Semana de Economia 2012

Grandes temas da economia e da política nacional e internacional 
são examinados na Semana de Estudos de Economia 
e Relações Internacionais

Em mais uma edição da tradicional semana acadêmica promovida pelo Curso de Economia, alunos e professores da FAAP tiveram oportunidade de conhecer os pontos de vista de expressivas personalidades dos cenários empresarial, acadêmico e jornalístico, com a seguinte programação:

Terça-feira – 21 de agosto

9h30 - A perspectiva mundial sob a ótica de um jornalista
William Waack – Jornalista da Rede Globo e professor do curso de Relações Internacionais da FAAP
Moderadora: Profª Raquel Rocha, coordenadora de Iniciação Científica do Curso de Economia

19h00 – Aplicações criativas em Economia
Matheus Magalhães - Pesquisador do Instituto Jones dos Santos Neves, vinculado ao governo do Espírito Santo 
Moderador: Prof. Manuel José Nunes Pinto, coordenador do curso de Ciências Econômicas

Quarta-feira – 22 de agosto

9h30 – A explosão do consumo popular
Renato Meirelles – Diretor do Instituto Data Popular
Moderadora: Profª Renata Corrêa Nieto, coordenadora do curso de Relações Internacionais

19h00 – O futuro do capitalismo no Brasil
Gustavo Franco – Ex-presidente do Banco Central
Moderador: Prof. Luiz Alberto Machado, vice-diretor do Curso de Economia

Quinta-feira – 23 de agosto

9h30 – Conjuntura econômica nacional e internacional
Alexandre Schwartsman – Ex-diretor do Banco Central
Moderador: Prof. Luiz Alberto Machado, vice-diretor do Curso de Economia

19h00 – Dois enfoques de finanças pessoais
Roberto Macedo – Ex-secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda e editor da Revista de Economia & Relações Internacionais
Moderador: Prof. Luiz Alberto Machado, vice-diretor do Curso de Economia

1ª Sessão Matutina

Na primeira atividade da Semana de Estudos de Economia e Relações Internacionais contamos com a participação do jornalista da Rede Globo William Waack, responsável por editar e apresentar o Jornal da Globo. William Waack é também professor do curso de Relações Internacionais da FAAP, ministrando a disciplina de Relações Internacionais Contemporâneas, onde, além de ministrar a disciplina, instiga os alunos a serem cada vez mais bem informados, para poderem formular questionamentos e críticas acerca da atualidade do cenário internacional. Nesta amplitude, decorreu o teor de sua palestra: A perspectiva mundial sob a ótica de um jornalista.

Waack iniciou sua fala exaltando a facilidade do tema proposto para a palestra, por se tratar de uma visão pessoal. Ao discorrer sobre o tema tratado foi, entretanto,  enfático ao ressaltar a importância da leitura para a compreensão do mundo e a capacitação que um profissional de Relações Internacionais deve obter para compreender o que ocorre e ao mesmo tempo ser capaz de antecipar o que estará por vir. Afinal, asseverou: “Relações Internacionais acontecem o tempo todo no nosso colo, no nosso quintal e não só em lugares longínquos”. Enfatizando, ademais, a importância de se criar um quadro de referências próprio e de se possuir um conhecimento enciclopédico, recomendou o estudo constante, adquirido através da pesquisa e da leitura, para que tais referências se tornem tão automáticas quanto escovar os dentes.

O jornalista, de maneira eloquente, explanou que sua atividade principal é a de transformar assuntos complexos em temas de fácil compreensão popular, ou seja, a de traduzir assuntos de difícil captação para o público de massa. Esta atividade gera um grau de dificuldade elevado, pois a maioria das pessoas não entende os fatos da agenda internacional, como é o caso, por exemplo, da violência na Síria ou as violações de Direitos Humanos em Burma. Isto se deve ao fato do Brasil estar geograficamente distante de qualquer conflito, seja ele de caráter político, econômico, geopolítico ou de minorias, fazendo com que o brasileiro fique, num certo sentido, anestesiado. A maneira pela qual o brasileiro compreende os fatos internacionais continua estática, mesmo após  a revolução da comunicação. E assim, por exemplo, a realidade de um dia vir a se preocupar com a possível morte de um parente durante a noite devido a ataques de rebeldes é algo muito distante do nosso cotidiano, diferentemente do que ocorre em inúmeros lugares. O que para o brasileiro parece ficção é, na verdade, a realidade de grande parte da população internacional.

Outro fator que gera dificuldades no processo de “tradução” do fato ocorrido é decisão sobre o tempo de exposição no ar de cada matéria e a escolha da pauta que será transmitida. Uma matéria considerada longa tem que ser expressa em noventa segundos na televisão. Desta feita, não são todos os temas nacionais ou internacionais que contêm destaque suficiente para aparecer nos jornais televisivos. Dado o limite de tempo, o jornalista tem que ser capaz de filtrar as notícias mais relevantes do dia, fazer uma triagem a fim de selecionar as mais importantes e traduzi-las para a grande massa. Estudos vêm demonstrando que a utilização constante de expedientes jornalísticos que chamam a atenção do público, como as figuras, tabelas e imagens marcantes, captam melhor a atenção do espectador e devem ser preferencialmente empregados. Vale ressaltar que a, assim dita, ‘mídia de massa ruim’, em um dia comum, atinge nove milhões de pessoas. Isto faz com que esse poder de seleção e síntese seja fundamental para a população, ainda mais em um país como o nosso onde o gap entre a massa e a elite é absurdamente considerável.

