Saudita há três anos, não se pode ver algo como não sendo possível de ser explorado. 

Antônio Corrêa Lacerda, que durante os últimos seis anos ocupou a presidência da Sociedade Brasileira de Estudos das Empresas Transnacionais e da Globalização Econômica - SOBEET, abriu o última dia da Semana de RI abordando o tema "Globalização e Investimento Direto Estrangeiro: O Brasil no Cenário Mundial". Iniciou enfatizando a extraordinária mudança ocorrida nas últimas décadas por conta do fenômeno da globalização, fenômeno que os franceses preferem chamar de mundialização. Posteriormente, baseando-se em dados da UNCTAD (Conferência das Nações Unidas sobre o Comércio e o Desenvolvimento), Lacerda mostrou que o fluxo atual de investimentos diretos é seis vezes maior que do que no início dos anos 80 e três vezes maior que no início dos anos 90, como pode ser visto no gráfico1.

Gráfico 1 - Fluxos Mundiais de Investimento Direto 

Estrangeiro (IDE-Inflows)
Períodos Selecionados
(US$ Bilhões)
Fonte: WIR 2004 - World Investment Report - UNCTAD
Elaboração: SOBEET. Estimativa (*): SOBEET.

Ressaltou que há uma participação significativa no volume total de investimentos representado por fusões e aquisições, o que, num primeiro momento não implica em agregação de novas unidades de produção, e sim em transferência de patrimônio Num segundo momento, no entanto, o que se percebe é que ocorre uma maior propensão ao investimento dessas empresas. Em seguida destacou a forte relação existente entre investimento, comércio e tecnologia. 

Ao analisar a questão do destino dos investimentos diretos, Lacerda informou que 30% do total é o nível médio de investimento feito nos países em desenvolvimento, como se observa no Quadro 1. O Brasil tem oscilado entre o 2º e o 4º lugar como recebedor destes investimentos. O primeiro, nos últimos anos, tem sido a China, e o Brasil tem alternado com o México e com a Coréia na ocupação do 2º, 3º e 4º lugares. 

Quadro 1 - Ranking Mundial dos 20 Maiores Recebedores de IDE 2001-2003 (US$ Milhões)

WIR 2004 - World Investment Report - UNCTAD Elaboração: SOBEET

Antônio Corrêa de Lacerda analisou, na seqüência, as motivações que as empresas possuem para se internacionalizar, destacando-se, entre elas, a questão da escala. Em determinados segmentos de atividade, a concorrência exige níveis de produção num volume muito superior àquele representado pela economia doméstica. Além disso, para se inserir num mercado tão competitivo, as empresas brasileiras são obrigadas a passar por um processo de atualização constante, o que se traduz em ganhos consideráveis de produtividade e qualidade. 

Em contrapartida, Lacerda mencionou alguns dos problemas enfrentados pelas empresas brasileiras ao partirem para a internacionalização, tais como a ausência de políticas de Estado e a falta de articulação entre governo, empresas e associações empresariais. 

Entre os fatores impeditivos ou geradores de obstáculos a um maior grau de internacionalização das nossas empresas, citou: 
a) pouca ênfase dos cursos de economia e de administração à possibilidade de internacionalização;
b) baixo valor agregado dos principais produtos exportados pelo Brasil;
c) falta ainda uma maior consolidação das marcas das empresas brasileiras no exterior.

Concluiu apontando como positiva a redução da vulnerabilidade da economia brasileira, ainda que a mesma tenha se dado mais em conseqüência da conjuntura externa favorável do que de ações estruturais realizadas com este objetivo.

Coube ao professor Sherban Leonardo Cretoiu, da Fundação Dom Cabral, a exposição de encerramento da Semana de RI. Aliando sua vivência acadêmica com a ampla experiência adquirida como consultor de empresas que se internacionalizaram, ele fez um apanhado geral das vantagens e desvantagens inerentes ao referido processo, introduzindo conceitos novos para quem não é especialista no assunto e despertando, por isso mesmo, enorme interesse dos participantes. 

