Semana de Economia 2011

Agenda diversificada caracteriza a Semana de Estudos de Economia e Relações Internacionais

Os alunos dos dois cursos do Curso de Economia – Ciências Econômicas e Relações Internacionais – tiveram oportunidade de participar, de 22 a 26 de agosto, da tradicional Semana de Estudos que, neste semestre, se caracterizou pela diversificação de sua agenda.

Além das palestras nos períodos matutino e noturno, realizou-se uma programação complementar no período da tarde, com envolvimento mais ativo dos alunos, de forma a lhes propiciar maior participação e desenvoltura na organização e condução de atividades.

A Semana de Estudos teve a seguinte programação:

Dia 22 de agosto – 2ª feira

9h00 – Centro de Convenções
O papel do Brasil na Rio + 20
Marina Silva – Ministra do Meio Ambiente (2003 – 2008)

14h00 – Auditório 02
Empreendedorismo e empregabilidade – O papel do jovem no mercado
Sylvio Gomide – Presidente do Conselho de Jovens Empresários da FIESP

20h00 – Auditório 01
O mercado de luxo no Brasil
Paulo Kakinoff – Presidente da Audi

Dia 23 de agosto – 3ª feira

9h00 – Centro de Convenções
A Ásia como nova fronteira do capitalismo
Oliver Stuenkel – Professor da FGV-SP
Airton Villafranca – Standard Bank

14h00 – Auditório 02
Divulgação do Fórum FAAP e da Missão Caminho de Abraão 2012
Raquel Rocha – Coordenadora de Iniciação Científica do Curso de Economia

20h00 – Auditório 01
A crise econômica internacional, o papel e a reforma do FMI
Murilo Portugal – Presidente da Febraban

Dia 24 de agosto – 4ª feira

9h00 – Centro de Convenções
A abertura de novas fronteiras da inserção internacional do Brasil
Luiz Eduardo Cruz – BNDES
Hanna Tatarchenko Welgacz – APEX-Brasil

14h00 – Auditório 02
Projeção do documentário “Trabalho Interno”
Debate: Roberto Macedo – Editor da Revista de Economia & Relações Internacionais

20h00 – Auditório 01
Aspectos da educação no Brasil
Cláudio Moura Castro – Colunista da revista Veja

Dia 25 de agosto – 5ª feira

9h00 – Centro de Convenções
Crise Europeia
Guillermo Hirschfeld – Coordenador de Programas para a América Latina da Fundación para el Análisis y los Estudios Sociales (FAES) 
Miguel Ángel Cortés – Diretor da FAES, ex-secretário de Estado da Espanha para a Cooperação Internacional e para a América Latina

14h00 – Auditório 02
Divulgação da Missão à Universidade de Meiji
Hélio Michelini Pellaes Neto - Professor do Curso de Economia da FAAP

20h00 – Auditório 01
O custo Brasil e a competitividade
José Serra – Governador de São Paulo (2007 – 2010)

Dia 26 de agosto – 6ª feira

9h00 – Auditório 01
A infraestrutura brasileira
Rubens Ricupero – Secretário-Geral da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (1995 – 2004), ministro da Fazenda (1994), ministro do Meio Ambiente e da Amazônia Legal (1993 – 1994), diretor do Curso de Economia da FAAP

20h00 – Auditório 01
Desenvolvimento econômico do Brasil no longo prazo: Panorama histórico e perspectivas
Reinaldo Gonçalves – Professor do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)

O papel do Brasil na RIO + 20

A palestra de abertura da Semana de Estudos foi feita pela ex-ministra e ex-senadora Marina Silva, cujo tema foi O papel do Brasil na Rio + 20. Tiveram ainda assento à mesa, além da ex-ministra, o embaixador Rubens Ricupero, diretor do Curso de Economia, o professor Luiz Alberto Machado, vice-diretor do Curso de Economia, e o aluno Fellipe Trindade, da comissão organizadora da Semana de Estudos.

Inicialmente, abrindo os trabalhos, o embaixador Ricupero saudou os presentes e a palestrante, historiando a sua importância no cenário político nacional por suas ideias, defesa da ética, valorização dos recursos naturais e a luta pelo desenvolvimento sustentável. A respeito, fez uma análise circunspecta do momento político e econômico nacional, destacando a importância do compromisso com a moral e a ética. Ressaltou que Marina encarna estas qualidades, mormente por ser uma figura impoluta, que, embora engajada na vida pública, não está associada a problemas aviltantes. Pelo contrário, sobressai-se pelas melhores virtudes dos valores morais e humanos, afora a sua luta pela sustentabilidade e ecologia. Em seguida, escusando-se por ter que se retirar devido a imperativo de força maior, passou a condução dos trabalhos ao vice-diretor do curso. Machado, após saudar a ilustre visitante, em que lembrou sua importante participação no último CONOSUR (Encontro de Estudantes e Graduados em Relações Internacionais), e a leitura de seu currículo pelo estudante Fellipe Trindade, passou a palavra à oradora.

Marina iniciou seu pronunciamento contextualizando a importância da participação do Brasil na próxima conferência de Meio Ambiente e Desenvolvimento das Nações Unidas, a chamada Rio + 20 (assim denominada por vir a ocorrer vinte anos depois da conferência Eco-92, também realizada no Rio de Janeiro).

Segundo Marina, o Brasil conquistou enormes avanços a partir de 1992, mas ainda tem graves desiquilíbrios. Entre os avanços, destacou a consolidação da democracia, o estabelecimento de uma sociedade civil vigorante e a inclusão social – com a redução da pobreza em mais de trinta por cento da população. Entre os desiquilíbrios, destacou, entre outros, a falta de igualdade de oportunidades; a falta de qualidade e valorização do ensino, da infância à universidade, realçando o analfabetismo de dez milhões de jovens; a degradação de inúmeras áreas aráveis com mais de sessenta milhões de hectares; o comprometimento dos recursos hídricos; culminando com a falta de visão estratégica na condução dos problemas nacionais. No contexto, assinalou o retrocesso na política, em que a corrupção campeia.

Referindo-se ao Código Florestal, afirmou que “se ele for aprovado (no Senado), vamos perder o controle do desmatamento”, ao citar que o desmatamento aumentou 450% no Mato Grosso com a expectativa da aprovação da proposta.

No tocante aos problemas globais, para a ex-ministra a raiz da crise econômica, com a perda de milhões de empregos, está na arquitetura do sistema financeiro, em que a principal causa foi um problema de ética. “O problema maior é de ética, não de técnica” – asseverou. Na sua visão, o campo dos valores éticos deve incluir, a preservação dos recursos naturais, ambientais e econômicos.