Deste modo, a quantidade de pautas internacionais permitidas diariamente na prática dos estúdios de nosso País comporta no máximo três assuntos. Salvo, é claro, no caso de alguma notícia inusitada vir a se revelar. Em outras palavras, a televisão lida com a emoção, o apelo, o choque, a força da imagem, ou seja, com emoções que envolvem a capacidade de prender a atenção do telespectador. Portanto, os critérios normalmente utilizados para escolher quais as pautas vão ao ar são decididas em função do impacto imediato na vida do povo e requerem uma grande dose de cinismo ao serem editadas, segundo Waack. Assim, por exemplo, se um assunto de extrema importância como o ‘mensalão’ é de difícil tradução para o grande público, o que dizer da crise europeia, do conflito sírio ou das eleições norte-americanas?

Finalizando e concluindo didaticamente sua exposição, Waack afirmou que o jornalista deve buscar fugir do envolvimento emocional, analisando a questão e transmitindo a notícia apropriadamente, de forma que, além de informar, venha também a proporcionar a educação da população, qualquer que seja a pauta da notícia estabelecida, nacional ou internacional.

1ª Sessão Noturna

Matheus A. Magalhães, formado em Economia, e que exerce a profissão de pesquisador econômico em tempo integral, dedicou-se na primeira noite da Semana de Estudos em Economia e Relações Internacionais, a mostrar a importância de uma das mais recentes vertentes das aplicabilidades da Economia.

As Aplicações da Criatividade em Economia são um dos inúmeros desdobramentos da moderna Ciência Econômica. Esta, como é sabido, tem se desdobrado em inúmeros ramos, entre os quais, Economia Criativa e Aplicações de Criatividade em Economia. À primeira vista, ambos poderiam, erroneamente, ser conceituados como sinônimos. De fato, a Economia Criativa dedica-se aos processos que envolvam a criação, produção e distribuição de produtos e serviços usando o conhecimento, a criatividade e o capital intelectual como principais recursos produtivos. Está associada precipuamente à economia do lazer como, por exemplo, a Festa do Peão Boiadeiro de Barretos. Já as Aplicações Criativas em Economia voltam-se para aqueles campos que, à primeira vista, nada teriam em comum com a economia, como são os casos de criminalidade, corrupção, educação e política, como bem demonstrado por Steven D. Levitt (em co-autoria com Stephen Dubner) na obra Freakonomics.

Inicialmente, Magalhães discorreu sobre os pioneiros da criatividade em economia, descrevendo as contribuições neste sentido de Gary Becker, Robert Lucas Jr., Joseph Stiglitz e, mais recentemente, Paul Krugman. Em seguida, nomeou outros exemplos de economistas criativos como Steven Levitt, Roland Fryer, Justin Wolfers e Nathan Nunn. O primeiro, voltado para a criminalidade, corrupção, educação e política. Enquanto os três últimos dedicaram-se, respectivamente, à discriminação, felicidade e história.

Em continuidade, Matheus enumerou algumas motivações pelas quais as contribuições dos, assim chamados, economistas criativos são valorizadas. Entre elas, citou o Índice de Corrupção, editado pela Transparência Internacional, que fornece os índices oficiais de corrupção ocorrendo em todo o mundo; o Índice de Incerteza Agregada, entre 1990-2010, publicado pela Econometrica, que mostra a imprevisibilidade macroeconômica global naquele período; a correlação existente entre a luminescência da Terra à noite e o desenvolvimento de cada região; e, sumariando, descreveu a importância das pesquisas para a verificação de padrões predominantes ao longo do tempo.

Matheus Magalhães, caminhando para o final de sua exposição, apresentou 10 regras para a aplicação da criatividade à economia. São elas:

Regra nº 1: Atente aos pequenos detalhes.

Regra nº 2: Questione o senso comum.

Regra nº 3: Evite rótulos.

Regra nº 4: Economia não é religião.

Regra nº 5: Interaja com pessoas que possuem maneiras distintas de pensar da sua.

Regra nº 6: Nunca menospreze uma boa ideia apenas por falta de rigor.

Regra nº 7: Não deixe de pesquisar por conta de limitações do método de análise.

Regra nº 8: Respeite a tradição, mas não se deixe escravizar.

Regra nº 9: Existe mais diversidade do que se imagina à primeira vista.

Regra nº 10: Pesquise assuntos que você julgue motivantes.

Finalizando sua exposição, Matheus Magalhães reproduziu as palavras daquele que é considerado por muitos o maior economista do século XX, o britânico John Maynard Keynes, de um texto de 1933 intitulado Essays in Biography: “Bons economistas são os pássaros mais raros. Eles devem alcançar um alto padrão em várias direções diferentes e combinar talentos que não é comum encontrar juntos. Devem ser a um só tempo historiadores, homens públicos e filósofos. Devem entender de símbolos e falar com palavras. Devem ser tão incorruptíveis e distantes quanto um artista, ainda que por vezes tão pé no chão quanto um político”.

2ª Sessão Matutina

Renato Meirelles, sócio-diretor do Instituto Data Popular e especialista em mercados e comportamento do consumidor de baixa renda, participou da Semana de Estudos de Economia e Relações Internacionais da FAAP, fazendo interessante palestra sobre os hábitos de consumo da nova classe média brasileira, atualmente também conhecida como “a nova classe C”. Segundo Meirelles, por trás dos dados socioeconômicos, que tanto o governo quanto muitos pesquisadores gostam de discorrer, não se pode esquecer que há uma enormidade de pessoas que consomem e tem opinião própria. Logo, essa nova classe média não é meramente “uma bolha de consumo”, como alguns simplesmente pretendem. A nova classe C é uma classe cuja família tem renda média variando entre R$ 320,00 e R$ 1.000,00; é um consumidor que compra muito e adquire grande variedade de produtos, tanto quanto a classe A. O que antes era somente um nicho de mercado, agora é a classe consumidora que mais desponta no Brasil. Meirelles constatou, ainda, que os membros das classes A e B têm certa dificuldade para lidar com a ascensão social deste novo segmento comunitário. Neste sentido, a partir de um levantamento realizado pelo orador nas classes A e B, em que foram ouvidas aproximadamente 20 mil pessoas, foram colhidas algumas das respostas mais surpreendentes possíveis, conforme estatística projetada durante a palestra:

De acordo com os parâmetros apresentados durante a exposição, a partir de pesquisa realizada pelo orador, a classe C não reproduz o padrão das classes A e B e prefere produtos nacionais aos importados. Pesquisar preços é um hábito comum (88% dos entrevistados da classe C o fazem), em contrapartida ao padrão das classes A e B, em que somente a minoria o faz  (44%). Em termos de consumo, a propaganda mais eficaz na nova classe média é feita no boca-a-boca (65%), o que já não funciona tanto na classe A (19%). Meirelles atribui esse comportamento às redes de solidariedade que se formam especialmente entre amigos e vizinhos nas classes menos favorecidas. No passado, lembrou Meirelles, se dizia que a TV era a janela para o mundo. Atualmente, a internet é a vitrine. Onde a classe C se mostra e quer ser vista.

Em suma, a palestra de Renato Meirelles destacou-se pela transmissão de informações de grande relevância econômica, tais como os hábitos de consumo, as especificidades dos serviços demandados, as preferências e os gastos da nova classe média brasileira. Além da importante análise econômica proporcionada pelos dados expostos, propiciou também aos nossos jovens alunos um novo olhar sobre a importância econômica e social da nova classe média no cenário econômico no País, mormente em termos de empreendedorismo para a realização de novos negócios e o despontar de novas oportunidades econômicas.

2ª Sessão Noturna

Gustavo Franco, cuja participação na Semana de Estudos foi intermediada pelo Instituto Millenium, foi o palestrante da segunda noite, abordando o tema O futuro do capitalismo no Brasil.

Logo após a abertura da sessão pelo vice-diretor do Curso de Economia, Luiz Alberto Machado, foi projetado um vídeo do Instituto Milllenium em que são apresentados os quatro princípios defendidos pelo importante think tank, apontados como fundamentais também para o futuro do capitalismo no Brasil, quais sejam, a liberdade, a democracia, o estado de direito e a economia de mercado.

Em seguida, Gustavo Franco iniciou sua exposição em que focalizou os cinco princípios básicos para o bom desempenho do País, em consonância com os princípios indicados no vídeo institucional.

O diretor-presidente da Rio Bravo e ex-presidente do Banco Central (20/08/1997 a 04/03/1999), que em matéria recente no Valor Econômico foi definido pelo jornalista Sergio Leo como um “liberal heterodoxo”, alertou para o fato de que sua exposição seria baseada num ciclo de conferências do escritor italiano Italo Calvino, do qual ele próprio é um grande admirador. Calvino se apresentou, em junho de 1984, para um ciclo de seis conferências em Harvard, das quais ele completou apenas cinco. Sobre a sexta, jamais feita em virtude do falecimento de Calvino, existem apenas algumas notas.

A expectativa em Harvard era de que Calvino viria ensinar, modelar e prever os rumos futuros da literatura. Se conhecesse bem o Brasil, Brasília especialmente, teria adotado o nosso gingado e trazido consigo um Plano Nacional de Desenvolvimento da Literatura (PNDL), ou o rascunho de um Lei de Diretrizes e Bases da Literatura Universal (LDBLU), destinada a eleger prioridades de forma a alocar recursos para novos escritores. Em vez disso, todavia, sua ideia foi a de enunciar, conforme explicou sua mulher Esther na publicação póstuma das cinco conferências, "valores literários que mereciam ser preservados no curso do próximo milênio". As melhores lições do milênio que passou, destiladas para o próximo.

Esta forma de reunir desejos para o futuro me parece especialmente propícia também para os debates sobre o desenvolvimento brasileiro ou, ao menos, muito mais útil que esses nossos PNDs e PPAs que nada mais são que listas de rubricas orçamentárias do lado da despesa invariavelmente em valor muito superior ao das receitas disponíveis. Como se o irrealismo denotasse ambição e não irresponsabilidade.

Nos dias de hoje, o desenvolvimento não apenas deixou de ser uma questão de gasto público como, pelo contrário, passou a depender de os governos obedecerem determinados princípios limitadores, na ausência dos quais sua atuação é basicamente negativa. Tendo em vista o objetivo maior de se produzir crescimento com Justiça Social, cinco princípios a que devem se subordinar as políticas públicas brasileiras no próximo milênio podem ser enunciados como se segue:

1. Extroversão. O desenvolvimento do país, da empresa e das pessoas dependerá fundamentalmente de se encontrar bons termos com o ambiente à nossa volta. A autossuficiência é uma proposição fracassada e ultrapassada. Nenhum homem, empresa ou país é uma ilha em um mundo trespassado por fibras óticas. Felizes serão aqueles a maximizar seu intercâmbio, sujeitando-se a uma disciplina maior e integrando-se em grupos e redes cujo valor é um múltiplo de soma de seus membros.

2. Horizontalismo. O Estado deve corrigir as injustiças, é claro, mas deve evitar eleger favoritos e campeões. Deve promover a meritocracia, ensinar a pescar e não fornecer benesses de forma arbitrária, como ainda se faz em áreas "estratégicas", ou com problemas. Este é um país propenso a transformar todos os desfavorecidos em pensionistas do Estado, na forma de clientelas políticas. O Estado deve tratar a economia de forma horizontal, oferecendo oportunidades iguais a todos, portanto, deve preocupar-se com questões sistêmicas, holísticas e macroeconômicas.

3. Equilíbrio. Infeliz da Sociedade que impõe ao Estado deveres sob a forma de despesa, para os quais não lhe entrega, sob a forma de tributos, os recursos para executar. Ou que cria obrigações futuras (sob a forma de dívidas e pensões) que não economiza para depois cumprir. Quando a Sociedade condena o Estado ao desequilíbrio, as políticas públicas serão predatórias: vão tributar os pobres através da inflação ou penhorar o futuro com dívidas impagáveis. A responsabilidade fiscal há de entrar na lei penal.

