Os projetos

O venezuelano Eduardo Gil, com seu trabalho Untitled, criou uma instalação de colchões usados, recolhidos de comunidades pobres da cidade de São Paulo. Cada colchão foi lido por videntes (como se lê uma borra de café), e suas previsões estão gravadas em áudio, dentro de cada colchão.

Já o argentino Leandro Tartaglia reuniu objetos sonoros da cidade de São Paulo. Como desdobramento desse trabalho e também como um segundo projeto, desenvolveu Taxi – um traslado de ida e volta para o Parque do Ibirapuera no qual o passageiro se conecta à paisagem através de sons e histórias provindas do rádio do automóvel.

Nicolas Paris, colombiano, trabalhou em conjunto com estudantes de uma escola de São Paulo, e eles ensinaram português ao artista. Ao final do processo de aprendizagem, Paris realizou uma série de desenhos das estratégias espaciais e recursos gráficos usados pelos estudantes para a sua aprendizagem que estão expostos no evento.

A parceria entre o alemão Knut Aufermann e a inglesa Sarah Washington resultou no projeto Mobile Radio, transmitida na frequência FM no período em que a Bienal de São Paulo estiver aberta ao público. A obra envolve a contribuição de diversos artistas com trabalhos em variadas mídias e conta com a participação do público visitante e de outros artistas da Bienal.

Os suecos Cecília Grönberg e Jonas Magnusson, que uniram suas respectivas habilidades de fotografia e escrita, criaram a revista sueca de poesia de nome OEI. Agora, para a 30ª Bienal, eles realizam uma edição especial da publicação, que aborda trabalhos teóricos, poéticos e críticos referentes ao evento.



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