Voltando-se para a Rio + 20, Marina considerou a conferência das Nações Unidas como uma oportunidade para o Brasil criar as bases políticas e reestruturar a sua matriz energética. Segundo ela, o Brasil é o país que reúne as melhores condições para adotar uma base energética limpa. Além disso, o Brasil deverá preconizar o que deseja ser, repactuando os compromissos socioeconômicos e uma mudança na política, em que disponhamos de uma visão existencial generosa da sociedade e possamos questionar a natureza ética diante da escassez e do esgotamento dos ecossistemas. A saída, segundo Marina, concluindo sua fala, “consiste em nos conectarmos com a nossa infância e juventude civilizatória”.

O mercado de luxo no Brasil

A primeira noite da Semana reservou aos presentes um tema de extremo interesse e importância no campo da Economia Criativa, O mercado de luxo no Brasil. Nele insere-se o MBA de Gestão do Luxo da FAAP, o melhor curso de pós-graduação daquela área de negócios no País.

O palestrante da noite foi Paulo Sérgio Kakinoff, 34 anos, presidente da Audi Brasil. É o primeiro brasileiro a ocupar o cargo e também o mais jovem executivo da empresa a liderar uma das filiais da marca.

A palestra teve a mediação do professor Silvio Passarelli, diretor do curso de Artes Plásticas da FAAP, um renomado especialista do assunto. Participou ainda da mesa a estudante Karina Calandrin, representante da comissão organizadora da Semana de Estudos.

A apresentação foi aberta pelo professor Luiz Alberto Machado, vice-diretor do Curso de Economia da FAAP, que saudou os presentes e comentou a importância do evento. Em seguida, passou a palavra ao professor Passarelli.

Silvio teceu considerações sobre a produção e consumo de massa, as empresas de luxo e acerca da criação do Curso de MBA do Luxo da FAAP. O Curso, que já está na oitava turma, trata dos valores sociais dos novos tempos, confirmados pela ampla aceitação, sucesso e procura que desfruta como referencial de alto nível. Em seguida, após a leitura do currículo do orador pela aluna Karina Calandrin, passou a palavra ao palestrante.

A apresentação de Kakinoff distinguiu-se pelo show de técnica e de imagem, além do domínio e versatilidade do palestrante sobre o tema.

Inicialmente, Kakinoff discorreu sobre o mercado de luxo como um todo, para, depois, focar o automobilístico, destacando o segmento premium de consumidores. Procedeu, então, a uma ampla análise deste extrato social, cobrindo os vários tipos de clientes e seu comportamento de consumo, nos quais inseriu os produtos da Audi.

Destacou, em seguida, que no segmento premium há quatro grupos de consumidores: a elite conservadora, a elite moderna, os jovens ricos e a elite engajada. Analisando cada um destes segmentos, procedeu à qualificação de cada um deles, inserindo seus gostos e preferência. Procedeu à análise dos produtos requeridos para atendê-los e o tratamento de marketing requerido para conquistá-los. Neste sentido, trata-se, segundo ele, de um público exigente, afeto à tecnologia e à funcionalidade do produto. Um público que requer produtos sofisticados, com poder de sedução e fascínio, que tragam prestígio.

No contexto econômico, assinalou que ao contrário de outros mercados, não há uma correlação entre a crise econômica e os produtos de luxo. Pelo contrário, verifica-se um aumento significativo das vendas no segmento premium entre 25% e 30%.

Especificamente, no caso da Audi, desde 2009 a marca vem crescendo em torno de 45% ao ano. A Audi acredita no crescimento do mercado. Tanto que, em média, tem lançado um carro novo a cada 45 dias, o que propicia no Brasil o maior crescimento da marca em todo o mundo. Isto, segundo Kakinoff, deve-se à tecnologia e inovação da marca, percebida pelo consumidor em função da beleza da linha e da tecnologia empregada. O segmento premium intensifica a agregação de valor.

Exemplificou, descrevendo o compacto Audi A1, último lançamento da marca. O carro incorpora o estado da arte em tecnologia: um produto de vanguarda, que permite a configuração, personalização e integração com gadgets. É dotado de design primoroso, altíssimo padrão de qualidade, performance e tecnologia de ponta.

A Ásia como froneira do capitalismo

O segundo dia da Semana de Estudos teve como tema A Ásia como nova fronteira do capitalismo. As palestras foram proferidas por Airton Villafranca e Oliver Stuenkel. Moderou o evento o professor Marcus Vinicius de Freitas. Participou também da mesa o aluno Renan Fava Serafim, representante da comissão organizadora.

Ao iniciar a apresentação, o moderador, professor Marcus Vinícius de Freitas, estabeleceu o tom ao tratar do crescimento da dependência da relação comercial do Brasil quanto à Ásia e o impressionante crescimento que a região tem apresentado nas últimas cinco décadas, considerando-a como o lugar no mundo onde houve maior inclusão social na história da humanidade num período muito curto de tempo.

Villafranca afirmou que o capitalismo asiático é muito diferente do brasileiro, em razão da carga histórica dos povos que apresentam vasta diversidade cultural, política e religiosa. Aprofundou, ainda, a análise sobre mercados como Cingapura, um dos portos comerciais mais importantes do mundo e porta de entrada da Ásia. Ressaltou o impressionante salto capitalista da Coreia do Sul que, em 30 anos, construiu uma indústria forte, com alta qualidade na mão-de-obra, em razão da decisão histórica de fortalecer o nível educacional do país, enviando seus estudantes aos Estados Unidos e outros centros internacionais de educação para melhoria no nível da mão-de-obra. Afirmou que a Índia tem dado um salto enorme na melhoria de seu parque industrial, porém as grandes disparidades, particularmente em infraestrutura, burocracia e pobreza ainda constituem fatores de enorme preocupação. Por fim, ao retratar a China, enfatizou que, cada vez mais, devido à escassez de recursos naturais, o comércio com o Brasil deverá ser incrementado. Recomendou, ainda, que os estudantes considerassem estudar e viver uma época de suas vidas na Ásia para melhor compreenderem estes que serão grandes parceiros econômicos do Brasil no futuro.

Já Stuenkel afirmou que, ainda por um tempo, o Ocidente continuará a atuar como “Agenda Setter”, no sentido de que determinará os padrões de comportamento e consumo mundial. Relembrou a questão do capitalismo chinês, diferente do Ocidental, caracterizado por uma constante participação do Estado na Economia e relativa liberalização econômica. Afirmou, ainda, que a China ainda apresenta uma baixa capacidade de inovação, com uma longa jornada ainda a percorrer na melhoria da qualidade da educação e no meio ambiente, além das liberdades democráticas. Afirmou, no entanto, que a despeito dos grandes desafios, maiores ainda são as oportunidades e que os estudantes deveriam participar de intercâmbios para compreender melhor a potência econômica que é a China, e que a falta de especialistas na área ainda é uma preocupação, refletida, até mesmo, no tamanho da representação brasileira em Beijing.