Inicialmente, Cretoiu mencionou alguns aspectos que não podem deixar de ser considerados na internacionalização de uma empresa, tais como o processo de desenvolvimento de vantagens competitivas em mercados internacionais, a comparação da visão tradicional com a da inovação via aprendizagem global, a questão do network de produção, vendas e serviços, a busca e mobilização de tecnologias e inteligência de mercado disponíveis em escala mundial e a nova abordagem de vantagens competitivas.

Na seqüência, explanou sobre alguns novos conceitos que vão se tornando comuns no jargão dos especialistas, como "companies breaking free of geography", "uniqueness is beautiful" e "metanacional". 

A exemplo de Lacerda, relacionou os principais desafios das empresas brasileiras, destacando fatores como mindset internacional, formação e gestão de international task force, necessidade de construção de marca mundial, governança e estrutura organizacional. 

Por fim, Cretoiu examinou alguns dos chamados desafios do macro ambiente, aí incluindo os problemas de financiamento, os aspectos legais e fiscais (principalmente a indefinição dos marcos regulatórios) e as questões da infra-estrutura social, do câmbio e da estabilidade econômica.

Primeira sessão da Semana de RI: Luiz Alberto Machado, vice-diretor do Curso de RelInter, Arri Coser, da Fogo de Chão, Rubens Ricupero, diretor do Curso de RelInter,  e Gunther Rudzit, coordenador do curso de Relações Internacionais.
Flagrante da exposição do Emb. Rubens Ricupero.
Carlos Carabetti , da Andrade Gutierrez
André Amaro da Silveira, da Odebrecht
Fernando Carvalho Lima, da Votorantim
Walmir Soller, da Brasken
Paulo Henrique Soares,  da Vale do Rio Doce
Apresentação de Leandro Vieira, da Hering
Antônio Corrêa de Lacerda, da SOBEET
Sherban Leonardo Cretoiu, da Fundação Dom Cab
Comissão Organizadora da 5ª Semana de RI:  Carla Ribas Tiraboschi, Paulo Caselato e Juliana Crescenzo.

Utilizamos cookies e outras tecnologias semelhantes para melhorar a sua experiência em nossos sites, poderemos também personalizar a oferta de cursos e serviços e recomendar conteúdos de seu interesse. Conheça nossa Política de Cookies.
Ao continuar navegando, você concorda com estas condições e com nossa Política de Privacidade

Fechar X

Política de Cookies

A Política de Cookies regulamenta o acesso de Usuários para sua navegação no Portal FAAP –www.faap.br– e todos os respectivos hosts e em toda e qualquer mídia disponibilizada pela FAAP, doravante coletivamente designados PORTAL FAAP, tanto para leitura gratuita quanto para a pratica de atos dentro do portal. Em razão da utilização do Portal FAAP, a FAAP poderá coletar informações automaticamente.

O que são cookies?

Cookies são pequenos arquivos instalados nos computadores, telefones, smartphone, tablets ou qualquer dispositivo com acesso à internet, quando um navegador de internet é usado, com a finalidade de armazenar as preferências de navegação do Usuário. Esses arquivos permitem identificar o seu dispositivo numa próxima visita ao Portal FAAP e se o Usuário tem ou não Cadastro.

Quais cookies são utilizados pela FAAP e qual sua finalidade?

Os cookies permitem uma navegação mais rápida e eficiente e eliminando a necessidade de introduzir repetidamente as mesmas informações.

Comportamento da audiência: auxiliam a dimensionar as visitas ao site da FAAP; acompanham, armazenam e medem informações de comportamento de navegação a fim de oferecer um serviço mais personalizado, com recomendação de conteúdo, beneficiando a experiência do usuário no site e para aprimoramento do produto e/ou serviço.

Segurança: Protegem e permitem que você navegue em nosso ambiente em sua total funcionalidade com autenticação para evitar fraudes.

Os cookies utilizados podem ser:

Cookies permanentes- Ficam armazenados ao nível do navegador de internet (browser) nos seus dispositivos de acesso (pc, mobile e tablet) e são utilizados sempre que o usuário faz uma nova visita ao site. Geralmente são utilizados para direcionar a navegação de acordo com os interesses do usuário, permitindo-nos prestar um serviço mais personalizado.