4. Leveza. Cresceram em demasia as responsabilidades do Estado, que deve desembaraçar-se de todas as suas empresas a fim de concentrar-se no fornecimento, em níveis básicos, de bens públicos como educação e saúde, assim como pesquisa tecnológica e cultura. As burocracias dificilmente trabalham melhor que os mercados, que também não são perfeitos, mas certamente são mais baratos para o contribuinte.

5. Transparência. Os governos, no Brasil, raramente se exibem no que é importante. Você sabe qual o déficit do município onde mora? E o do Brasil? Sem leveza nem transparência, as políticas públicas exibirão doses preocupantes de corrupção, nepotismo, fisiologia, males que devemos nos mobilizar para combater. A internet vai ajudar, e transformar a política, mas vai revelar que as maiorias são silenciosas por desinteresse, dado que a política é uma chatice mesmo.

O título da sexta conferência era "consistência" e as anotações de Calvino apontavam para o tema "começar e terminar". Gustavo Franco, então, terminou sua exposição com a seguinte conclusão: “se os cinco princípios acima nomeados não forem adotados consistentemente, ou seja, se não entrarem para o mundo das leis e dos costumes, e não se transformarem em regras limitadoras de verdade, sua eficácia será muito pequena, como, aliás, costuma ser o caso dos planos de desenvolvimento”.

3ª Sessão Matutina

Alexandre Schwartsman, doutor em Economia pela Universidade da Califórnia (Berkeley) e ex-diretor do Banco Central, foi o palestrante da manhã do dia 23, com o tema, Conjuntura econômica nacional e internacional.

Ele se propôs a abordar a crise ora em andamento na Zona do Euro, como ela nos afeta e o que pode ser feito.  No cenário internacional destacou que os Estados Unidos da América (EUA) estão numa lenta recuperação, marcada pela retração do consumidor, que continua a liquidar dívidas. O investimento foi o que mais sofreu, e o residencial caiu mais que o corporativo. Essa combinação de consumo e investimento fracos deve permanecer por três a quatro anos.

A Europa está bem pior, mas não cabe a versão usual, de que há países austeros que vão bem e gastadores que vão mal. Em 2006-2007 os déficits públicos não eram altos e na Espanha estava perto de 1% do PIB, como na Alemanha. Só a Irlanda estava mesmo mal sob esse aspecto.

Ponderou que o maior problema veio do balanço de transações correntes. Os países têm a mesma moeda, mas não os mesmos salários, pois a mobilidade do trabalho é pequena. Eles estavam muito altos na Irlanda, Grécia, Espanha e Itália, implicando numa taxa de câmbio apreciada relativamente à da Alemanha, e subiram muito de 2001 a 2010.

Déficits em transações correntes como porcentagem do PIB cresceram muito nesses países. Como os preços e salários não são flexíveis com o euro, o ajuste pesou sobre a atividade econômica, com o que a arrecadação tributária caiu, e agravou a situação da dívida pública em vários países.

Sobreveio o problema dos bancos, que com a subida do prêmio de risco das dívidas públicas que carregam enfrentam dificuldades. Para quebrar esse processo seriam necessárias, entre outras medidas, a recapitalização dos bancos, garantia supranacional de depósitos via um fundo comum, supervisão e resolução unificadas da crise bancária, algo como uma federalização das dívidas nacionais, tal como aconteceu no Brasil com as dívidas estaduais nos anos 1990, mais a centralização do processo orçamentário europeu. A agenda é longa e complexa, mas os interesses nacionais estão desalinhados. Na China a desaceleração é visível, de um crescimento que chegou a 13% ao ano para os 7,5% previstos para este ano.

Para o Brasil, esse quadro externo implica em queda de exportações e de preços de algumas delas. A dificuldade de o País poupar é contornada com o investimento direto estrangeiro. O consumo do governo é um problema, muito alto e fora dos padrões de outros países da América Latina. Crescem os salários, mas a produtividade sobe menos do que eles. O setor de serviços repassa custos para preços, mas a indústria não consegue fazer isso, pois sofre forte competição externa.

Concluiu que o quadro é muito complicado, e que o problema mais sério está na Europa, onde a política trava soluções econômicas. Para o Brasil não será mais possível contar com o contínuo aumento dos preços das commodities. É preciso atacar problemas estruturais, com o objetivo de ampliar a produtividade e os investimentos, mas a política econômica usa o que deu certo no passado (mais consumo), que hoje não tem a mesma força. O Brasil não terá os mesmos problemas que a Europa enfrenta, mas tampouco irá crescer de forma satisfatória.

3ª Sessão Noturna

Roberto Macedo, assessor do Curso de Economia da FAAP, que no dia 13 de agosto último foi laureado com o prêmio “Economista do Ano”, outorgado pela Ordem dos Economistas do Brasil, fechou a programação da Semana de Estudos com o tema Dois enfoques de Finanças Pessoais. Este tema – finanças pessoais – será objeto de análise do próximo livro de Roberto Macedo, devendo ser lançado em 2013.

Macedo apontou que o enfoque tradicional entre economistas é o neoclássico, no qual a pessoa atua como homo economicus, ou seja, estimulada apenas por recompensas econômicas. Age racionalmente, bem informada e diante de mercados eficientes e seus preços, procurando tirar o maior proveito possível de seus recursos.

Nas duas últimas décadas ganhou muito espaço na literatura e nos meios financeiros um segundo enfoque, conhecido como de Finanças Comportamentais, que combina Economia e Psicologia. Mostra que as pessoas têm racionalidade limitada e nem sempre se revelam bem informadas a respeito da natureza e das implicações de suas decisões. O maior expoente desse enfoque é Daniel Kahneman, um psicólogo que ganhou o Nobel de Economia em 2002.