Assim, ficou claro a todos os presentes que a Ásia deve constituir um importante campo de estudos e de atividade profissional e que aqueles que tiverem o desejo de alçar maiores voos deverão ver naquela região um oceano de oportunidades para o crescimento pessoal.

A crise econômica internacional, o papel e a reforma do FMI

Na noite do segundo dia da Semana de Estudos aconteceu a palestra de Murilo Portugal, que teve como tema A crise econômica internacional, o papel e a reforma do FMI. A preleção teve a intermediação do professor Roberto Macedo. Participou também da mesa Fellipe Trindade, membro da comissão organizadora da Semana de Estudos.

Murilo Portugal, ex-secretário do Ministério da Fazenda, ex-vice-diretor geral do FMI e atual presidente da Febraban, discorreu sobre o tema com enorme competência técnica e ampla vivência no assunto, expressando seu ponto de vista pessoal. A exposição de Murilo abrangeu a crise financeira internacional; a reforma do FMI e do Sistema Monetário Internacional e as lições depreendidas, conforme destaques de seu discurso:

Abordando o primeiro ponto de sua exposição, o orador analisou a crise financeira internacional iniciada em 2007, de que redundou uma severa recessão, comprovada por forte declínio do PIB mundial. Tal situação perdura até hoje e deverá estender-se ainda por alguns anos. Ainda que os efeitos da crise ainda perdurem, já se pode tentativamente extrair a análise dos principais fatores que a causaram e extrair-se lições para o futuro.

A crise financeira internacional deveu-se a falhas na regulação e supervisão financeira e a falhas na política macroeconômica e no modelo de crescimento global. No tocante à primeira, houve falhas na regulação e supervisão dos sistemas financeiros americano e europeu, nos sistemas de controle e de incentivos internos dos bancos dos países desenvolvidos, na atuação das agências de risco de crédito e no comportamento dos investidores institucionais. Quanto à segunda falha, a política macroeconômica dos países sistêmicos da economia mundial nos anos que antecederam a crise parece também ter contribuído para a excessiva alavancagem e tomada de risco e para a exacerbação de desequilíbrios da economia global.

Segundo Murilo, com vistas às falhas financeiras, o Comitê da Basileia emitiu novas propostas para elevar as exigências de capital em áreas em que a atual crise revelou problemas. Um novo conjunto de princípios para gerenciar os riscos de liquidez foi emitido. Organizações como o FMI, o BIS, FSB e o Comitê da Basileia começaram a discutir como melhor capturar os riscos sistêmicos e como adicionar um enfoque macro prudencial ao tradicional enfoque micro prudencial da regulação financeira.

No tocante às reformas do FMI e do sistema monetário internacional, Murilo indica que a crise financeira internacional provocou muitas sugestões na arquitetura monetária internacional, uma vez que o sistema atual, uma espécie de Bretton Woods II, é um sistema de contas abertas, liberalização financeira e taxas de câmbio flutuante, sujeitas a um monitoramento ineficiente do FMI em relação aos países sistêmicos. Várias ideias têm sido apresentadas, embora não haja completa clareza sobre o que deva ser feito.

A reforma almejada deverá contemplar o fortalecimento das políticas macroeconômicas nos países sistêmicos e modelos de crescimento global mais sustentável, a ampliação dos recursos financeiros do FMI e a modernização de seus instrumentos de empréstimo, juntamente com novos critérios para a emissão de Direitos Especial de Saque pelo FMI.

Para o expositor, os objetivos a serem julgados por qualquer reforma deveriam ser os de promover o crescimento sustentado do produto, emprego e renda a nível mundial, de forma não inflacionária, fiscalmente sustentável e socialmente inclusiva, com uma convergência mais rápida de renda per capita dos países emergentes e em desenvolvimento para os níveis de renda dos países desenvolvidos.

Finalizando sua palestra, Murilo Portugal ponderou que “as crises são sempre dolorosas e custosas. Seu único lado positivo é o de criar oportunidades para mudanças que usualmente não são possíveis em tempos normais.”.

A abertura de novas fronteiras da inserção internacional do Brasil

Durante a manhã do terceiro dia da Semana de Estudos, em 24 de agosto, foi realizado um painel voltado para a internacionalização das empresas brasileiras com as palestras de Luiz Eduardo Cruz (BNDES) e Hanna Tatarchenko Welgacz (APEX-Brasil), tendo como tema A abertura de novas fronteiras da inserção internacional do Brasil. As exposições foram mediadas pelo professor Hélio Michelini Pellaes Neto. Estava ainda à mesa o aluno Fellipe Trindade, membro da comissão organizadora da Semana de Estudos.

Abertos os trabalhos, a painelista Hanna T. Welgacz apresentou os principais eixos do apoio conferido pela APEX/BRASIL à internacionalização de negócios, recordando que a instituição recebeu, em 2010, o prêmio de melhor agência de promoção comercial do mundo. Este prêmio, destacou, conferido pelo International Trade Centre, por sua vez vinculado à Organização das Nações Unidas, é fruto do reconhecimento da Comunidade Internacional quanto ao amplo esforço que a APEX destina para que as empresas brasileiras, fundamentalmente aquelas de pequeno e médio porte, também possam aproveitar as oportunidades do comércio externo.

Em continuidade, e já a cargo do painelista Luiz E. Cruz, passou-se à apresentação do BNDES, revelando ativos que em 2010 superaram, em muito, aqueles mantidos pelo BIRD, BID e CAF. Prosseguindo com a análise chamou a atenção para o curioso fato de estarmos apenas à metade do imperioso volume disponibilizado pela China DB no período, porém, sermos efetivamente mais lucrativos que este último, o que permite creditar algum valor também ao debate democrático e à reflexão em torno dos projetos que devem ser apoiados ou rejeitados.

Aspectos da Educação no Brasil

Na noite de quarta-feira, terceiro dia da Semana de Estudos, realizou-se a palestra de Cláudio de Moura Castro, economista especializado em pesquisa da educação e colunista da revista Veja, versando sobre os Aspectos da educação no Brasil. Sua exposição foi intermediada pelo professor Manuel Nunes, coordenador do Curso de Ciências Econômicas. Como integrante da comissão organizadora, participou a aluna Karina Calandrin.

A exposição de Cláudio de Moura Castro pronunciou-se pela erudição e vivência do tema. Inicialmente, o orador versou sobre a evolução da educação ao longo do tempo, discorrendo sobre as características de cada modelo de ensino. Expôs, em seguida, as condições de educação e ensino praticados na atualidade. Debruçou-se depois sobre a filosofia da educação e terminou por analisar os desafios educacionais da atualidade brasileira.

