Semana de Economia 2008

Como faz anualmente,o Curso de Economia realizou a tradicional Semana de Economia, de 18 a 22 de agosto, contando, na programação, com destacadas figuras dos cenários econômico, político e empresarial.

Abrindo a programação, na manhã do dia 18, a presidente da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), Maria Helena Santana, ministrou a palestra Evolução e Perspectivas do Mercado de Ações no Brasil, explicando ao público presente – constituído de alunos e professores dos cursos de Economia e de Relações Internacionais – como se deu a evolução do mercado brasileiro de capitais, em que situação se encontra hoje e, por fim, quais os principais desafios a serem enfrentados a médio e longo prazos.

Formada em Economia pela FEA-USP, Maria Helena Santana desenvolveu sólida carreira profissional, trabalhando desde 1994, na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), onde foi superintendente executiva de Relações com Empresas de 2000 a junho de 2006. Nessa posição, foi responsável pela supervisão das companhias listadas e por atrair novas empresas para a Bolsa. Esteve envolvida na criação e foi responsável pela implementação do Novo Mercado. De julho de 2006 a julho de 2007 foi diretora da CVM, assumindo, a partir de então, a presidência da Comissão.

Considerando que os mercados financeiro e de capitais constituem-se nos destinos preferenciais dos alunos formados pelo curso de Economia da FAAP, a palestra de Maria Helena Santana despertou enorme interesse, não apenas daqueles que já atuam nesses mercados, como estagiários ou trainees, mas também dos alunos dos semestres iniciais não só do curso de Economia, mas também do de Relações Internacionais, muitos dos quais com projetos de ingressar nesses segmentos em suas futuras carreiras profissionais.

Na noite do mesmo dia quem ministrou palestra para os alunos do período noturno foi o ministro do Planejamento e Gestão, Paulo Bernardo, que abordou o tema Brasil: Crescimento Sustentável e Inclusão Social.

De forma bem simplificada, é possível dividir a exposição do ministro Paulo Bernardo em três partes. Na primeira, ele mostrou um retrato do momento atual, que ele sintetizou afirmando que “o Brasil está consolidando um mercado de consumo de massa com o surgimento de uma nova classe média”. Alguns indicadores que justificam esta afirmação são:

Para chegar a essa situação, contribuiu decisivamente o fato de o Brasil ter crescido economicamente por 19 trimestres consecutivos, como pode ser visto na figura 1.

Figura 1 - O bom desempenho recente da economia brasileira

Na segunda parte de sua exposição, o ministro Paulo Bernardo procurou mostrar que o Brasil se encontra hoje numa situação muito menos vulnerável à turbulência internacional, graças, entre outros fatores, ao investimento externo direto solidificado, à expansão das exportações, à elevação das reservas internacionais e à melhoria dos indicadores de vulnerabilidade externa.

Na terceira e última parte de sua exposição, o ministro Paulo Bernardo elencou os novos desafios que o Brasil tem pela frente, resumidos na seguinte pauta:

Na manhã do dia 19, o economista chefe do Bradesco, Octavio de Barros, proferiu a palestra O Brasil cresceu e a cabeça do empresário mudou. Acostumado, por dever de ofício, a apresentar palestras para diferentes públicos, Octavio de Barros brindou os presentes com uma apresentação que chamou a atenção não só pelo volume de informações, mas também por sua incrível atualidade e pela forma clara com que os dados foram expostos.

Octavio de Barros abriu sua palestra fazendo uma análise da economia latino-americana, comparando a situação do Brasil com a de diversos outros países da região, tais como México, Colômbia, Peru, Chile, Uruguai, Argentina e Venezuela. Fazendo uma analogia com uma corrida, afirmou que na corrida da América Latina, o Brasil está na dianteira (figura 2), não apenas por estar andando para a frente, mas também porque vários dos outros principais países da região andaram para trás.

Figura 2 - Enquanto o Brasil "anda" cada vez mais rápido, vários de nossos vizinhos "andam" para trás

Na seqüência, Octavio de Barros fez outra analogia, desta vez com as loterias, afirmando que o Brasil ganhou uma grande bolada na loteria em 2007, para, em seguida, examinar como o País usou o prêmio da mega-sena acumulada. Com base nessa analogia, discorreu sobre o desempenho de importantes variáveis macroeconômicas como o câmbio, o crédito, a balança comercial, a inflação e a relação dívida/PIB, até a conquista do grau de investimento.