Cookies de sessão - São temporários, permanecem nos cookies do seu navegador de internet (browser) até sair do site. A informação obtida permite identificar problemas e fornecer uma melhor experiência de navegação.
Depois de autorizar o uso de cookies, o usuário pode sempre desativar parte ou a totalidade dos nossos cookies.

Todos os browsers permitem ao utilizador aceitar, recusar ou apagar cookies, nomeadamente através da seleção das definições apropriadas no respetivo navegador. Pode configurar os cookies no menu "opções" ou "preferências" do seu browser.

Note-se que, ao desativar cookies, pode impedir que alguns serviços da web funcionem corretamente, afetando, parcial ou totalmente, a navegação no website.

Recordamos que ao desativar os cookies, partes do nosso site podem não funcionar corretamente.

Quais informações são coletadas?

  • - Tipo de navegador e suas configurações;
  • - Informações sobre outros identificadores atribuídos ao dispositivo;
  • - Preferências de navegação;
  • - O endereço IP a partir do qual o dispositivo acessa o site ou aplicativo móvel; - Informações sobre a localização geográfica do dispositivo quando ele acessa um site ou aplicativo móvel.
  • - Credenciais, conjunto de dados que o Usuário usa para se autenticar visando acessar determinadas áreas restritas e/ou funcionalidades exclusivas - Hábitos de navegação para mapear quais áreas são visitadas
  • - Interações de tempo, estimar qual foi o período de permanência no site

Posso ser identificado por meio dos cookies?

Se você está acessando o Portal como um Usuário Anônimo, sem se cadastrar ou sem se logar como Usuário do Portal, a FAAP só terá acesso às informações de seu perfil de navegação, mas não conseguirá identificá-lo como indivíduo.

No entanto, caso você navegue de forma anônima pelo Portal, mas depois venha a se cadastrar ou se logar, é possível que os cookies que foram captados na qualidade de Usuário Anônimo sejam vinculados a você, em razão do cruzamento de informações. Assim, os cookies em conjunto com seus dados fornecidos no cadastro poderão configurar dados pessoais que lhe identifiquem.

Preciso autorizar o uso de cookies?

IMPORTANTE: SE VOCÊ DESABILITAR O RECEBIMENTO DE COOKIES VOCÊ FICARÁ IMPEDIDO DE CELEBRAR CONTRATOS, ENVIAR FORMULARIOS, EFETUAR REQUERIMENTOS ENTRE OUTROS.

Por quanto tempo os cookies serão armazenados?

O período de armazenamento dos cookies que coletam informações de Usuários Anônimos pode variar. No entanto, o Usuário poderá apagar os cookies por meio da configuração de seu navegador. É importante ter em mente que os cookies serão recriados quando for retomada a navegação. Se você não concorda com a captura de cookies, pode sempre configurar seu navegador para que a coleta de cookies seja bloqueada, lembrando que, ao fazer isso, poderá fazer com que sua experiência de uso do Portal fique parcialmente prejudicada.

Posso impedir que sejam coletadas tais informações por meio dos cookies? Caso tenha interesse, é sempre possível desabilitar a coleta de informações mediante cookies por meio da configuração de seu próprio navegador. Abaixo estão algumas orientações gerais para que você possa especificar como os cookies são gerenciados após configurar seu navegador de preferência*

Navegadores em computadores

Chrome

Clique no menu do Chrome na barra de ferramentas do navegador.
Selecione Configurações.
Clique em Mostrar configurações avançadas.
Na seção Privacidade, clique em Configurações de conteúdo.
Na seção Cookies, selecione uma das seguintes configurações de cookies:
-Excluir cookies
-Bloquear cookies por padrão
-Permitir cookies por padrão
-Manter cookies e dados do site por padrão até você sair do navegador
-Abrir exceções para cookies de sites ou domínios específicos

Firefox

Abra o Firefox, abra o menu Editar e selecione Preferências.
Em Privacidade e segurança, selecione Cookies.
Você pode selecionar as seguintes configurações:
-Desativar cookies
-Ativar cookies apenas para o site de origem
-Ativar todos os cookies
-Perguntar antes de armazenar um cookie

Internet Explorer 9 ou 10

Toque ou clique em Ferramentas e, em seguida, selecione Opções da Internet.
Toque ou clique na guia Privacidade.
Em Configurações, mova o controle deslizante para a parte superior para bloquear todos os cookies ou para a parte inferior para permitir todos os cookies. Toque ou clique em OK.

