FAAP Fundação Armando Alvares Penteado

A Exposição

A tradicional exposição coletiva de artes visuais dos alunos da Faculdade Armando Alvares Penteado, a Anual de Arte FAAP. A mostra, que comemora 50 edições em 2018, reúne 33 obras selecionadas entre 115 inscrições. Performance, pinturas, vídeos, desenhos, gravuras, colagens, objetos, publicações e instalações são alguns dos meios e linguagens presentes.

A Anual de Arte é uma das mais duradouras mostras de arte contemporânea do País e configura-se como um espaço de reflexão sobre os possíveis rumos da produção contemporânea, privilegiando a experimentação e o potencial criador dos artistas, além de ser um ambiente de investigação e de provocação artística.

O público poderá entrar em contato com obras que propõem reflexões sobre várias questões como o consumo, a política, a relação com o tempo e com o cotidiano.

Seleção
A comissão responsável pela seleção das produções foi composta por Maria Carolina (Caru) Duprat, coordenadora do curso de pós-graduação em História da Arte da FAAP; Aline van Langendonck, artista e professora da Fundação; Mônica Barth, pintora, artista multimídia e professora da Faculdade; e pelo professor Marcos Moraes, coordenador dos cursos de Artes Visuais da FAAP e responsável pela exposição.

Para alicerçar seu processo de trabalho, a comissão de seleção levou em consideração a qualidade das propostas e projetos, o potencial dos processos, a possibilidade de inovação, o domínio das linguagens utilizadas e a pertinência com os referenciais de contemporaneidade.

Sala especial

Além das obras selecionadas, a Anual de Arte conta com uma sala especial onde são apresentados os trabalhos de artistas convidados, que participaram do Programa de residência artística da FAAP na Cité des Arts, em Paris, a partir do convênio entre a Fundação e a instituição francesa. Nesta edição, o público poderá conferir os trabalhos de Karola Braga e Paula Scavazzini, além de materiais que documentam e apresentam a pesquisa que ambas desenvolveram na cidade.

Karola Braga apresentará a obra Sillage de la Reine, composta por 10 mil rosas de gesso, formando um tradicional jardim francês. Camuflado no jardim, haverá um busto de gesso da rainha Maria Antonieta guilhotinada. De acordo com a artista, o slogan de uma das maiores casas de perfume da história, a Houbigant Paris, fundada por um dos perfumistas da rainha, dizia que quando o rei Luiz XVI e Maria Antonieta tentavam fugir durante a revolução francesa, a rainha foi descoberta por conta do seu perfume, levando-os à guilhotina e ao fim da monarquia constitucional.

Paula Scavazzini vai expor 16 trabalhos, de um total de 25 desenvolvidos a partir de sua residência em Paris. Peintures d ́Intérieurs consiste na investigação de imagens de pinturas presentes nos interiores de cavernas pré-históricas francesas. Para tanto, foram utilizados diversos suportes, encontrados em Paris, como papel marmorizado, amostras de papéis de parede, tela de linho, mármores, pasta de modelagem e madeira. A pintura em tinta a óleo, técnica recorrente em seus trabalhos, também está presente em todo o conjunto de obras.

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