Na parte final de sua exposição, Octavio de Barros focalizou as tendências da economia mundial, chamando a atenção para o papel crucial desempenhado pelos novos “garotos do pedaço” como o Brasil, a China e a Índia e afirmando que, em decorrência dessas mudanças, “é possível observar um discreto, porém indisfarçável entusiasmo quando o empresário se refere ao momento atual brasileiro, apesar das mazelas e dos conhecidos pequenos assassinatos perturbando o dia-a-dia”.

Na noite da terça-feira, o jornalista Anderson Gurgel, que é coordenador dos cursos de Jornalismo e Rádio & TV da Universidade de Santo Amaro (Unisa) proferiu a palestra As REGRA$$$ do jogo: reflexões sobre economia, esporte e mídia.

Autor do livro Futebol S/A: A Economia em Campo (Ed. Saraiva, 2006), Gurgel tem se dedicado cada vez mais à análise das relações entre o esporte e a economia, dando especial ênfase às questões envolvendo o futebol.

Beneficiado pelo fato de que a data da Semana de Economia deste ano coincidiu com a da segunda semana dos Jogos Olímpicos de Pequim, Anderson Gurgel abordou um tema que está no centro da pauta do noticiário nacional e internacional. Não bastasse a coincidência com as Olimpíadas, a palestra de Anderson Gurgel foi realizada na noite do dia em que, pela manhã, a seleção brasileira foi derrotada por um acachapante 3 a 0 pela seleção argentina, desperdiçando mais uma oportunidade de conquistar sua primeira medalha de ouro olímpica.

Em suma, Gurgel procurou mostrar em sua fala que “na tabelinha da economia do futebol com a mídia e os negócios” não há mais espaço para amadores, em especial na gestão esportiva, que envolve recursos de uma magnitude cada vez maior, tendência que não deverá sofrer qualquer alteração no futuro. Com essa abordagem, englobou aspectos que prenderam a atenção dos presentes, tendo o cuidado de ilustrá-los com exemplos colhidos nas diferentes modalidades esportivas.

Outro aspecto interessante da palestra de Anderson Gurgel foi o de chamar a atenção dos alunos e professores para a possibilidade de explorarem o tema em trabalhos acadêmicos ou mesmo como uma oportunidade de carreira profissional.

O terceiro dia da Semana de Economia teve, pela manhã, a palestra que atraiu maior atenção em toda a programação, em função de ter focalizado um tema considerado estratégico para a economia brasileira, a produção de biocombustíveis.

O responsável pela apresentação desse tema foi José Carlos Toledo, engenheiro de formação, acionista da Equipav e presidente da União dos Produtores de Bioenergia (UDOP), entidade que reúne atualmente 72 usinas e que tem seu centro geográfico na região de Araçatuba, abrangendo o oeste do estado de São Paulo, norte do Paraná, triângulo mineiro, sul do Mato Grosso de Sul e sul de Goiás.

Figura 3 - A participação das usinas associadas à UDOP na produção nacional

Sua exposição, ricamente ilustrada com dados sobre a situação presente e as perspectivas de produção de bioenergia, mostrou não apenas o potencial do setor no Brasil, mas deu ainda uma ampla visão do mercado mundial, com uma série de informações a respeito da oferta e da demanda da cana e de seus derivados em todo o mundo. A figura 4 revela bem esse quadro

Figura 4 - Presente e futuro da produção de bioeletricidade

Na parte final de sua palestra, Toledo abordou a questão do impacto ambiental da produção do setor e enfatizou a questão da relação entre produção de bioenergia e de alimentos, assunto que freqüentemente é trazido à tona pelos diferentes veículos de comunicação com conotações alarmistas.

Numa comparação com outras regiões do mundo, Toledo mostrou que a situação da América Latina é muito mais favorável do que a de outras regiões do mundo, como pode ser observado na figura 5.

Figura 5 - Produção de energia X Produção de alimentos

E, para esclarecer a platéia a respeito do significado do etanol para a economia brasileira, Toledo apresentou um amplo conjunto de dados sobre produção, exportação e importação dos principais produtores e usuários do produto.

