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ARTE IMPERIAL Contando com a curadoria de Jean-- Paul Desroches, a exposição sobre a arte imperial apresenta 110 peças do Museu de Guimet, da França e mais 5 peças de Portugal. O curador encontrou nas vastas coleções do Museu Guimet, o necessário para ilustrar os grandes marcos da civilização chinesa, que vão do período Neolítico até os letrados dos Qing (1644-1911).
2º
- Os fundidores de bronze das dinastias reais (XVIII aC - III aC).
A era do bronze nasce das experimentações do neolítico,
principalmente em Qijia, durante a fase final, quando a cerâmica
vermelha se aproxima dos primeiros espelhos em bronze. O domínio
do metal oferece novos recursos ao homem. Quem domina essa técnica
possui as armas e os utensílios que lhe permite afirmar o seu
poder. Surgem então as três primeiras dinastias, os Xia
(XVIII - XVI), os Shang (XVI - XI) e os Zhou (XI - III). 3º
- Os construtores do império dos Han (206 aC - 220 dC).
A China entra no período clássico, com um território
vasto e unificado equivalente àquele do Império Romano
da época, tanto ao nível da extensão territorial
quanto da densidade demográfica. Foi um período de criação
de uma infra-estrutura urbana e de aldeias rurais, em um contexto de
equilíbrio 4º
- Os moldadores de argila dos Tang (618-907). O Império
se abre largamente às influências ocidentais e se estende
ao longo da rota da seda: o eixo econômico mais importante do
seu tempo. A Grande Muralha é abandonada em prol da cavalaria
móvel. O cavalo, ornamento dos palácios e das tumbas,
é cantado pelos poetas e se torna o motivo privilegiado dos pintores
e dos moldadores. Os pequenos animais de sela da Mongólia são
rapidamente substituídos pelos grandes cavalos de batalha da
Ásia Central: fogosos, elegantes e paramentados. Eles se tornam
pretexto para a criação de puras obras-primas das artes
plásticas universais. Estas esculturas estão acompanhadas
por cavalariços e por músicos vindos do Oeste. Trata-se
de todo um mundo exótico, muito vivo e colorido, que toma posse
dessa China dos Tang.
6º
- As porcelanas dos Ming (1368 - 1644). A China dos Ming
pode levantar a cabeça e levar seu brilho até a Europa
e, em particular à Veneza, graças às famosas porcelanas
azul-e-branco. Logo em seguida, os portugueses por sua vez se lançam
aos mares. Contornando a África, Vasco da Gama chega à
Índia em 1498. Jorge Álvares chega ao largo de Cantão,
na China, no outono de 1513, e a primeira embaixada portuguesa conduzida
por Tomé Pires chega a Pequim no início dos anos 1520.
Porcelanas testemunham essa época marítima portuguesa.
Algumas são apresentadas nesta exposição. Elas
estão ao lado de obras mais antigas e de outras mais recentes,
quase sempre de proveniência imperial. Todas participam da mesma
técnica do azul cobalto pintado sobre objetos de porcelana e
provêm do complexo de Jingdezhen. Nessa metrópole do sudeste
da China são instaladas imensas fábricas, bem como numerosos
ateliês privados que trabalham para o mercado interno e a exportação.
Essa infra-estrutura, única na época, constitui um prelúdio
à era industrial. Nela, a divisão do trabalho, confiada
a operários especializados, explica a qualidade da produção. 7º
- Os homens de letras dos Qing (1644 - 1911). Com a dinastia
manchú dos Qing (1644 - 1911), o Império Chinês
conhece a sua máxima extensão territorial. Três
grandes reinados se sucedem entre os séculos XVII e XVIII, trazendo
um século e meio de estabilidade favorável ao desenvolvimento
das artes. O primeiro é o do Imperador Kangxi (1662 - 1722),
depois seu filho Yongzheng consolida a autoridade que herdou (1723 -
1735) e o imperador seguinte Qianlong (1736 - 1795), que possibilita
uma grande estabilidade que contribui para uma prosperidade geral. |
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