Na digressão sobre o ensino superior, o palestrante realçou que não há modelo ideal de ensino. Há sim vários modelos educacionais e curriculares, ocorridos a partir da Idade Média. Inicialmente, o ensino dedicava-se à Teologia e Humanidades. Mais tarde, por influência da burguesia, dá-se a introdução da ciência no currículo. Posteriormente, no século 19, ocorre a introdução da pesquisa no ensino. No contexto, o orador aproveitou para diferenciar o modelo de educação europeia continental do modelo anglo-saxão.

Assinalando que há um conflito entre o ensino profissional e o educacional, Moura Castro posicionou-se contra a multidiversidade dizendo que quem tudo quer fazer, acaba por juntar até aquilo que é separável, tornando o modelo educacional frágil e confuso. Neste sentido opôs-se às “viúvas da indissociabilidade” do ensino e da pesquisa, indagando: “a pesquisa melhora o ensino?”. Segundo ele, não há evidências positivas nesse sentido.

Sobre o Brasil, o orador analisou do ensino básico ao superior, comparando o público e o privado e a modalidade presencial e à distância. Segundo ele, no item de qualidade, o ensino privado se aproxima do público. E a metade dos cursos à distância é melhor do que a dos presenciais. Quanto ao ensino médio, estamos no pior dos mundos dado a qualidade catastrófica. Enquanto o ciclo básico simplesmente não funciona.

Na visão de Moura Castro, educar é para a vida, sendo imperativo o desenvolvimento das habilidades básicas, em que se destacam: ler rápido e entender o seu significado; falar, escrever e ouvir bem; dominar pelo menos três idiomas, português, inglês e espanhol; saber usar números para resolver problemas do mundo real; saber utilizar o computador; e, imperativamente, saber pensar. Pensar, para Moura Castro, é usar palavras. “Quem não sabe usar palavras não sabe pensar!” – asseverou, alicerçado em Wittgenstein, para quem “Os limites da minha linguagem são também os limites do meu pensamento”.

Finalizando sua preleção, o orador abordou os desafios a serem enfrentados. Em termos de educação há necessidade de aprender a pensar por conta própria, através de leituras e conversas (pensamento, arte e filosofia), preparando-nos para os imperativos futuros. Profissionalmente, deve-se aprender a resolver problemas concretos. Essencialmente, deve-se aprender a pensar, pois educação é a capacidade de separar o que faz sentido daquilo que não o faz. Ter-se em conta – como diria Georges Steiner – de que não há “nada mais perigoso do que ideias e palavras”.

Crise Europeia

Na quinta-feira, pela manhã, realizou-se a palestra sobre a Crise europeia, tendo como oradores Miguel Ángel Cortés (ex-ministro da Cultura da Espanha) e Guillermo Hirschfeld (do Centro de Estudos Íbero-americanos da FAES). A mediação foi feita pelo professor Luiz Alberto Machado, vice-diretor do curso. Estava também à mesa a aluna Karina Calandrin, da comissão organizadora.

Guillermo Hirschfeld, o primeiro a dar seu depoimento, iniciou sua exposição fazendo uma análise do panorama econômico global para, posteriormente, se concentrar na situação da América Latina, a partir de uma perspectiva europeia.

Destacou três pilares predominantes da globalização: no plano político, a democracia representativa; no plano econômico, a economia de mercado; e no plano institucional, o racionalismo empírico.

E, ao contrário do que ocorreu durante o período da Guerra Fria, em que o regime soviético se constituía numa alternativa real, não há na atualidade qualquer alternativa real a esses pilares fundamentais da economia globalizada.

Nesse sentido, a par de certa confusão típica de uma fase de transição, as principais ameaças à estabilidade desse modelo hegemônico são, em realidade, velhos conhecidos que ressurgem com novas roupagens. Entre essas ameaças destacam-se: o populismo, a violência sistêmica, e algumas formas deturpadas de ação do Estado, tais como o Estado Ausente.

Concluiu sua exposição apontando quais são, em sua opinião, os principais desafios da América Latina:

Miguel Ángel Cortés, deputado do parlamento espanhol e diretor da Fundación para el Análisis y los Estudios Sociales (FAES) transmitiu a sua perspectiva da situação europeia, a partir do caso espanhol.

Espanha, como o resto da União Europeia está atravessando uma fase econômica difícil. A situação espanhola é particularmente delicada devido a um elevado índice de desemprego, que se aproxima dos 21%. Caso não houvesse uma sólida estrutura familiar e a existência da economia submersa a situação se tornaria insustentável.

Os dados estatísticos oficiais mostram que o desemprego entre os jovens alcança 45%. Isso em uma época em que o país conta com as gerações melhor formadas da história espanhola. Na Espanha, país que tradicionalmente foi receptor de imigração, muitos jovens estão procurando emprego na Alemanha, no Reino Unido e na América Latina.

O crescimento da economia espanhola está abaixo da média europeia e com tendência declinante. Em agosto já se falava em recessão. A rigidez da economia espanhola mostra que somente é possível recuperar o emprego com um crescimento da ordem de 3% ao ano e nestes momentos é de 0,7 ou 0,8%.

A inflação está acima da média europeia, embora esteja sendo contida pela queda dos preços do petróleo e pelo declínio da atividade econômica. A decisão do Banco Europeu em agosto de comprar títulos da Itália e da Espanha corre o risco de que a inflação aumente na Zona do Euro.

Em relação à situação da Espanha no contexto da Europa, a dívida pública está em níveis aceitáveis, em torno de 60% do PIB, porém a economia espanhola tem um problema, que é a dívida privada, ou seja, à dívida pública é necessário somar a dívida privada, e as taxas são afetadas pelo risco país. Por essa razão dívidas de grandes empresas crescem devido ao aumento do risco país. Quando José Maria Aznar deixou a presidência do governo os títulos espanhóis tinham melhor aceitação que os títulos alemães. Neste momento há uma diferença de mais de 300 pontos de desvantagem em relação aos títulos alemães.

O que acontecerá no futuro? Miguel Ángel Cortés comentou não ter uma bola de cristal, porém se agosto foi um mês de turbulências, após as férias de verão a instabilidade pode agravar-se na Europa.

A questão mais de fundo é se a crise de Europa – também em outras partes do Ocidente – é conjuntural, fruto de uma bolha especulativa ou estrutural, ou seja, de modelo. Na opinião de Miguel Ángel Cortés, há uma combinação de ambas. Nesse sentido é preciso, em primeiro lugar saber se a Europa será capaz de perceber a crise estrutural e, em segundo lugar, se será capaz de enfrentá-la.