Figura 6 - Visão da produção de etanol no mundo

Dando prosseguimento à programação da Semana de Economia, na noite da quarta-feira a palestraAprenda e lucre com a análise técnica foi ministrada por um dos maiores especialistas em análise técnica do País, o economista Márcio Noronha, da Link Trade. Com larga experiência no mercado, Márcio Noronha, que é autor do livro Análise Técnica: Teorias, Ferramentas e Estratégias (EDITEC, 1995) e que lançou em 1998 a primeira revista de análise técnica eletrônica do País, a Timing – Revista Eletrônica dos Mercados, conseguiu prender totalmente a atenção da platéia, não apenas pela forma dinâmica e descontraída de sua apresentação, mas também porque entre os presentes havia um número considerável de alunos que já atuam nos mercados financeiro e de capitais, além de muitos outros que, embora se encontrem nos primeiros semestres do curso de Economia, têm a intenção de ingressar nesses mercados.

Noronha iniciou sua exposição esclarecendo o que é análise técnica e como ela difere da análise fundamentalista. Prosseguiu explicando como esse tipo de análise deve ser utilizada, qual o papel desempenhado pela mídia e como é grande o risco de investidores – sobretudo com pouca vivência – se deixarem levar por suas emoções. Na parte final de sua exposição, Noronha questionou a afirmação corrente de que ações são um investimento de longo prazo e demonstrou algumas estratégias operacionais.

O quarto dia da Semana de Economia foi aberto, no período da manhã, com a palestra A transformação sistêmica da Rússia, ministrada pela professora Lenina Pomeranz, da Universidade de São Paulo, considerada uma das maiores especialistas brasileiras sobre assuntos do leste europeu de uma forma geral, e da Rússia em particular.

Ao fazer a apresentação da palestrante, o professor Roberto Macedo, seu colega por longo tempo na FEA-USP, narrou trechos da biografia de Lenina Pomeranz, que passou por momentos difíceis nos anos em que o Brasil foi governado pelo regime militar, pelo fato de estar estudando primeiro na Polônia e depois na União Soviética em meados da década de 1960.

Antes de explanar sobre o significado de uma mudança sistêmica, Lenina Pomeranz fez questão de caracterizar bem o que era o sistema socialista construído na União Soviética. Nesse sentido, apontou a coletivização plena dos meios de produção como seu traço mais característico. O segundo traço importante era o planejamento central da economia, responsável pela definição das tarefas e metas que deveriam ser cumpridas. Outros dois elementos essenciais para caracterizar o socialismo soviético eram o regime político autoritário com partido único – o Partido Comunista – e um sistema monetário em que circulava apenas moeda-papel, inexistindo cheques ou cartões de crédito.

Feita essa caracterização, Lenina Pomeranz discorreu sobre a evolução histórica que permeou a transição sistêmica. Nessa evolução, destacam-se: os papéis dos dirigentes políticos que ocuparam o poder sucessivamente, como Leonid Brezhnev, Mikhail Gorbachev, Boris Yeltsin e Vladimir Putin; a transição geopolítica que marcou o fim da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, passou pela criação da Comunidade de Estados Independentes, até chegar à autonomia das antigas repúblicas que compunham a URSS e que passaram a ser nações independentes; e a transição econômica que se iniciou com as reformas de Gorbachev e redundou num amplo processo de privatização a partir da segunda metade da década de 1990.

Em sua narrativa, a professora Lenina Pomeranz deu ênfase ao papel de Gorbachev e às suas iniciativas que ficaram mundialmente conhecidas: a glasnost (transparência) no plano político, e aperestroika (reestruturação) no plano econômico. Embora tenha tido um papel relevante na história recente da Rússia, Gorbachev perdeu o controle político do processo de transição, o que acabou provocando sua substituição por Boris Yeltsin na liderança política.

Na parte final de sua exposição, Lenina Pomeranz descreveu as principais etapas as abertura econômica da Rússia, com a assessoria do professor Jeffrey Sachs, da Universidade de Harvard, que orientou os dirigentes políticos para realizar a privatização das empresas estatais. “A transformação econômica da Rússia foi um grande desafio, pois não havia poupança nem sistema de mercado”, salientou.

A privatização começou com as pequenas empresas, para depois alcançar as grandes empresas russas. As empresas foram transformadas em sociedades anônimas e, para angariar o apoio do povo, somou-se o valor de todos os ativos para serem distribuídos entre toda a população russa, que recebeu 10.000 rublos na forma de vouchers. O processo enfrentou enormes dificuldades e não impediu que alguns dirigentes russos se tornassem oligarcas, apropriando-se indevidamente do patrimônio público do país. A palestra terminou com a análise da professora Lenina Pomeranz sobre passagem do poder de Yeltsin para Putin e com comentários a respeito dos atuais desdobramentos da política russa.