Safari 5.1 (OS X Lion)

Selecione Safari e, em seguida, selecione Preferências.
Clique em Privacidade.
Na seção Bloquear cookies, especifique se e quando o Safari deve aceitar cookies de sites.
Para ver uma explicação das opções, clique no botão Ajuda (ponto de interrogação). Observação: se você quiser ver quais sites armazenam cookies em seu computador, clique em Detalhes.
Se configurar o Safari para bloquear cookies, talvez você tenha que aceitar temporariamente cookies para abrir uma página. Repita as etapas acima, selecionando Nunca. Quando sair, bloqueie os cookies novamente e remova os cookies da página.

iOS

Toque em Safari.
Toque em Bloquear cookies.
Selecione Nunca, De terceiros e anunciantes ou Sempre.

Dispositivos Móveis

Android

Toque no menu do Chrome, depois em Configurações.
Toque em Configurações de conteúdo (avançadas). Desmarque Aceitar cookies.

Kindle Fire HDX

Deslize para baixo a partir da parte superior da tela do Kindle e selecione Configurações.
Selecione Aplicativos.
Selecione Silk Browser.
Selecione Limpar dados do navegador.
Desmarque quais dados você deseja limpar (Limpar todos os dados decookies) e selecione OK.
*Note que as orientações gerais são meramente informativas para auxiliar o Usuário. A FAAP não se responsabiliza pela atualidade e precisão das informações. Orientações específicas e atuais poderão sempre ser localizadas dentro da seção de dúvidas/manual de instruções de cada navegador.

Fechar X

POLÍTICA DE PRIVACIDADE - FAAP

A FAAP - FUNDAÇÃO ARMANDO ALVARES PENTEADO, fundação de direito privado, com sede na Rua Ceará, 02, Higienópolis, Município de São Paulo, Estado de São Paulo, CEP 01243-010, inscrita no CNPJ/MF sob o n.º 61.451.431/0001-69 e toda sua equipe, se preocupa com a segurança e proteção de dados pessoais e preza pela privacidade de seus integrantes, sejam equipes ou candidatos, de forma que através desta Política de Privacidade, pretendemos ser transparentes e demonstrar nossa preocupação para com o tratamento de dados pessoais.

Esta Política de Privacidade tem por objetivo informar e apresentar esclarecimentos sobre o tratamento aplicado aos dados pessoais de todo e qualquer titular que se relacione com esta instituição, considerando a Lei Federal 13.709/2018 – Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD).

Para fins de aplicação desta Política, são considerados titulares de dados toda e qualquer pessoa física, sendo que na relação com a FAAP, podemos mencionar o colaborador, estagiário, estudante, candidato, responsável legal, fornecedor, parceiro, prestador de serviço, usuário de nossos sites e qualquer outra pessoa física que interaja de alguma forma conosco.

SOBRE OS AGENTES DE PROTEÇÃO DE DADOS PESSOAIS

A FAAP é Controladora de dados pessoais na relação existente com seus alunos, colaboradores, visitantes e terceirizados. Os prestadores de serviços e parceiros da FAAP, dependendo da relação, objetivos e autonomia sobre o tratamento de dados pessoais, poderão se enquadrar como operadores ou controladores em conjunto ou singulares, sejam eles pessoa física ou jurídica.

SOBRE A COLETA DE DADOS

Os dados e o modo de coleta podem variar conforme o produto/serviço utilizado, bem como pela maneira de uso e interação do consumidor junto à FAAP, sendo ele aluno ou não. Estas informações ainda podem ser obtidas por meio de um terceiro ou parceiro comercial que tenham permissão para partilhá-las conosco.

Os dados pessoais serão coletados nas seguintes hipóteses:

  • - Compra ou uso dos nossos cursos, produtos ou serviços;
  • - Registro e/ou interesse em um curso, produto ou serviço específico;
  • - Preferências de navegação;
  • - Subscrição em newsletters e/ou mailing list;
  • - Realização de contato por meio de algum dos canais de atendimento;
  • - Participação em processo seletivo e para contratações;
  • Quando as informações pessoais estiverem disponíveis publicamente.

