

Epicuro ensina: “o prazer é o ponto central de todas as coisas”.
Estamos de acordo. Alfa e ômega, alicerce e busca fundamental, ele aumenta conforme aprendemos a fazer opções mais bem informadas.
A alta gastronomia, comprometida com esse espírito, cresce e se destaca como importante fenômeno contemporâneo. Sua característica aberta e multifacetada
permite que ocupe amplo terreno cultural, lidando com um conjunto fascinante e
plural de coisas: refeições agradáveis, sabores extraordinários, produtos apaixonantes, serviços excelentes, sensações inéditas, refinamento do paladar, criatividade à mesa, exaltação gloriosa do bom-gosto.
Acima de tudo, comer é experimentar encontros muito importantes: com você mesmo, com amigos, memórias e idéias queridas. É encontrar alegria através de algo que repetimos (pelo menos!) três vezes ao dia. É possibilidade de explorar o admirável mundo do deleite. Rigor e respeito se unindo para proporcionar um momento único — aquele que não tem preço, que deixa marcas inesquecíveis.
Na mesa é bom colocar coisas interessantes — em sentido literal e figurado.
Se assim fizermos, mágicas podem acontecer em nossa boca e em nosso coração.
Quando a alta gastronomia retira o alimento de seu estado natural e envolve-o em
arte, conexões sensoriais e emocionais se complementam — unindo, reunindo e
religando um sentido maior de celebração da vida.