SuperCroc, a Exposição

Museu de Arte Brasileira da FAAP
Rua Alagoas, 903, Higienópolis
5 de fevereiro a 3 de março de 2002
3ª a 6ª feira, 10 às 21h
Sábado e domingo, 13 às 18h
Entrada franca.

   

Uma descoberta de proporções gigantescas uniu dois cientistas da National Geographic em uma busca por pedaços de um quebra-cabeça pré-histórico em SuperCroc, exposição inédita da réplica em tamanho natural do Sarcosuchus Imperator, cujo fóssil foi encontrado no Níger, África, pelo paleontólogo e explorador da National Geographic Dr. Paul Sereno, que teve neste achado o maior de sua carreira.

Do tamanho de um ônibus, o SuperCroc vagou pelo mundo cerca de 110 milhões de anos atrás. Mas antes de Sereno reconstituir o animal, ele precisou aprender mais sobre os crocodilos vivos. Para isso, contou com o especialista em répteis da National Geographic, Dr. Brady Barr, que estará em São Paulo nesta segunda, 4 de fevereiro, para uma palestra que será realizada às 19:30hs, no Centro de Convenções da Faap - Prédio 5.

Junto a Sereno, Barr viajou o mundo procurando pistas para reconstruir o SuperCroc. "A análise de crocodilos com Brady me fez entender como vivia o SuperCroc," diz Sereno. "Imagine um mundo, há 110 milhões de anos, quando crocodilos gigantes dominavam as águas." Barr, por sua vez, mostrou ao paleontólogo o caminho para a descoberta das características da rotina deste réptil. "Paul vive no mundo dos mortos", diz Barr, referindo-se aos fósseis, objeto do trabalho de Sereno. "O que fiz foi trazê-lo ao mundo dos vivos, muito mais perigoso do que o mundo com o qual ele está acostumado a lidar."

Apesar de ter coletado mais de 18 mil quilos de fósseis, foi o crânio do Sarcosuchus, com 2 metros de comprimento, que mexeu com a imaginação de Barr e Sereno. Ao compararem a proporção desta cabeça com o corpo do maior dos crocodilos de hoje, o herpetologista e o paleontólogo descobriram que o SuperCroc pode ter tido até 12 metros de comprimento e chegado a pesar mais de 10 vezes o peso de um crocodilo atual.

Armados destas informações, Sereno e Barr seguiram para o Colorado, onde juntaram-se ao especialista em réplicas pré-históricas Gary Staab, do Staab Studios, responsáveis pelos cenários e animais de Dinossauros, o longa-metragem da Disney, e tentaram juntar as peças do fóssil e recriar o SuperCroc mostrado nesta exposição inédita no Brasil.