As informações que podem ser coletadas, quando necessário, serão as seguintes:

INFORMAÇÕES DE USUÁRIOS DOS SITES, CANDIDATOS, COLABORADORES E ALUNOS
DADOS PESSOAIS COLETADOS
FINALIDADE

Nome completo, endereço, gênero, data de nascimento, RG, CPF, número de telefone, e-mail, profissão e ainda nome da mãe e do pai quando necessários, certidão de nascimento, título de eleitor, certificado de conclusão e histórico escolar e quitação de serviço militar.

Identificar e autenticar, cumprir com obrigações, possibilitar acesso aos recursos e funcionalidades do sistema, ampliar nosso relacionamento, informar sobre andamento das fases de seleção, informar sobre desempenho acadêmico, bem como resultados de processos seletivos, prevenção de fraudes, informações futuras sobre novos cursos e oportunidades, informações administrativas.
No caso do teatro, são coletados dados de identificação, de contato e de pagamento, para fins de efetivação do pagamento e para fins de contato com o consumidor, caso haja cancelamento, alteração de horário, bem como qualquer informação administrativa.

sexo

Para fins de atendimento de políticas de diversidade, em alguns casos para cumprimento de obrigação legal, bem como para métricas de inscrições ou contratações de colaboradores.

Dados bancários ou de cartão de crédito ou débito

Necessário para processamento de pagamentos, armazenados parcialmente após a transação.
Dados bancários de colaboradores são tratados para fins de deposito de salário.

Foto.

Identificação, autenticação, prevenção à fraude, acervo histórico da feira, divulgação dos participantes.

Voz, quando há contato por meio de algum dos canais de Serviço de Atendimento ao Consumidor (gravação do atendimento);

Poderá acontecer gravação do atendimento para fins de exercício regular de direitos.

Preferências por produtos, serviços e atividades específicas, sendo essas informações fornecidas pelo próprio consumidor, ou deduzível a partir da forma como ele usa os produtos e serviços;

Melhorar a sua experiência em nossos sites e personalização de ofertas e recomendações personalizadas

Histórico navegação para eventual uso de ofertas e recomendações personalizadas

Melhorar a sua experiência em nossos sites e personalização de ofertas e recomendações personalizadas

Informações sobre quais páginas foram acessadas pelo Usuário, qual é seu navegador, seu sistema operacional, seu IP, entre outros Algumas páginas do Portal também podem armazenar cookies, que consistem em pequenos arquivos instalados por sites nos computadores quando o navegador de internet é usado. Esses arquivos permitem identificar se um mesmo aparelho já fez uma visita anterior ao Portal, e se o Usuário tem ou não Cadastro.

Aperfeiçoar e customizar o atendimento aos usuários.

(para maiores esclarecimentos sobre os dados recolhidos através de cookies, web beacons e outras tecnologias, consulte nossa Política de Cookies)

INFORMAÇÕES DE USUÁRIOS DOS SITES, CANDIDATOS, COLABORADORES E ALUNOS
DADOS PESSOAIS COLETADOS
FINALIDADE

Dados relacionados à saúde de seus colaboradores e alunos, como atestados médicos, receitas e medicações

Prestar socorro imediato quando necessário, atendimento em ambulatório, abono de faltas

Dados relacionados à deficiência física e dados relacionados à crianças especiais, incluindo informações médicas e psicológicas

Para fins execução dos serviços contratados, atendimento à Lei de inclusão

Quaisquer Dados fornecidos pelos Usuários serão armazenados pelo tempo necessário para o atendimento de suas finalidades e a FAAP envidará os melhores esforços na manutenção da confidencialidade integridade e disponibilidade das informações que forem fornecidas.

TODOS OS DADOS PESSOAIS COLETADOS DOS USUÁRIOS SERÃO INCORPORADOS A BASE DE DADOS DA FAAP ATENDENDO AOS PRINCÍPIOS E BASES LEGAIS PREVISTAS NA LEGISLAÇÃO.

