Percurso da Exposição

A estrutura cíclica do percurso da exposição lembra as experiências que cada um vive intimamente em sua relação com a luz: a noite e o dia, as estações e o ciclo da vida.

Para mostrar a evolução histórica da produção das luminárias, do ponto de vista da luz produzida, foram constituídos três grandes conjuntos: o mínimo de iluminação - a penumbra da "Via Láctea", até o ofuscante "Paraíso das Lâmpadas".

A idéia é usar como ponto de partida não objetos, e sim a luz que eles criam, fazendo com que o visitante possa "sentir" a luz, pois ela possui uma dimensão muito emocional e poética.

Alguns designers, pela importância das obras, estarão representados na exposição por um conjunto de trabalhos que comportam obras raríssimas, únicas, ou protótipos. São eles: Ron Arad, Gae Aulenti, Pierre Chareau, Michele De Lucchi, Serge Mouille, Isamu Noguchi, Verner Panton e Gaetano Pesce.

Ao entrar na exposição, o visitante verá a luminária Eclisse, de Vico Magistretti, que mostra a eclipse progressiva, da luz exterior até o breu.

No módulo "Via Láctea" será apresentada a noite, onde brilham apenas as luzes que "negam a luz", que a reduzem a um traço, e aquelas que evocam o universo espacial. Temos como exemplos, o conjunto de 6 luminárias, de Serge Mouille, e Dark Light, de Jean-Marie Massaud.

No segmento "Fragmentação" a luz é difractada, a partir de uma fonte luminosa única, através de um acúmulo de elementos minúsculos (lâminas, facetas, bolas ou metal perfurado). Um conjunto inédito de luminárias, de Verner Panton, irá homenagear o grande editor Luis Poulsen, pela dupla constituída de suspensões "Artichoke" (alcachofra), de Poul Henningsen, e "Porca Miseria!", de Ingo Maurer (em louça quebrada).

Na sessão "Fantasmas e Ectoplasmas", estarão presentes as esculturas de luz, que são verdadeiros ectoplasmas luminosos. Estas luminárias exaltam suas silhuetas misteriosas. Algumas, pregueadas, parecem fantasmas.

O módulo "Articulação" irá contar uma estória de luminárias articuladas, de arquiteto ou de escritório, vistas como uma colônia de insetos mecânicos, de "Anglepoise", de George Carwardine, até "Tolomeo", de Michele De Lucchi, dominada pelas luminárias desmedidas de Gaetano Pesce e Philippe Starck.

No "Paraíso das lâmpadas" será apresentada uma instalação feita pelo próprio Ingo Maurer, o triunfo da lâmpada nua. Vista por artistas como Niki de Saint Phalle, e por designers, a lâmpada ganha sua autonomia, levando o visitante de volta ao escuro. Exemplos: "Ashoka", de Ettore Sottsass, e "85 lamps", de Rody Graumans.