Em particular, ele ressalta que muitas decisões são intuitivas a partir de crenças, experiências e influências diversas, num processo onde a racionalidade é limitada.  No processo decisório, há o Sistema 1, automático e rápido, essencialmente intuitivo, e o Sistema 2, mais elaborado, controlado e lento, no qual  a racionalidade é mais atuante.

Macedo ilustrou com exemplos a operação desse processo e decisões equivocadas a que o primeiro sistema pode levar. A lição é que é preciso ter consciência disso para evitá-las, embora o Sistema 2 não seja infalível, inclusive porque pode ser dominado pelo Sistema 1.

Depois, focou a discussão na decisão entre consumir e poupar, onde considera que a análise das Finanças Comportamentais é particularmente relevante. Nessa decisão muitas pessoas sucumbem à operação do Sistema 1, e deixam de fazer provisões adequadas para o futuro, entre outros casos para a fase de aposentadoria, o que está por trás da existência de sistemas previdenciários públicos de adesão compulsória.

Macedo ressaltou quão importante é a poupança para a prosperidade pessoal, familiar e nacional, e sugeriu, na linha do enfoque das Finanças Comportamentais, que as pessoas com dificuldade de poupar devem recorrer ao que chamou de “produtos de compromisso com a poupança”. Como exemplo, deu o da compra de um imóvel a prestações, uma forma de poupar e investir ao mesmo tempo. É um compromisso difícil de romper por causa da necessidade habitacional, das pressões familiares em contrário e dos custos de transação envolvidos na rescisão do contrato de aquisição e na revenda do imóvel. O tema principal abordado durante a palestra foi finanças pessoais, dando ênfase em como poupar e investir.

Como já se tornou tradição nas semanas acadêmicas do Curso de Economia, há a participação de integrantes do corpo discente que, voluntariamente, colaboram fazendo parte da comissão organizadora. Neste semestre, as representantes do corpo discente foram Bethsaira de Oliveira e Vanessa Bougiotakis, respectivamente do 3º e do 5º semestre do curso de Relações Internacionais.

Foto 1 – William Waack, que é professor do curso de Relações Internacionais da FAAP, abriu a Semana de Estudos de Economia e Relações Internacionais
Foto 2 – Matheus Albergaria de Magalhães, pesquisador do Instituto Jones dos Santos Neves, vinculado ao governo do Espírito Santo, abordou o tema Aplicações criativas em Economia no século XXI, arrancando calorosos aplausos da plateia
Foto 3 – Renato Meirelles, formado em Publicidade e Propaganda pela FAAP e sócio-diretor da empresa Data Popular, encantou o público com sua palestra sobre a Nova classe média brasileira
Foto 4 – Professor Manuel José Nunes Pinto, coordenador do curso de Ciências Econômicas, as alunas que colaboraram na organização da Semana de Estudos, Bethsaira de Oliveira e Vanessa Bougiotakis, Gustavo Franco, professora Anapaula Iacovino Davila, coordenadora de monografia e Luiz Alberto Machado, vice-diretor do Curso de Economia, instantes antes do início da palestra do ex-presidente do Banco Central
Foto 5 – Flagrante da palestra de Gustavo Franco sobre O futuro do capitalismo no Brasil
Foto 6 – Estudantes e professores dos dois cursos de Economia – Ciências Econômicas e Relações Internacionais – compareceram em grande número para acompanhar as palestras da Semana de Estudos
Foto 7 – Alexandre Schwartsman, ex-diretor do Banco Central, em sua palestra sobre a conjuntura econômica nacional e internacional, tendo à sua direita os professores Luiz Alberto Machado e Manuel José Nunes Pinto, além da aluna Bethsaira de Oliveira, integrante da Comissão Organizadora da Semana de Estudos
Foto 8 – O ex-secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Roberto Macedo, que é o editor da Revista de Economia & Relações Internacionais, publicação semestral do Curso de Economia da FAAP, encerrou as atividades da Semana de Estudos com a palestra Dois enfoques de finanças pessoais

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*Note que as orientações gerais são meramente informativas para auxiliar o Usuário. A FAAP não se responsabiliza pela atualidade e precisão das informações. Orientações específicas e atuais poderão sempre ser localizadas dentro da seção de dúvidas/manual de instruções de cada navegador.

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POLÍTICA DE PRIVACIDADE - FAAP

A FAAP - FUNDAÇÃO ARMANDO ALVARES PENTEADO, fundação de direito privado, com sede na Rua Ceará, 02, Higienópolis, Município de São Paulo, Estado de São Paulo, CEP 01243-010, inscrita no CNPJ/MF sob o n.º 61.451.431/0001-69 e toda sua equipe, se preocupa com a segurança e proteção de dados pessoais e preza pela privacidade de seus integrantes, sejam equipes ou candidatos, de forma que através desta Política de Privacidade, pretendemos ser transparentes e demonstrar nossa preocupação para com o tratamento de dados pessoais.

Esta Política de Privacidade tem por objetivo informar e apresentar esclarecimentos sobre o tratamento aplicado aos dados pessoais de todo e qualquer titular que se relacione com esta instituição, considerando a Lei Federal 13.709/2018 – Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD).

Para fins de aplicação desta Política, são considerados titulares de dados toda e qualquer pessoa física, sendo que na relação com a FAAP, podemos mencionar o colaborador, estagiário, estudante, candidato, responsável legal, fornecedor, parceiro, prestador de serviço, usuário de nossos sites e qualquer outra pessoa física que interaja de alguma forma conosco.

SOBRE OS AGENTES DE PROTEÇÃO DE DADOS PESSOAIS

A FAAP é Controladora de dados pessoais na relação existente com seus alunos, colaboradores, visitantes e terceirizados. Os prestadores de serviços e parceiros da FAAP, dependendo da relação, objetivos e autonomia sobre o tratamento de dados pessoais, poderão se enquadrar como operadores ou controladores em conjunto ou singulares, sejam eles pessoa física ou jurídica.