PARA FACILITAR O SEU ENTENDIMENTO, A FAAP PODERÁ UTILIZAR AS INFORMAÇÕES COLETADAS DOS USUÁRIOS, INCLUSIVE POR MEIO DE COOKIES, PARA OS SEGUINTES PROPÓSITOS GERAIS:

  • INFORMAR A RESPEITO DE SUAS ATIVIDADES, INCLUINDO EVENTOS, PEÇAS TEATRAIS E OFERTA DE CURSOS, POR CORREIO ELETRÔNICO MALA DIRETA, SMS OU OUTROS MEIOS DE COMUNICAÇÃO;
  • MANTER ATUALIZADOS OS CADASTROS DOS USUÁRIOS PARA FINS DE CONTATO POR TELEFONE, CORREIO ELETRÔNICO MALA DIRETA, SMS OU OUTROS MEIOS DE COMUNICAÇÃO;
  • ELABORAR ESTATÍSTICAS GERAIS, SEM QUE HAJA IDENTIFICAÇÃO DO USUÁRIO;
  • RESPONDER ÀS DÚVIDAS E SOLICITAÇÕES DO USUÁRIO;
  • REALIZAR CAMPANHAS DE COMUNICAÇÃO E MARKETING DE RELACIONAMENTO;
  • COMUNICAR-SE COM O USUÁRIO, A FIM DE LHES DAR INFORMAÇÕES ADMNISTRATIVAS;
  • CUMPRIMENTO DE OBRIGAÇÕES LEGAIS, INCLUINDO REGULAMENTOS SETORIAIS E REGRAS FISCAIS; E
  • EXERCÍCIO REGULAR DE DIREITO EM PROCESSO JUDICIAL, ADMINISTRATIVO OU ARBITRAL

Sempre que as finalidades de tratamento depender de autorização expressa do Usuário, esta será solicitada no momento do cadastro físico ou digital, na contratação dos serviços educacionais, contrato de trabalho ou por ações específicas conforme necessidade.

DADOS PESSOAIS DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES

Considerando a prestação de serviços educacionais também à nível do ensino fundamental e médio, ao concordar com os termos desta Política de Privacidade, o responsável legal, afirma ter ciência de que serão coletados dados pessoais necessários para a execução dos serviços, assim como para cumprimento de obrigações legais e exercício regular de direitos, inclusive para armazenamento após o termino do contrato, sendo que a não concordância com os respectivos tratamentos, acarreta na impossibilidade de prestação dos serviços educacionais.

O responsável legal, toma ciência de que no caso de revogação do consentimento ou oposição a qualquer tratamento, após serem coletados os dados, estes permanecerão armazenados, quando necessário para atendimento de obrigações legais e exercício regular de direitos.

Nas demais hipóteses de tratamento será coletado o consentimento no contrato de matrícula ou em outro momento oportuno.

COMPARTILHAMENTO DE DADOS PESSOAIS

O banco de dados formados pelo cadastro, matrícula ou qualquer outro meio junto à FAAP é de propriedade desta e será compartilhado apenas para as finalidades específicas de execução do contrato (o que pode incluir compartilhamento com parceiros, prestadores de serviços/operadores e suboperadores.

No caso do setor de carreiras, os dados dos alunos que se candidatam às vagas, poderão ser compartilhados com as empresas parceiras e solicitantes do encaminhamento de currículos, para seleção e contratação

Além disso, a FAAP poderá compartilhar dados pessoais de sua base com parceiros, sempre que for em benefício aos titulares de dados pessoais, desde que devidamente autorizados, quando o tratamento não tiver justificativa nas demais hipóteses legais excludentes do consentimento.

No caso de parceria com Universidades de outros países poderá ocorrer a transferência internacional dos dados pessoais, ficando ciente o aluno, deste tratamento quando tiver como base a execução dos serviços a serem prestados ou será coletado o consentimento para ações independentes.

Em todo compartilhamento, a FAAP prezará pelo comprometimento dos operadores e parceiros envolvidos no tratamento dos dados pessoais, utilizando-se de cláusulas contratuais e protocolos de segurança que garantam a proteção e privacidade dos dados que lhes foram compartilhados exigindo o mesmo nível de proteção destes agentes.

Todo compartilhamento será pautado no princípio da necessidade atentando-se ao mínimo necessário para atingir às finalidades esperadas.