A Europa vive há muito tempo acima das suas possibilidades. Há muitos anos que os europeus desfrutam de longas férias, de salários elevados, de aposentadorias precoces e de jornadas laborais curtas. Ao mesmo tempo exige-se gratuidade na educação, saúde, habitação... Simultaneamente, a Europa padece de uma crise demográfica. O inverno demográfico europeu exige elevados gastos com pensões de aposentadorias antecipadas, sob um regime de distribuição e não de capitalização.

À crise demográfica alia-se uma crise política, em que se questiona a legitimidade do poder político pela imensa maioria da população.

Em função de todos esses fatores, a Europa precisa escolher. A Europa encontra-se em uma dessas situações da vida das famílias ou das nações em que é necessário fazer uma escolha do caminho a seguir. Dessa escolha depende o seu futuro.

O custo Brasil e a competitividade

Na noite de quinta-feira, foi realizada a palestra de José Serra, ex-governador de São Paulo, que versou sobre O custo Brasil e a competitividade. A abertura do evento foi feita pelo vice-diretor do curso, Luiz Alberto Machado, que, após saudar o palestrante, passou a palavra ao embaixador Rubens Ricupero, que presidiu a seção. À mesa teve ainda assento o aluno Nelson Nunes Filho, representante da comissão organizadora.

Ricupero saudou o palestrante lembrando sua larga participação na vida pública e os importantes cargos públicos que ocupou. Disse ser um privilégio ouvir Serra, não só pelo tema da noite bem como pela oportunidade de se poderem discutir os problemas atuais do Brasil, além de tecnicamente, com ideias inteligentes e efetivas.

José Serra iniciou sua palestra falando em termos de atualidade e de futuro, como uma perspectiva mais ampla, ao afirmar que o Brasil precisa desenvolver-se a uma taxa de crescimento de pelo menos 5,5% ao ano para se igualar aos países desenvolvidos. Para provar a exequibilidade da meta, historiou o crescimento do País ocorrido a partir do final do século 19 até à década de 1970, em que a economia brasileira foi a que teve o melhor desempenho do período em todo o mundo. A situação piorou entre 1980 e 81, não se conseguindo até hoje reverter aquele processo.

Olhando perspectivamente, Serra afirmou que o Brasil possui três bônus importantes: o demográfico; o de matérias-primas; e o energético. No tocante ao demográfico, verifica-se muita gente apta a trabalhar em relação à população. Mas é um bônus cujo proveito depende do emprego efetivo. Quanto ao bônus das matérias-primas, salientando que nosso potencial sempre foi grande, tende a aumentar em decorrência do incremento da demanda da Índia e da China, países que estão num ritmo de crescimento rápido. Por sua vez, o boom energético tende a crescer, pois além do elevado potencial hidroelétrico deu-se a descoberta das grandes jazidas de petróleo do pré-sal. O orador teceu amplas críticas e considerações pertinentes aos aspectos de cada um dos bônus.

O palestrante deteve-se em seguida na questão do baixo investimento, que atribui, como primeiro fator, ao valor irreal da moeda, em decorrência das taxas de juros e de câmbio praticadas no Brasil. Um terceiro fator seria a maior carga tributária do mundo. O baixo investimento público, por sua vez, compromete a infraestrutura do País. Neste sentido, procedeu a ampla análise, abordando os custos e as consequências funestas nas estradas, portos, aeroportos, ferrovias e telecomunicações decorrentes da falta de investimentos. Os problemas de infraestrutura, por conseguinte, provocam o aumento de custos, com a elevação das importações e decréscimo das exportações, com menos empregos de boa qualidade, ocasionados pela diminuição da competitividade da produção nacional.

Reportando-se a outros custos Brasil, o ex-governador discorreu, entre outros, sobre o custo das reservas cambiais – que são remuneradas, em média, a 1% ao ano, enquanto o Banco Central paga 12,5% pela dívida assumida para mantê-las; sobre o aumento do custeio público, cujo gasto real entre 2002-2010 aumentou em 80%; e sobre o custo dos empréstimos feitos pelo BNDES para as empresas investirem, cobrando em média 6%, ao ano enquanto o Tesouro paga 12,5% anualmente ao mercado pela captação realizada. O investimento público não é baixo só por este tipo de custos, é baixo também pela falta de planejamento e pela falta do estabelecimento de prioridades.

Referindo-se à taxa de juros, depois de analisar as inconveniências de ser a mais alta do mundo, José Serra acusou-a de dificultar a participação privada nos projetos públicos, impedindo a melhoria da infraestrutura pelos elevados custos acarretados. Neste sentido, para que haja a melhoria da infraestrutura tem que se utilizar o capital privado, que só participa para ganhar dinheiro. Em particular, em relação às parcerias público-privadas, apontou que em 8 anos do último governo nada foi feito por falta de planejamento.

Encerrando sua participação, o orador afirmou que a conjuntura atual está dominada por duas questões, sendo, a primeira, a governabilidade e a corrupção, e, a segunda, a crise internacional. Há falta de ação governamental no tocante à primeira questão. Quanto à segunda, devido à maior concorrência no mercado internacional, estão ocorrendo, entre outros, sérios problemas para a indústria e as exportações. A questão cambial é grave porque com a taxa de juros, anual, interna a 12,5% e a externa a 1% ou zero, atrai dinheiro para cá. Não adianta coibir essas entradas com simples impostos, nem com o argumento das reservas cambiais, pois elas são de curto prazo. Logo, há necessidade de se reformar esse modelo que é desequilibrado. Não estamos numa boa situação pelo fato de não termos defesas adequadas. Essas dificuldades, segundo o expositor, se enfrentam com boas políticas e boas instituições.

Em seguida à preleção de José Serra, o diretor do curso, antes de dar início às questões do auditório, passou a tecer algumas considerações sobre a crise internacional historiando suas causas e consequências, a partir da análise de Kenneth S. Rogoff e Carmen M. Reinhart realizada no livroOito séculos de delírios financeiros – desta vez é diferente. Segundo aquela análise, há dois grandes tipos de crises econômicas. Há a do ciclo normal de negócios e a atual advinda da explosão de bolhas, valorização de ativos, de imóveis e de ações, culminada pelo colapso do sistema financeiro e bancário. Rogoff prefere chamá-la de grande contração, para caracterizar a diferença com a recessão. É uma crise que só acontece a cada 80/100 anos. A precedente é a dos anos 1930.