SOBRE A COLETA DE DADOS

Os dados e o modo de coleta podem variar conforme o produto/serviço utilizado, bem como pela maneira de uso e interação do consumidor junto à FAAP, sendo ele aluno ou não. Estas informações ainda podem ser obtidas por meio de um terceiro ou parceiro comercial que tenham permissão para partilhá-las conosco.

Os dados pessoais serão coletados nas seguintes hipóteses:

  • - Compra ou uso dos nossos cursos, produtos ou serviços;
  • - Registro e/ou interesse em um curso, produto ou serviço específico;
  • - Preferências de navegação;
  • - Subscrição em newsletters e/ou mailing list;
  • - Realização de contato por meio de algum dos canais de atendimento;
  • - Participação em processo seletivo e para contratações;
  • Quando as informações pessoais estiverem disponíveis publicamente.

As informações que podem ser coletadas, quando necessário, serão as seguintes:

INFORMAÇÕES DE USUÁRIOS DOS SITES, CANDIDATOS, COLABORADORES E ALUNOS
DADOS PESSOAIS COLETADOS
FINALIDADE

Nome completo, endereço, gênero, data de nascimento, RG, CPF, número de telefone, e-mail, profissão e ainda nome da mãe e do pai quando necessários, certidão de nascimento, título de eleitor, certificado de conclusão e histórico escolar e quitação de serviço militar.

Identificar e autenticar, cumprir com obrigações, possibilitar acesso aos recursos e funcionalidades do sistema, ampliar nosso relacionamento, informar sobre andamento das fases de seleção, informar sobre desempenho acadêmico, bem como resultados de processos seletivos, prevenção de fraudes, informações futuras sobre novos cursos e oportunidades, informações administrativas.
No caso do teatro, são coletados dados de identificação, de contato e de pagamento, para fins de efetivação do pagamento e para fins de contato com o consumidor, caso haja cancelamento, alteração de horário, bem como qualquer informação administrativa.

sexo

Para fins de atendimento de políticas de diversidade, em alguns casos para cumprimento de obrigação legal, bem como para métricas de inscrições ou contratações de colaboradores.

Dados bancários ou de cartão de crédito ou débito

Necessário para processamento de pagamentos, armazenados parcialmente após a transação.
Dados bancários de colaboradores são tratados para fins de deposito de salário.

Foto.

Identificação, autenticação, prevenção à fraude, acervo histórico da feira, divulgação dos participantes.

Voz, quando há contato por meio de algum dos canais de Serviço de Atendimento ao Consumidor (gravação do atendimento);

Poderá acontecer gravação do atendimento para fins de exercício regular de direitos.

Preferências por produtos, serviços e atividades específicas, sendo essas informações fornecidas pelo próprio consumidor, ou deduzível a partir da forma como ele usa os produtos e serviços;

Melhorar a sua experiência em nossos sites e personalização de ofertas e recomendações personalizadas

Histórico navegação para eventual uso de ofertas e recomendações personalizadas

Melhorar a sua experiência em nossos sites e personalização de ofertas e recomendações personalizadas

Informações sobre quais páginas foram acessadas pelo Usuário, qual é seu navegador, seu sistema operacional, seu IP, entre outros Algumas páginas do Portal também podem armazenar cookies, que consistem em pequenos arquivos instalados por sites nos computadores quando o navegador de internet é usado. Esses arquivos permitem identificar se um mesmo aparelho já fez uma visita anterior ao Portal, e se o Usuário tem ou não Cadastro.

Aperfeiçoar e customizar o atendimento aos usuários.

(para maiores esclarecimentos sobre os dados recolhidos através de cookies, web beacons e outras tecnologias, consulte nossa Política de Cookies)

INFORMAÇÕES DE USUÁRIOS DOS SITES, CANDIDATOS, COLABORADORES E ALUNOS
DADOS PESSOAIS COLETADOS
FINALIDADE

Dados relacionados à saúde de seus colaboradores e alunos, como atestados médicos, receitas e medicações

Prestar socorro imediato quando necessário, atendimento em ambulatório, abono de faltas

Dados relacionados à deficiência física e dados relacionados à crianças especiais, incluindo informações médicas e psicológicas

Para fins execução dos serviços contratados, atendimento à Lei de inclusão

Quaisquer Dados fornecidos pelos Usuários serão armazenados pelo tempo necessário para o atendimento de suas finalidades e a FAAP envidará os melhores esforços na manutenção da confidencialidade integridade e disponibilidade das informações que forem fornecidas.

TODOS OS DADOS PESSOAIS COLETADOS DOS USUÁRIOS SERÃO INCORPORADOS A BASE DE DADOS DA FAAP ATENDENDO AOS PRINCÍPIOS E BASES LEGAIS PREVISTAS NA LEGISLAÇÃO.

PARA FACILITAR O SEU ENTENDIMENTO, A FAAP PODERÁ UTILIZAR AS INFORMAÇÕES COLETADAS DOS USUÁRIOS, INCLUSIVE POR MEIO DE COOKIES, PARA OS SEGUINTES PROPÓSITOS GERAIS:

  • INFORMAR A RESPEITO DE SUAS ATIVIDADES, INCLUINDO EVENTOS, PEÇAS TEATRAIS E OFERTA DE CURSOS, POR CORREIO ELETRÔNICO MALA DIRETA, SMS OU OUTROS MEIOS DE COMUNICAÇÃO;
  • MANTER ATUALIZADOS OS CADASTROS DOS USUÁRIOS PARA FINS DE CONTATO POR TELEFONE, CORREIO ELETRÔNICO MALA DIRETA, SMS OU OUTROS MEIOS DE COMUNICAÇÃO;
  • ELABORAR ESTATÍSTICAS GERAIS, SEM QUE HAJA IDENTIFICAÇÃO DO USUÁRIO;
  • RESPONDER ÀS DÚVIDAS E SOLICITAÇÕES DO USUÁRIO;
  • REALIZAR CAMPANHAS DE COMUNICAÇÃO E MARKETING DE RELACIONAMENTO;
  • COMUNICAR-SE COM O USUÁRIO, A FIM DE LHES DAR INFORMAÇÕES ADMNISTRATIVAS;
  • CUMPRIMENTO DE OBRIGAÇÕES LEGAIS, INCLUINDO REGULAMENTOS SETORIAIS E REGRAS FISCAIS; E
  • EXERCÍCIO REGULAR DE DIREITO EM PROCESSO JUDICIAL, ADMINISTRATIVO OU ARBITRAL

Sempre que as finalidades de tratamento depender de autorização expressa do Usuário, esta será solicitada no momento do cadastro físico ou digital, na contratação dos serviços educacionais, contrato de trabalho ou por ações específicas conforme necessidade.

DADOS PESSOAIS DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES

Considerando a prestação de serviços educacionais também à nível do ensino fundamental e médio, ao concordar com os termos desta Política de Privacidade, o responsável legal, afirma ter ciência de que serão coletados dados pessoais necessários para a execução dos serviços, assim como para cumprimento de obrigações legais e exercício regular de direitos, inclusive para armazenamento após o termino do contrato, sendo que a não concordância com os respectivos tratamentos, acarreta na impossibilidade de prestação dos serviços educacionais.

O responsável legal, toma ciência de que no caso de revogação do consentimento ou oposição a qualquer tratamento, após serem coletados os dados, estes permanecerão armazenados, quando necessário para atendimento de obrigações legais e exercício regular de direitos.

Nas demais hipóteses de tratamento será coletado o consentimento no contrato de matrícula ou em outro momento oportuno.

COMPARTILHAMENTO DE DADOS PESSOAIS

O banco de dados formados pelo cadastro, matrícula ou qualquer outro meio junto à FAAP é de propriedade desta e será compartilhado apenas para as finalidades específicas de execução do contrato (o que pode incluir compartilhamento com parceiros, prestadores de serviços/operadores e suboperadores.

No caso do setor de carreiras, os dados dos alunos que se candidatam às vagas, poderão ser compartilhados com as empresas parceiras e solicitantes do encaminhamento de currículos, para seleção e contratação

Além disso, a FAAP poderá compartilhar dados pessoais de sua base com parceiros, sempre que for em benefício aos titulares de dados pessoais, desde que devidamente autorizados, quando o tratamento não tiver justificativa nas demais hipóteses legais excludentes do consentimento.

No caso de parceria com Universidades de outros países poderá ocorrer a transferência internacional dos dados pessoais, ficando ciente o aluno, deste tratamento quando tiver como base a execução dos serviços a serem prestados ou será coletado o consentimento para ações independentes.

Em todo compartilhamento, a FAAP prezará pelo comprometimento dos operadores e parceiros envolvidos no tratamento dos dados pessoais, utilizando-se de cláusulas contratuais e protocolos de segurança que garantam a proteção e privacidade dos dados que lhes foram compartilhados exigindo o mesmo nível de proteção destes agentes.

Todo compartilhamento será pautado no princípio da necessidade atentando-se ao mínimo necessário para atingir às finalidades esperadas.

Exemplo de compartilhamentos:

  • Outras universidades para fins de parcerias em eventos;
  • Com empresas parceiras para concessão de benefícios;
  • Com autoridades judiciais, mediante determinação legal.

Poderão ser compartilhados com quaisquer parceiros, dados estatísticos como índice de alunos ou colaboradores por gênero, região de moradia, idade, entre outros, desde que anonimizados e os dados cujo compartilhamento foi expressamente autorizado pelo titular e/ou responsável.

A não ser por obrigação legal, incluindo determinação judicial, ou autorização expressa, os Dados do usuário jamais serão transferidos a terceiros que não sejam parceiros ou empresas autorizadas pela FAAP ou usadas para finalidades diferentes daquelas para as quais foram coletadas e informadas ao titular.

ARMAZENAMENTO DOS DADOS PESSOAIS:

Os dados coletados são armazenados em servidores externos, localizados no exterior e alguns dados permanecem em servidor próprio.

Os dados são armazenados em ambiente seguros e controlados, incluindo dados de acesso e registros de logs, sempre em atendimento aos prazos legais.

DA ATUALIZAÇÃO E VERACIDADE DOS DADOS FORNECIDOS

O USUÁRIO GARANTE A VERACIDADE E EXATIDÃO DOS DADOS QUE FORNECER À FAAP, OU SEJA, A FAAP NÃO TEM QUALQUER RESPONSABILIDADE NO CASO DE INSERÇÃO DE DADOS FALSOS OU INEXATIDÃO DOS DADOS PESSOAIS INFORMADOS PELO USUÁRIO À FAAP.

É de responsabilidade do próprio titular ou responsável legal (quando aplicável) a ratificação ou retificação das informações fornecidas, quando necessário.

DOS DIREITOS DO TITULAR DOS DADOS PESSOAIS

A Lei garantiu ao Usuário determinados direitos em relação às informações pessoais que estão sob a tutela da FAAP, em função das coletas e tratamentos realizados, esses direitos estão elencados no art. 18º, quais sejam:

  • confirmação da existência de tratamento;
  • acesso aos dados;
  • correção de dados incompletos, inexatos ou desatualizados;
  • anonimização, bloqueio ou eliminação de dados desnecessários, excessivos ou tratados em desconformidade com a Lei;
  • portabilidade dos dados a outro fornecedor de serviço ou produto, mediante requisição expressa, de acordo com a regulamentação da autoridade nacional, observados os segredos comercial e industrial; (ANPD ainda irá regulamentar sobre a portabilidade)
  • eliminação dos dados pessoais tratados com o consentimento do titular.
  • informação das entidades públicas e privadas com as quais o controlador realizou uso compartilhado de dados;
  • informação sobre a possibilidade de não fornecer consentimento e sobre as consequências da negativa;
  • revogação do consentimento;

Além disso, o titular poderá solicitar cópia de seus próprios dados pessoais e opor-se à recepção de mensagens de marketing. Neste caso o descadastramento destas mensagens poderá ser feito pelo e-mail faleconosco@faap.br.