Na noite da quinta-feira, quem ministrou a palestra foi a presidente da Standard & Poor’s Brasil, Regina Nunes, sobre o tema Ratings Soberanos do Brasil - Grau de Investimento.

Formada em Administração de Empresas, Regina Nunes teve uma carreira meteórica em seus 22 anos de experiência nos mercados financeiro e de capitais no Brasil e nos Estados Unidos (além de uma rápida passagem por Porto Rico). Em 2003, recebeu o prêmio “Destaque do Ano” do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças de São Paulo (IBEF), e, em 2007, foi premiada como a “Mulher do Ano” na categoria “Executiva”, pela Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (ANEFAC).

De forma bastante descontraída, Regina Nunes agradou em cheio ao público presente, conseguindo prender a atenção tanto dos calouros que estão ainda se ambientando ao curso universitário, como dos alunos dos últimos semestres, que se encontram às vésperas de sua formatura.

Depois de começar sua palestra mostrando o que são ratings de crédito soberano, Regina Nunes debruçou-se sobre as razões que possibilitaram a elevação do Brasil à categoria de grau de investimento.

Na seqüência, explicou a diferença entre “risco país” e “risco soberano”, para, então, se referir à metodologia dos ratings soberanos. Caminhando para a parte final de sua fala, Regina Nunes chamou a atenção para os prejuízos decorrentes da perda (ou da redução de categoria) da condição de grau de investimento, apontando os pontos fortes e os pontos frágeis da situação do Brasil. Diante dessa ameaça, enumerou os desafios para um maior crescimento de médio prazo: infra-estrutura e energia; “Custo Brasil”; mercados de trabalho; liberalização do comércio; baixo custo e maior disponibilidade de capital; além da carga de impostos, envolvendo seu nível e sua composição.

Fechando a programação da Semana de Economia, tanto as turmas do período diurno quanto as do noturno assistiram à exibição do filme Rede de intrigas, seguida de uma ampla discussão coordenada, de manhã, pelo coordenador do curso de Economia, professor José Maria Rodriguez Ramos, e à noite pelos professores Antonio Sergio Bichir e José Geraldo Soares de Mello Jr.

(Da esquerda para a direita) Ex-governador Cláudio Lembo, professor do Curso de Direito da FAAP, José Maria Rodriguez Ramos, coordenador do curso de Economia, a presidente da Comissão de Valores Mobiliários, Maria Helena Santana, professor Roberto Macedo, assessor da Diretoria do Curso de Economia, e Luiz Alberto Machado, vice-diretor do Curso de Economia, momentos antes da palestra de abertura da Semana de Economia.
Maria Helena Santana, presidente da CVM
Paulo Bernardo, ministro de Planejamento e Gestão, em sua palestra na sessão inicial do período noturno da Semana de Economia
Em primeiro plano, o economista-chefe do Bradesco, Octavio de Barros, seguindo-se o professor José Maria Rodriguez Ramos, o embaixador Rubens Ricupero, diretor do Curso de Economia, e o prof. Roberto Macedo
Anderson Gurgel em sua palestra sobre aspectos econômicos do esporte
O analista gráfico Marcio Noronha, da Link Trade, que explicou como conviver com o agitado dia-a-dia do mercado de capitais e com as oscilações das ações e de outras formas de investimento
Professora Lenina Pomeranz, da Universidade de São Paulo, considerada uma das maiores especialistas brasileiras em aspectos da economia e da política da Rússia
Professores Luiz Alberto Machado, Roberto Macedo e José Maria Rodriguez Ramos, ladeando a presidente da Standard & Poor´s Brasil, Regina Nunes
Flagrante da palestra de Regina Nunes, presidente da Standard & Poor's Brasil

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No caso de parceria com Universidades de outros países poderá ocorrer a transferência internacional dos dados pessoais, ficando ciente o aluno, deste tratamento quando tiver como base a execução dos serviços a serem prestados ou será coletado o consentimento para ações independentes.

Em todo compartilhamento, a FAAP prezará pelo comprometimento dos operadores e parceiros envolvidos no tratamento dos dados pessoais, utilizando-se de cláusulas contratuais e protocolos de segurança que garantam a proteção e privacidade dos dados que lhes foram compartilhados exigindo o mesmo nível de proteção destes agentes.