No entanto, apesar de serem crises de longa duração, para o Brasil e a América Latina a crise dos anos 1930 não foi uma grande contração, pois não teve longa duração nem grande intensidade. Pelo contrário, com exceção da Nicarágua e de Honduras, todos os países voltaram a crescer superando o nível que tinham antes de 1929. E um grupo de 8 países, entre os quais se situava o Brasil, entre 1932-39, teve um crescimento do PIB de 50%. O Brasil cresceu em média 48% ao ano. Assim, segundo Ricupero, mesmo com uma situação mundial difícil, a América Latina e o Brasil conseguirão minimizar os danos.

O caso dos Estados Unidos e Europa é sério. É mais do que uma crise financeira. Eles têm uma grave crise de competitividade industrial decorrente de um problema de estrutura produtiva. Vai ser muito difícil, portanto, saírem da crise porque há muito tempo estão declinando em relação à China e ao resto da Ásia.

Não obstante, voltando-se para o momento atual, em adição à problemática apresentada por Serra, Ricupero complementou que a sobrevalorização da moeda está destruindo o comércio brasileiro. A estrutura defensiva de tarifas que o Brasil possui está sendo completamente anulada pela apreciação da moeda, além de estar sendo questionada em Genebra. Isto poderá nos ser desfavorável. Temos, assim, um problema de curto prazo muito grave, sendo improvável que se corrijam os problemas apontados nos próximos anos, concluiu o embaixador.

A infraestrutura brasileira

Na manhã do último dia da Semana de Estudos, o embaixador Rubens Ricupero falou sobre o tema A infraestrutura brasileira. A preleção teve a mediação do professor Gunther Rudzit, coordenador do curso de Relações Internacionais, participando da mesa como membro da comissão organizadora, o aluno Renan Fava Serafim.

Logo de início, o palestrante avisou que não falaria somente sobre o tema, mas que o associaria ao momento atual do mundo e do Brasil, dada a elevada interligação entre os temas.

Ricupero ressaltou que a infraestrutura é um problema antigo do Brasil, relacionado ao gigantismo territorial do País. Citou recente estudo de um centro de pesquisa americano que coloca esse ponto como central para o desenvolvimento nacional. Contudo, o embaixador alertou para o fato de que esta não é uma realidade exclusiva do Brasil, pois também se aplica a outros países gigantes, como Estados Unidos, Rússia, Canadá e China.

Afirmou, então, que a geografia de um país influencia em sua competitividade, dando o exemplo de Blairo Maggi, um dos maiores produtores mundiais de soja, que começou a plantar na Argentina, não pelo custo menor de produção, mas sim pelo aproveitamento das distâncias entre as fazendas e os portos, muito menores que aqui, o que diminui os custos de transporte.

Outro exemplo usado pelo embaixador foi em relação à Vale, maior empresa de exportação de minério de ferro do mundo. Ela chegou a este posto não pelos custos do seu produto, mas sim pela inovação que fez em relação ao transporte, que é fundamental em um produto grande e pesado, fazendo com que sua competitividade se tornasse imbatível com o baixo custo do seu frete.

Com base nesses exemplos, Rubens Ricupero apontou que o Brasil tem uma estrutura de transporte distorcida, uma vez que o País não aproveita o transporte hidroviário adequadamente como o fazem os europeus. Em grande parte porque faltou planejamento adequado quando o País construiu suas barragens hidrelétricas. Se, por um lado, isso nos favoreceu, por termos uma base de energia renovável sem comparação com qualquer outro país, não foram construídas eclusas que possibilitassem o transporte por barcaças, o ideal para produtos a granel, como os agrícolas, que são importantíssimos para as nossas exportações. Por tudo isso, o setor de logística se tornará cada vez mais importante, destacou Ricupero.

Por tudo isso, o setor de logística se tornará cada vez mais importante, destacou Ricupero, citando que ao longo da história até os dias de hoje, a logística, principalmente a marítima, foi importantíssima para vários Estados, como Gênova e Veneza no passado, e atualmente para Dubai, Cingapura e Hong Kong.

O diretor do Curso de Economia apontou, num segundo momento de sua exposição, a ligação entre os desafios brasileiros e a realidade atual da economia mundial. A crise pela qual o mundo passa não é igual às que se dão pelos ciclos econômicos normais, uma vez que esta se deu pelo colapso do sistema financeiro e bancário. Este colapso teve início com o estouro da bolha imobiliária americana em 2007, por conta de uma correção que o mercado fez nos valores dos imóveis que estavam muito altos. A fim de não deixar que os bancos quebrassem, os governos dos Estados Unidos e Europa tiveram que assumir os passivos dos bancos, fazendo com que os déficits orçamentários nacionais disparassem, levando à atual situação da crise das dívidas soberanas. Citando o livro Oito séculos de delírios financeiros – desta vez é diferente, de Kenneth Rogoff e Carmen Reinhart, apontou ainda que este é o pior tipo de crise e que não é uma recessão, mas, sim, uma contração econômica, realidade que pode levar a 10 ou 15 anos de baixo crescimento.

Tendo em vista este cenário, a grande questão - finaliza o embaixador - é tentarmos antever que efeito tudo isso terá sobre o Brasil. Ele acredita que temos uma boa chance de evitar que o país seja prejudicado, pois hoje há outros pólos de consumo no mundo, como a China, que consomem nossas commodities. Além do mais, nós antes tínhamos uma dívida muito grande, que nos levou a moratórias, mas, hoje, temos uma grande reserva internacional, assim como um mercado interno em crescimento, fatores importantes para qualquer estratégia governamental que vise evitar que o país entre em recessão. Além disso, há ainda a necessidade de aumento dos investimentos em infraestrutura, já que o Brasil tem uma carência muito grande neste setor, como apontou no início da exposição.

Desempenho histórico da economia brasileira

Na noite de sexta-feira, dia 26 de agosto, realizou-se a última palestra da Semana de Estudos, tendo como palestrante o economista Reinaldo Gonçalves (professor do Instituto de Economia da URFJ), cujo tema versou sobre o Desempenho histórico da economia brasileira. O evento foi mediado pelo professor Luiz Alberto Machado, vice-diretor do curso. Acompanhou-os à mesa o aluno Nelson Nunes Filho, membro da comissão organizadora da Semana de Estudos.

O professor Reinaldo Gonçalves apresentou um interessante panorama do desempenho econômico dos presidentes da República, entremeado de uma série de opiniões pessoais.

Nesse panorama histórico, o professor da UFRJ identifica três modelos em perspectiva histórica:

O gráfico 1 mostra o crescimento real médio do produto interno bruto (PIB) do Brasil de 1890 a 2009, identificando os três modelos recém-indicado.

Gráfico 1 – Crescimento real do PIB: 1890 – 2009 (média móvel 5 anos %)

O gráfico 2, por sua vez, mostra a síntese do desempenho histórico do mesmo período, considerando a média e a mediana dos 120 anos compreendidos na amostra.