Exemplo de compartilhamentos:

  • Outras universidades para fins de parcerias em eventos;
  • Com empresas parceiras para concessão de benefícios;
  • Com autoridades judiciais, mediante determinação legal.

Poderão ser compartilhados com quaisquer parceiros, dados estatísticos como índice de alunos ou colaboradores por gênero, região de moradia, idade, entre outros, desde que anonimizados e os dados cujo compartilhamento foi expressamente autorizado pelo titular e/ou responsável.

A não ser por obrigação legal, incluindo determinação judicial, ou autorização expressa, os Dados do usuário jamais serão transferidos a terceiros que não sejam parceiros ou empresas autorizadas pela FAAP ou usadas para finalidades diferentes daquelas para as quais foram coletadas e informadas ao titular.

ARMAZENAMENTO DOS DADOS PESSOAIS:

Os dados coletados são armazenados em servidores externos, localizados no exterior e alguns dados permanecem em servidor próprio.

Os dados são armazenados em ambiente seguros e controlados, incluindo dados de acesso e registros de logs, sempre em atendimento aos prazos legais.

DA ATUALIZAÇÃO E VERACIDADE DOS DADOS FORNECIDOS

O USUÁRIO GARANTE A VERACIDADE E EXATIDÃO DOS DADOS QUE FORNECER À FAAP, OU SEJA, A FAAP NÃO TEM QUALQUER RESPONSABILIDADE NO CASO DE INSERÇÃO DE DADOS FALSOS OU INEXATIDÃO DOS DADOS PESSOAIS INFORMADOS PELO USUÁRIO À FAAP.

É de responsabilidade do próprio titular ou responsável legal (quando aplicável) a ratificação ou retificação das informações fornecidas, quando necessário.

DOS DIREITOS DO TITULAR DOS DADOS PESSOAIS

A Lei garantiu ao Usuário determinados direitos em relação às informações pessoais que estão sob a tutela da FAAP, em função das coletas e tratamentos realizados, esses direitos estão elencados no art. 18º, quais sejam:

  • confirmação da existência de tratamento;
  • acesso aos dados;
  • correção de dados incompletos, inexatos ou desatualizados;
  • anonimização, bloqueio ou eliminação de dados desnecessários, excessivos ou tratados em desconformidade com a Lei;
  • portabilidade dos dados a outro fornecedor de serviço ou produto, mediante requisição expressa, de acordo com a regulamentação da autoridade nacional, observados os segredos comercial e industrial; (ANPD ainda irá regulamentar sobre a portabilidade)
  • eliminação dos dados pessoais tratados com o consentimento do titular.
  • informação das entidades públicas e privadas com as quais o controlador realizou uso compartilhado de dados;
  • informação sobre a possibilidade de não fornecer consentimento e sobre as consequências da negativa;
  • revogação do consentimento;

Além disso, o titular poderá solicitar cópia de seus próprios dados pessoais e opor-se à recepção de mensagens de marketing. Neste caso o descadastramento destas mensagens poderá ser feito pelo e-mail faleconosco@faap.br.

Esclarecemos que ao optar por não receber mensagens de marketing não significa que deixará de receber mensagens relacionadas com os seus cursos e outras informações administrativas.

CASO VOCÊ QUEIRA ENTRAR EM CONTATO PARA OBTER MAIS INFORMAÇÕES SOBRE O TEMA, REGISTRAR UMA RECLAMAÇÃO OU FAZER QUALQUER REQUISIÇÃO RELACIONADA AO TRATAMENTO DE DADOS PESSOAIS EFETUADO PELA FAAP, ENTRE EM CONTATO PELO E-MAIL PRIVACIDADE@FAAP.BR

FAAP busca tratar e armazenar os seus dados somente durante o tempo estritamente necessário. Na hipótese de tratar-se de aluno os dados serão mantidos e compartilhados com as autoridades em obediência a prescrições legais.

Antes de solicitar exclusão de dados verifique o enquadramento: (i) necessidade de armazenamento por período exigido em lei; (ii) pelos períodos legalmente definidos para fins de investigação e ações judiciais; e (iii) pagamentos e faturas e demais obrigações de natureza fiscal.