Todo compartilhamento será pautado no princípio da necessidade atentando-se ao mínimo necessário para atingir às finalidades esperadas.

Exemplo de compartilhamentos:

  • Outras universidades para fins de parcerias em eventos;
  • Com empresas parceiras para concessão de benefícios;
  • Com autoridades judiciais, mediante determinação legal.

Poderão ser compartilhados com quaisquer parceiros, dados estatísticos como índice de alunos ou colaboradores por gênero, região de moradia, idade, entre outros, desde que anonimizados e os dados cujo compartilhamento foi expressamente autorizado pelo titular e/ou responsável.

A não ser por obrigação legal, incluindo determinação judicial, ou autorização expressa, os Dados do usuário jamais serão transferidos a terceiros que não sejam parceiros ou empresas autorizadas pela FAAP ou usadas para finalidades diferentes daquelas para as quais foram coletadas e informadas ao titular.

ARMAZENAMENTO DOS DADOS PESSOAIS:

Os dados coletados são armazenados em servidores externos, localizados no exterior e alguns dados permanecem em servidor próprio.

Os dados são armazenados em ambiente seguros e controlados, incluindo dados de acesso e registros de logs, sempre em atendimento aos prazos legais.

DA ATUALIZAÇÃO E VERACIDADE DOS DADOS FORNECIDOS

O USUÁRIO GARANTE A VERACIDADE E EXATIDÃO DOS DADOS QUE FORNECER À FAAP, OU SEJA, A FAAP NÃO TEM QUALQUER RESPONSABILIDADE NO CASO DE INSERÇÃO DE DADOS FALSOS OU INEXATIDÃO DOS DADOS PESSOAIS INFORMADOS PELO USUÁRIO À FAAP.

É de responsabilidade do próprio titular ou responsável legal (quando aplicável) a ratificação ou retificação das informações fornecidas, quando necessário.

DOS DIREITOS DO TITULAR DOS DADOS PESSOAIS

A Lei garantiu ao Usuário determinados direitos em relação às informações pessoais que estão sob a tutela da FAAP, em função das coletas e tratamentos realizados, esses direitos estão elencados no art. 18º, quais sejam:

  • confirmação da existência de tratamento;
  • acesso aos dados;
  • correção de dados incompletos, inexatos ou desatualizados;
  • anonimização, bloqueio ou eliminação de dados desnecessários, excessivos ou tratados em desconformidade com a Lei;
  • portabilidade dos dados a outro fornecedor de serviço ou produto, mediante requisição expressa, de acordo com a regulamentação da autoridade nacional, observados os segredos comercial e industrial; (ANPD ainda irá regulamentar sobre a portabilidade)
  • eliminação dos dados pessoais tratados com o consentimento do titular.
  • informação das entidades públicas e privadas com as quais o controlador realizou uso compartilhado de dados;
  • informação sobre a possibilidade de não fornecer consentimento e sobre as consequências da negativa;
  • revogação do consentimento;

Além disso, o titular poderá solicitar cópia de seus próprios dados pessoais e opor-se à recepção de mensagens de marketing. Neste caso o descadastramento destas mensagens poderá ser feito pelo e-mail faleconosco@faap.br.

Esclarecemos que ao optar por não receber mensagens de marketing não significa que deixará de receber mensagens relacionadas com os seus cursos e outras informações administrativas.

CASO VOCÊ QUEIRA ENTRAR EM CONTATO PARA OBTER MAIS INFORMAÇÕES SOBRE O TEMA, REGISTRAR UMA RECLAMAÇÃO OU FAZER QUALQUER REQUISIÇÃO RELACIONADA AO TRATAMENTO DE DADOS PESSOAIS EFETUADO PELA FAAP, ENTRE EM CONTATO PELO E-MAIL PRIVACIDADE@FAAP.BR

FAAP busca tratar e armazenar os seus dados somente durante o tempo estritamente necessário. Na hipótese de tratar-se de aluno os dados serão mantidos e compartilhados com as autoridades em obediência a prescrições legais.

Antes de solicitar exclusão de dados verifique o enquadramento: (i) necessidade de armazenamento por período exigido em lei; (ii) pelos períodos legalmente definidos para fins de investigação e ações judiciais; e (iii) pagamentos e faturas e demais obrigações de natureza fiscal.