Gráfico 2 – IDP - síntese

Reinaldo Gonçalves fez duras críticas à política econômica que vem sendo adotada desde o início da década de 1980, responsabilizando-a pelo desempenho medíocre da economia brasileira em comparação com o desempenho do modelo desenvolvimentista.

A tabela 1 mostra a comparação entre o nacional-desenvolvimentismo e o que ele chamou de desenvolvimentismo às avessas, caracterizando a política econômica do governo Lula.

Tabela 1 – Comparação entre nacional-desenvolvimentismo e nacional-desenvolvimentismo às avessas

Nacional-desenvolvimentismo Nacional-desenvolvimentismo às Avessas – Governo Lula
Industrialização Desindustrialização
Substituição de importações Dessubstituição de importações
Melhora do padrão de comércio Reprimarização
Avanço do sistema nacional de inovações Maior dependência tecnológica
Maior controle nacional do aparelho produtivo Desnacionalização
Ganhos de competitividade internacional Perda de competitividade internacional
Redução da vulnerabilidade externa estrutural Crescente vulnerabilidade externa estrutural
Desconcentração de capital Maior concentração de capital
Subordinação da política monetária à política de desenvolvimento Dominação financeira

Para Reinaldo Gonçalves, a política econômica recente adotada no Brasil, em especial a que foi praticada no governo Lula, se constitui num profundo equívoco por significar o aumento da vulnerabilidade externa estrutural, como se vê na tabela 2.

Tabela 2 - Governo Lula: maior vulnerabilidade externa estrutural

Esfera Erro estratégico
Comercial Desindustrialização
Dessubstituição de importações
Reprimarização
Perda de competitividade internacional
Tecnológica Maior dependência tecnológica
Produtiva Desnacionalização
Maior concentração de capital
Financeira Crescente vulnerabilidade Financeira externa estrutural
Dominação financeira

Em síntese, para Reinaldo Gonçalves, o Brasil tem um poder potencial enorme, mas apresenta enorme dificuldade para transformar este poder potencial em poder efetivo. Com um terrível agravante: vem cometendo nos últimos anos erros estratégicos que comprometem estruturalmente o desenvolvimento do País.

Foto 1 – Renan Fava Serafim, Fellipe Trindade, embaixador Rubens Ricupero, Marina Silva, Nelson Nunes Filho, Karina Calandrin, professor Luiz Alberto Machado e professor Manuel José Nunes Pinto, pouco antes da palestra de abertura da Semana de Estudos.
Foto 2 – Flagrante da palestra de Marina Silva
Foto 3 – Sylvio Gomide, presidente da Comissão de Jovens Empresários da FIESP, falou aos alunos sobre Empreendedorismo e empregabilidade
Foto 4 – Professor Silvio Passarelli, diretor do curso de Artes Plásticas da FAAP, fazendo a apresentação de Paulo Kakinoff, observado pela aluna Karina Calandrin
Foto 5 – Paulo Kakinoff, presidente da Audi no Brasil, em sua inspirada palestra na abertura da Semana de Estudos no período noturno
Foto 6 - Airton Villafranca, do Standard Bank
Foto 7 – Professor Oliver Stuenkel, da FGV-SP
Foto 8 – Professora Raquel Rocha, coordenadora de Projetos e de Iniciação Científica do Curso de Economia, falando aos alunos sobre o Fórum FAAP e a Missão Estudantil Caminho de Abraão, ladeada por Bruna Strufaldi e Kaike Boni, secretários-gerais do VII Fórum FAAP de Discussão Estudantil
Foto 9 – Roberto Macedo, editor da Revista de Economia & Relações Internacionais, apresenta o presidente da Febraban, Murilo Portugal, tendo à sua esquerda o aluno Fellipe Trindade
Foto 10 – Murilo Portugal em sua brilhante exposição sobre 
A crise econômica internacional, o papel e a reforma do FMI
Foto 11 – Hanna Tatarchenko Welgacz, da APEX-Brasil
Foto 12 – Luiz Eduardo Cruz, do BNDES
Foto 13 – Cláudio Moura Castro, colunista da revista Veja, fez uma excelente análise do panorama da educação no Brasil
Foto 14 – Fellipe Trindade e Karina Calandrin, da comissão organizadora da Semana de Estudos, Miguel Ángel Cortés, ex-ministro da Cultura do governo de José María Aznar, professor Luiz Alberto Machado, vice-diretor do Curso de Economia, Guillermo Hirschfeld, da Fundación para el Análisis y los Estudios Sociales, Paulo Gouvêa da Costa, da Fundação Liberdade e Cidadania, e professor José Maria Rodriguez Ramos
Foto 15 – Goro Mutsuura, professor Helio Pellaes Neto, e professora Mariko Nakabayashi, divulgando a Missão Internacional ao Japão, a ser realizada em novembro próximo, a convite da Universidade de Meiji
Foto 16 – O ex-governador José Serra, fazendo sua exposição, observado atentamente pelo embaixador Rubens Ricupero, diretor do Curso de Economia
Foto 17 – Auditório lotado para acompanhar a exposição do ex-governador José Serra
Foto 18 – Como de hábito, o embaixador Rubens Ricupero deu um show ao 
analisar os problemas da nossa infraestrutura
Foto 19 – Professor Reinaldo Gonçalves, da UFRJ, ladeado pelos integrantes da comissão organizadora Nelson Nunes Filho, Karina Calandrin e Renan Fava Serafim
Foto 20 – Reinaldo Gonçalves encerrou com chave de ouro a programação da Semana de Estudos

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No caso de parceria com Universidades de outros países poderá ocorrer a transferência internacional dos dados pessoais, ficando ciente o aluno, deste tratamento quando tiver como base a execução dos serviços a serem prestados ou será coletado o consentimento para ações independentes.

Em todo compartilhamento, a FAAP prezará pelo comprometimento dos operadores e parceiros envolvidos no tratamento dos dados pessoais, utilizando-se de cláusulas contratuais e protocolos de segurança que garantam a proteção e privacidade dos dados que lhes foram compartilhados exigindo o mesmo nível de proteção destes agentes.

Todo compartilhamento será pautado no princípio da necessidade atentando-se ao mínimo necessário para atingir às finalidades esperadas.

Exemplo de compartilhamentos:

  • Outras universidades para fins de parcerias em eventos;
  • Com empresas parceiras para concessão de benefícios;
  • Com autoridades judiciais, mediante determinação legal.

Poderão ser compartilhados com quaisquer parceiros, dados estatísticos como índice de alunos ou colaboradores por gênero, região de moradia, idade, entre outros, desde que anonimizados e os dados cujo compartilhamento foi expressamente autorizado pelo titular e/ou responsável.