DO NÃO FORNECIMENTO DOS DADOS:

O não fornecimento dos dados pessoais necessários para execução do contrato acarretará na impossibilidade de contratação e de execução dos serviços.

No caso do teatro FAAP, o não fornecimento dos dados pessoais na aquisição dos ingressos, mediante compra física, poderá acarretar na ausência de contato e comunicação no caso de situações emergenciais, como por exemplo, no caso de cancelamento de eventos.

Outros dados quando não indicados como obrigatórios e coletados com base no consentimento poderá impossibilitar algumas ações propostas para beneficiar os titulares.

COMO SERÃO PROTEGIDAS AS INFORMAÇÕES PESSOAIS?

A FAAP empenha-se em tomar todos os tipos de medidas administrativas, técnicas e físicas de cunho preventivo em relação à segurança e privacidade durante a execução de suas atividades envolvendo dados pessoais, desde o treinamento e conscientização dos colaboradores, até o uso de tecnologias de criptografia e firewall avançadas.

Se nossos sites possuírem ligações com sites de terceiros, é possível que durante sua navegação você seja direcionado a esses sites. Nesses casos, a responsabilidade sobre a segurança e proteção dos seus dados caberá aos referidos terceiros, de forma que recomendamos a leitura dos termos de uso, políticas de privacidade e de cookies dos respectivos sites.

Este cenário também se aplica às hipóteses em que você divulgue seus dados pessoais em plug-ins sociais e sites de busca. Nesses casos, o tratamento dos dados será realizado pelos terceiros em questão e, novamente, sugerimos a leitura dos termos de uso, política de privacidade e de cookies destes respectivos sites/terceiros.

INEXISTÊNCIA DE VÍNCULO

O presente instrumento e as obrigações e direitos aqui previstos não importam na criação de qualquer vínculo trabalhista, societário, de parceria ou associativo entre o Usuário e a FAAP, sendo excluídas quaisquer presunções de solidariedade entre ambos no cumprimento de suas obrigações.

EVENTOS DE CASO FORTUITO E FORÇA MAIOR

A FAAP não se responsabiliza por quaisquer eventos oriundos de caso fortuito ou força maior, assim entendidas as circunstâncias imprevisíveis e inevitáveis que impeçam, total ou parcialmente, a execução das obrigações assumidas.

DO ENCARREGADO PELO TRATAMENTO DE DADOS PESSOAIS DA FAAP

Atendendo aos requisitos e nos termos da LGPD, a FAAP nomeou o encarregado (DPO) pela proteção de dados pessoais, cuja é o responsável pelas orientações e atendimentos relacionados ao tema.

Para entrar em contato:

Para quaisquer dúvidas ou demandas relacionadas especificamente ao tema proteção de dados pessoais, o atual Encarregado poderá ser contatado conforme dados a seguir:
DPO: Cristina Sleiman – privacidade@faap.br
Endereço para correspondência: RUA ALAGOAS, Nº903 – HIGIENÓPOLIS – setor jurídico

DISPOSIÇÕES FINAIS

A FAAP reserva-se o direito de modificar, acrescentar ou remover conteúdos e partes desta política a qualquer momento e a seu exclusivo critério. Neste caso a FAAP informará aos titulares de dados sobre atualizações de suas Políticas, o que não isenta o titular de consultá-la com regularidade. Recomendamos que você consulte esta política quando tiver alguma dívida e sempre que navegar por nossos sites

Os direitos e obrigações decorrentes deste documento poderão ser cedidos a qualquer empresa pertencente à FAAP. Na eventualidade de qualquer das disposições deste documento vir a ser considerada nula, anulável ou inaplicável, por qualquer razão, as demais disposições deste contrato permanecerão em vigor e inalteradas, continuando a vincular as partes.

Ao navegar pelo Portal FAAP, você aceita guiar-se pelos Termos de Uso e Políticas de Privacidade e de Cookies, que se encontrarem vigentes na data de seu acesso, portanto, deve verificar os mesmos previamente cada vez que visitar o Portal FAAP.

Este instrumento será regido e interpretado de acordo com a legislação brasileira, eleito o Foro da Comarca de São Paulo, Estado de São Paulo, para questões a ele relativas, com renúncia expressa a qualquer outro.

Data da atualização desta Política: novembro/2021