Esclarecemos que ao optar por não receber mensagens de marketing não significa que deixará de receber mensagens relacionadas com os seus cursos e outras informações administrativas.

CASO VOCÊ QUEIRA ENTRAR EM CONTATO PARA OBTER MAIS INFORMAÇÕES SOBRE O TEMA, REGISTRAR UMA RECLAMAÇÃO OU FAZER QUALQUER REQUISIÇÃO RELACIONADA AO TRATAMENTO DE DADOS PESSOAIS EFETUADO PELA FAAP, ENTRE EM CONTATO PELO E-MAIL PRIVACIDADE@FAAP.BR

FAAP busca tratar e armazenar os seus dados somente durante o tempo estritamente necessário. Na hipótese de tratar-se de aluno os dados serão mantidos e compartilhados com as autoridades em obediência a prescrições legais.

Antes de solicitar exclusão de dados verifique o enquadramento: (i) necessidade de armazenamento por período exigido em lei; (ii) pelos períodos legalmente definidos para fins de investigação e ações judiciais; e (iii) pagamentos e faturas e demais obrigações de natureza fiscal.

DO NÃO FORNECIMENTO DOS DADOS:

O não fornecimento dos dados pessoais necessários para execução do contrato acarretará na impossibilidade de contratação e de execução dos serviços.

No caso do teatro FAAP, o não fornecimento dos dados pessoais na aquisição dos ingressos, mediante compra física, poderá acarretar na ausência de contato e comunicação no caso de situações emergenciais, como por exemplo, no caso de cancelamento de eventos.

Outros dados quando não indicados como obrigatórios e coletados com base no consentimento poderá impossibilitar algumas ações propostas para beneficiar os titulares.

COMO SERÃO PROTEGIDAS AS INFORMAÇÕES PESSOAIS?

A FAAP empenha-se em tomar todos os tipos de medidas administrativas, técnicas e físicas de cunho preventivo em relação à segurança e privacidade durante a execução de suas atividades envolvendo dados pessoais, desde o treinamento e conscientização dos colaboradores, até o uso de tecnologias de criptografia e firewall avançadas.

Se nossos sites possuírem ligações com sites de terceiros, é possível que durante sua navegação você seja direcionado a esses sites. Nesses casos, a responsabilidade sobre a segurança e proteção dos seus dados caberá aos referidos terceiros, de forma que recomendamos a leitura dos termos de uso, políticas de privacidade e de cookies dos respectivos sites.

Este cenário também se aplica às hipóteses em que você divulgue seus dados pessoais em plug-ins sociais e sites de busca. Nesses casos, o tratamento dos dados será realizado pelos terceiros em questão e, novamente, sugerimos a leitura dos termos de uso, política de privacidade e de cookies destes respectivos sites/terceiros.

INEXISTÊNCIA DE VÍNCULO

O presente instrumento e as obrigações e direitos aqui previstos não importam na criação de qualquer vínculo trabalhista, societário, de parceria ou associativo entre o Usuário e a FAAP, sendo excluídas quaisquer presunções de solidariedade entre ambos no cumprimento de suas obrigações.

EVENTOS DE CASO FORTUITO E FORÇA MAIOR

A FAAP não se responsabiliza por quaisquer eventos oriundos de caso fortuito ou força maior, assim entendidas as circunstâncias imprevisíveis e inevitáveis que impeçam, total ou parcialmente, a execução das obrigações assumidas.

DO ENCARREGADO PELO TRATAMENTO DE DADOS PESSOAIS DA FAAP

Atendendo aos requisitos e nos termos da LGPD, a FAAP nomeou o encarregado (DPO) pela proteção de dados pessoais, cuja é o responsável pelas orientações e atendimentos relacionados ao tema.

Para entrar em contato:

Para quaisquer dúvidas ou demandas relacionadas especificamente ao tema proteção de dados pessoais, o atual Encarregado poderá ser contatado conforme dados a seguir:
DPO: Cristina Sleiman – privacidade@faap.br
Endereço para correspondência: RUA ALAGOAS, Nº903 – HIGIENÓPOLIS – setor jurídico

DISPOSIÇÕES FINAIS

A FAAP reserva-se o direito de modificar, acrescentar ou remover conteúdos e partes desta política a qualquer momento e a seu exclusivo critério. Neste caso a FAAP informará aos titulares de dados sobre atualizações de suas Políticas, o que não isenta o titular de consultá-la com regularidade. Recomendamos que você consulte esta política quando tiver alguma dívida e sempre que navegar por nossos sites

Os direitos e obrigações decorrentes deste documento poderão ser cedidos a qualquer empresa pertencente à FAAP. Na eventualidade de qualquer das disposições deste documento vir a ser considerada nula, anulável ou inaplicável, por qualquer razão, as demais disposições deste contrato permanecerão em vigor e inalteradas, continuando a vincular as partes.

Ao navegar pelo Portal FAAP, você aceita guiar-se pelos Termos de Uso e Políticas de Privacidade e de Cookies, que se encontrarem vigentes na data de seu acesso, portanto, deve verificar os mesmos previamente cada vez que visitar o Portal FAAP.

Este instrumento será regido e interpretado de acordo com a legislação brasileira, eleito o Foro da Comarca de São Paulo, Estado de São Paulo, para questões a ele relativas, com renúncia expressa a qualquer outro.

Data da atualização desta Política: novembro/2021