A não ser por obrigação legal, incluindo determinação judicial, ou autorização expressa, os Dados do usuário jamais serão transferidos a terceiros que não sejam parceiros ou empresas autorizadas pela FAAP ou usadas para finalidades diferentes daquelas para as quais foram coletadas e informadas ao titular.

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Os dados são armazenados em ambiente seguros e controlados, incluindo dados de acesso e registros de logs, sempre em atendimento aos prazos legais.

DA ATUALIZAÇÃO E VERACIDADE DOS DADOS FORNECIDOS

O USUÁRIO GARANTE A VERACIDADE E EXATIDÃO DOS DADOS QUE FORNECER À FAAP, OU SEJA, A FAAP NÃO TEM QUALQUER RESPONSABILIDADE NO CASO DE INSERÇÃO DE DADOS FALSOS OU INEXATIDÃO DOS DADOS PESSOAIS INFORMADOS PELO USUÁRIO À FAAP.

É de responsabilidade do próprio titular ou responsável legal (quando aplicável) a ratificação ou retificação das informações fornecidas, quando necessário.

DOS DIREITOS DO TITULAR DOS DADOS PESSOAIS

A Lei garantiu ao Usuário determinados direitos em relação às informações pessoais que estão sob a tutela da FAAP, em função das coletas e tratamentos realizados, esses direitos estão elencados no art. 18º, quais sejam:

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  • correção de dados incompletos, inexatos ou desatualizados;
  • anonimização, bloqueio ou eliminação de dados desnecessários, excessivos ou tratados em desconformidade com a Lei;
  • portabilidade dos dados a outro fornecedor de serviço ou produto, mediante requisição expressa, de acordo com a regulamentação da autoridade nacional, observados os segredos comercial e industrial; (ANPD ainda irá regulamentar sobre a portabilidade)
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  • informação das entidades públicas e privadas com as quais o controlador realizou uso compartilhado de dados;
  • informação sobre a possibilidade de não fornecer consentimento e sobre as consequências da negativa;
  • revogação do consentimento;

Além disso, o titular poderá solicitar cópia de seus próprios dados pessoais e opor-se à recepção de mensagens de marketing. Neste caso o descadastramento destas mensagens poderá ser feito pelo e-mail faleconosco@faap.br.

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Antes de solicitar exclusão de dados verifique o enquadramento: (i) necessidade de armazenamento por período exigido em lei; (ii) pelos períodos legalmente definidos para fins de investigação e ações judiciais; e (iii) pagamentos e faturas e demais obrigações de natureza fiscal.

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No caso do teatro FAAP, o não fornecimento dos dados pessoais na aquisição dos ingressos, mediante compra física, poderá acarretar na ausência de contato e comunicação no caso de situações emergenciais, como por exemplo, no caso de cancelamento de eventos.

Outros dados quando não indicados como obrigatórios e coletados com base no consentimento poderá impossibilitar algumas ações propostas para beneficiar os titulares.

COMO SERÃO PROTEGIDAS AS INFORMAÇÕES PESSOAIS?

A FAAP empenha-se em tomar todos os tipos de medidas administrativas, técnicas e físicas de cunho preventivo em relação à segurança e privacidade durante a execução de suas atividades envolvendo dados pessoais, desde o treinamento e conscientização dos colaboradores, até o uso de tecnologias de criptografia e firewall avançadas.

Se nossos sites possuírem ligações com sites de terceiros, é possível que durante sua navegação você seja direcionado a esses sites. Nesses casos, a responsabilidade sobre a segurança e proteção dos seus dados caberá aos referidos terceiros, de forma que recomendamos a leitura dos termos de uso, políticas de privacidade e de cookies dos respectivos sites.

Este cenário também se aplica às hipóteses em que você divulgue seus dados pessoais em plug-ins sociais e sites de busca. Nesses casos, o tratamento dos dados será realizado pelos terceiros em questão e, novamente, sugerimos a leitura dos termos de uso, política de privacidade e de cookies destes respectivos sites/terceiros.

INEXISTÊNCIA DE VÍNCULO

O presente instrumento e as obrigações e direitos aqui previstos não importam na criação de qualquer vínculo trabalhista, societário, de parceria ou associativo entre o Usuário e a FAAP, sendo excluídas quaisquer presunções de solidariedade entre ambos no cumprimento de suas obrigações.

EVENTOS DE CASO FORTUITO E FORÇA MAIOR

A FAAP não se responsabiliza por quaisquer eventos oriundos de caso fortuito ou força maior, assim entendidas as circunstâncias imprevisíveis e inevitáveis que impeçam, total ou parcialmente, a execução das obrigações assumidas.

DO ENCARREGADO PELO TRATAMENTO DE DADOS PESSOAIS DA FAAP

Atendendo aos requisitos e nos termos da LGPD, a FAAP nomeou o encarregado (DPO) pela proteção de dados pessoais, cuja é o responsável pelas orientações e atendimentos relacionados ao tema.

Para entrar em contato:

Para quaisquer dúvidas ou demandas relacionadas especificamente ao tema proteção de dados pessoais, o atual Encarregado poderá ser contatado conforme dados a seguir:
DPO: Cristina Sleiman – privacidade@faap.br
Endereço para correspondência: RUA ALAGOAS, Nº903 – HIGIENÓPOLIS – setor jurídico

DISPOSIÇÕES FINAIS

A FAAP reserva-se o direito de modificar, acrescentar ou remover conteúdos e partes desta política a qualquer momento e a seu exclusivo critério. Neste caso a FAAP informará aos titulares de dados sobre atualizações de suas Políticas, o que não isenta o titular de consultá-la com regularidade. Recomendamos que você consulte esta política quando tiver alguma dívida e sempre que navegar por nossos sites

Os direitos e obrigações decorrentes deste documento poderão ser cedidos a qualquer empresa pertencente à FAAP. Na eventualidade de qualquer das disposições deste documento vir a ser considerada nula, anulável ou inaplicável, por qualquer razão, as demais disposições deste contrato permanecerão em vigor e inalteradas, continuando a vincular as partes.

Ao navegar pelo Portal FAAP, você aceita guiar-se pelos Termos de Uso e Políticas de Privacidade e de Cookies, que se encontrarem vigentes na data de seu acesso, portanto, deve verificar os mesmos previamente cada vez que visitar o Portal FAAP.

Este instrumento será regido e interpretado de acordo com a legislação brasileira, eleito o Foro da Comarca de São Paulo, Estado de São Paulo, para questões a ele relativas, com renúncia expressa a qualquer outro.

Data da atualização desta Política: novembro/2021