DO NÃO FORNECIMENTO DOS DADOS:

O não fornecimento dos dados pessoais necessários para execução do contrato acarretará na impossibilidade de contratação e de execução dos serviços.

No caso do teatro FAAP, o não fornecimento dos dados pessoais na aquisição dos ingressos, mediante compra física, poderá acarretar na ausência de contato e comunicação no caso de situações emergenciais, como por exemplo, no caso de cancelamento de eventos.

Outros dados quando não indicados como obrigatórios e coletados com base no consentimento poderá impossibilitar algumas ações propostas para beneficiar os titulares.

COMO SERÃO PROTEGIDAS AS INFORMAÇÕES PESSOAIS?

A FAAP empenha-se em tomar todos os tipos de medidas administrativas, técnicas e físicas de cunho preventivo em relação à segurança e privacidade durante a execução de suas atividades envolvendo dados pessoais, desde o treinamento e conscientização dos colaboradores, até o uso de tecnologias de criptografia e firewall avançadas.

Se nossos sites possuírem ligações com sites de terceiros, é possível que durante sua navegação você seja direcionado a esses sites. Nesses casos, a responsabilidade sobre a segurança e proteção dos seus dados caberá aos referidos terceiros, de forma que recomendamos a leitura dos termos de uso, políticas de privacidade e de cookies dos respectivos sites.

Este cenário também se aplica às hipóteses em que você divulgue seus dados pessoais em plug-ins sociais e sites de busca. Nesses casos, o tratamento dos dados será realizado pelos terceiros em questão e, novamente, sugerimos a leitura dos termos de uso, política de privacidade e de cookies destes respectivos sites/terceiros.

INEXISTÊNCIA DE VÍNCULO

O presente instrumento e as obrigações e direitos aqui previstos não importam na criação de qualquer vínculo trabalhista, societário, de parceria ou associativo entre o Usuário e a FAAP, sendo excluídas quaisquer presunções de solidariedade entre ambos no cumprimento de suas obrigações.

EVENTOS DE CASO FORTUITO E FORÇA MAIOR

A FAAP não se responsabiliza por quaisquer eventos oriundos de caso fortuito ou força maior, assim entendidas as circunstâncias imprevisíveis e inevitáveis que impeçam, total ou parcialmente, a execução das obrigações assumidas.

DO ENCARREGADO PELO TRATAMENTO DE DADOS PESSOAIS DA FAAP

Atendendo aos requisitos e nos termos da LGPD, a FAAP nomeou o encarregado (DPO) pela proteção de dados pessoais, cuja é o responsável pelas orientações e atendimentos relacionados ao tema.

Para entrar em contato:

Para quaisquer dúvidas ou demandas relacionadas especificamente ao tema proteção de dados pessoais, o atual Encarregado poderá ser contatado conforme dados a seguir:
DPO: Cristina Sleiman – privacidade@faap.br
Endereço para correspondência: RUA ALAGOAS, Nº903 – HIGIENÓPOLIS – setor jurídico

DISPOSIÇÕES FINAIS

A FAAP reserva-se o direito de modificar, acrescentar ou remover conteúdos e partes desta política a qualquer momento e a seu exclusivo critério. Neste caso a FAAP informará aos titulares de dados sobre atualizações de suas Políticas, o que não isenta o titular de consultá-la com regularidade. Recomendamos que você consulte esta política quando tiver alguma dívida e sempre que navegar por nossos sites

Os direitos e obrigações decorrentes deste documento poderão ser cedidos a qualquer empresa pertencente à FAAP. Na eventualidade de qualquer das disposições deste documento vir a ser considerada nula, anulável ou inaplicável, por qualquer razão, as demais disposições deste contrato permanecerão em vigor e inalteradas, continuando a vincular as partes.

Ao navegar pelo Portal FAAP, você aceita guiar-se pelos Termos de Uso e Políticas de Privacidade e de Cookies, que se encontrarem vigentes na data de seu acesso, portanto, deve verificar os mesmos previamente cada vez que visitar o Portal FAAP.

Este instrumento será regido e interpretado de acordo com a legislação brasileira, eleito o Foro da Comarca de São Paulo, Estado de São Paulo, para questões a ele relativas, com renúncia expressa a qualquer outro.

Data da atualização desta Política: novembro/2021