ARTE DO COTIDIANO

A exposição sobre a arte cotidiana apresenta aproximadamente 1000 peças que retratam o modo de vida que gere os chineses: a arte de viver e a necessidade.
A arte de viver dos mandarins e dos letrados, mesmo que levada ao extremo, é a busca da beleza e da harmonia.

A necessidade é a parte que cabe aos camponeses e às pessoas simples: o que rege a vida é a engenhosidade, a aliança com a natureza para extrair o que é preciso para satisfazer as necessidades essenciais.
Os aspectos do cotidiano chinês estão ilustrados de maneira magistral na coleção de François Dautresme. Coleção nada habitual em seu princípio, pois cobre todas as classes e categorias da sociedade chinesa. Dez temas serão apresentados: o mandarim, o letrado, a natureza e a arte, o ceramista, a medicina tradicional, o artesão, o camponês, a Revolução Cultural, a criança, crenças e tradições.

Três assuntos excitam particularmente a curiosidade ocidental:

O grilo: uma arte diferente das outras
Gaiolas miniaturas em osso cinzelado, em bambu, em cabaça, casas de inverno em cerâmica protegidas por cobertas em matelassé e obras escritas por sábios e por crianças.

A Revolução Cultural e o culto a Mao
Retratos de Mao de maneiras diversas: bustos, retratos bordados, pratos pintados; citações de Mao em malas escolares, soldados e heróis pintados em bules de chá, medalhas, corações bordados, cartazes "naif" pintados por pintores clássicos. Mao se torna uma religião de estado.


A medicina tradicional
Encontramos de tudo: carapaças de tartarugas, pedaços de coral, vermes, cobras, pérolas de água doce, mil patas gigantes, patas de tigre, lagartos secos, champignons de imortalidade, livros antigos de prescrições secretas ou mostrando o corpo humano.